Minha amiga descobriu e batizou minha gatinha de estimação,a Mel.Ou será que eu sou seu...humano de estimação?
Escrevo essas linhas no dia de seu aniversário.Elas acabaram fluindo porque não pude evitar de pensar na vida,essa estranha maratona cuja reta final talvez nem exista...
E também nessa data que nada representa além de um alerta de que o Tempo,esse abstrato tenente que marca o impossível,para nós ao menos...existe.
Grandeza cósmica,o Tempo é tão tênue quanto majestoso.E me lembra um pensamento do Mestre Kung,que diz:
De nada valem os gritos e a força.O vento,apesar de parecer feito de “nada”,não deixa dúvidas de que existe!
O vento...e o tempo.Talvez sejam mais semelhantes do que percebemos!
O Tempo era tido pelos gregos como uma das forças primevas do Universo (era um Deus Primordial – Cronos).
Não o percebemos senão através de desvios epidérmicos ou pelo fato de que o mundo está em constante mudança,gostemos ou não.É nossa maior força...e nosso maior inimigo.E nos remete ao inevitável – a Busca.
Não posso deixar de lembrar que os chineses ensinam que o “Chi” é naturalmente belo.As crianças,involuntáriamente,buscam o equilíbrio de suas forças básicas.Elas nascem naturalmente belas e prontas para a busca do equilíbrio.
E sómente os adultos as desviam de sua busca,ensinando-as a rejeitar o equilíbrio em favor de valores que não são reais,e porisso as crianças tem dificuldade em compreendê-los.Já tentou explicar a uma criança que existem mentiras... e “mentiras”?
Já tentou explicar-lhes que todos deveriam ser tratados com justiça,mas que a justiça é uma mercadoria nem sempre disponível?
Aproveitar o Tempo!
Será?
Como se aproveita a vida?
Aproveitar não quer dizer algo como “tirar vantagem”?
De quê?
Imaginamos que a busca do equilíbrio talvez seja a grande viagem,e a única e definitiva missão.Yin...e Yang!
E insistentemente,somos compelidos a pensar em “Bem”...e “Mal”.
Associamos o bem à delicadeza,e o mal à força.Nem sempre é assim!
Minha amiga,aproveite hoje e olhe atentamente à sua volta.Depois responda intimamente quanto do que vê realmente é voce.
Quanto do todo leva sua assinatura íntima?
Sei que não estou dizendo nada que voce já não saiba.Então escrevo a fim de lembrar a mim mesmo de que certas atitudes devem fazer parte da minha “higiene diária.”
Lembranças como ser refratário aos sentimentos de raiva,vingança ou pena.
Lembranças de que a busca deve ser constante,sem alarde nem trombetas,mas intimista e serena.
Lembrar de falar menos...e refletir mais!
Lembrar do quão pequeno sou...e quanta vastidão existe,ainda assim,no pensamento das criaturas vivas.
Mas de uma coisa voce pode estar certa: ao olhar a Mel – é,a Mel mesmo - bem no fundo dos olhos,percebo claramente que ela jamais afastou-se da busca.
Talvez porisso nós,pobres humanos, sejamos tão mais insatisfeitos!!
R
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