09 junho 2011

BULLYNG

Minha filha precisou escrever um texto sobre bullyng - problema sério que parece ter tomado um certo gigantismo com a trágica chacina em um escola carioca.Pediu-me algumas idéias ,e saiu esse texto.

                                                                Bullyng
Confúcio já dizia que as palavras são poderosas.São tão poderosas que mudam,com toda a claridade que tenta refletir a escuridão,que favelas são comunidades,crime é transgressão e adolescentes assassinos são vitímas do sistema.

Bulliyng é tão antigo quanto a própria convivência humana.Rir do outro,que curiosamente vem de encontro à capacidade de rir de si mesmo,não é doentio – é humano.

O que se tem hoje não é mais bullyng- é menos respeito.Cada vez se importa menos com os sentimentos de outrem,ou como esse outrem enfrentará as conseqüências do deboche maldoso e inútil.

Numa sociedade que brinca com os problemas humanos em programas televisivos que exploram conflitos familiares,ironizam a fé e discutem diferenças sob aspectos jurídicos e não humanos,é o que temos;não mais o bullyng – “a tal brincadeira que perdeu a graça”.Temos a agressão e a maldade que se tornaram banais como banais são os telejornais que noticiam a morte de dezenas de pessoas e imediatamente comentam os “gols da rodada”!

Não foi o bullyng que mudou,ou surgiu recentemente – foi a sociedade que cada vez menos enxerga seu semelhante como “seu semelhante”!

E enquanto tentam provar que todos são iguais porque se você não aceitar assim você vai preso,se esquecem de reforçar o fato de que somos iguais porque simplesmente somos humanos – negros,amarelos gays,índios,caucasianos...gordos e magros,dentuços e belos.

Talvez o bulliyng não termine com a liberdade de opinião;mas esta pode diminuir o preconceito,e ajudar as pessoas a jamais fingir que não existem diferenças.Elas existem...e daí?

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