25 maio 2010

Para onde vamos... 24/05/2010

Recentemente assisti um filme que, para ser sincero,interessou-me pelo seu protagonista...Johnny Deep! Cá entre nós,ele é magistral. Migrou de Edward Mãos-de-tesoura para Willy Wonka e Chapeleiro Louco enquanto se divertia como Jack Sparrow e Sweeney Todd .E ainda teve tempo para ser Ichabod Crane e Don Juan de Marco! Que mais esperar de um ator?
Mas esse texto não pretende falar de cinema, mas sim de uma frase que esse grande ator teria dito em mais uma de suas encarnações – a de Johnny Dillinger,famoso gangster americano que assolou Chicago durante a Depressão .
Nesse take,a “mocinha” pergunta a ele:
_De onde você vem?
_Não importa muito de onde eu venho,ele responde,mas sim para onde eu vou.

Pensamos tanto naquilo que já fomos ou já tivemos...
Eu tenho um parente que sempre me diz:_Meu pai me ensinou assim; portanto é assim que eu penso!E pasmem; diz isso com orgulho,como se uma herança ideológica do passado pudesse ter sentido em um contexto tão diferenciado.
Somos tão atrelados ao passado que às vezes não percebemos como o passado pode ser uma âncora,e não um pôrto.
E frequentemente nos apegamos a um momento de nossa vida que foi até bom...mas foi!!
Nos apegamos a alguém que foi embora porque achamos que esse alguém levou consigo parte de nós.Lamentamos entes queridos que morreram,maridos que nos deixaram e mulheres que nos enganaram.Lamentamos empregos perdidos,oportunidades desprezadas e o dinheiro que deixamos de ganhar.Sempre o passado,que gostemos ou não...não existe mais!
Não nego que todos temos lembranças boas e felizes – um grande amor vivido; aquela viagem inesquecível; aquele automóvel lindo que compramos quando jovens ou aquela dança romântica com aquele moço de olhos azuis ! Mas a frase de Johnny Dillinger me faz pensar que lembrança é diferente de apego,e recordação é diferente de dependência.
Importa para onde vamos!!
Já escutei muita gente “antiga” dizendo que tal pessoa é boa porque sua família é boa; tal fulano é bom porque um dia ele fez isso ou aquilo (essa vale para pretendentes a maridos ou esposas - escolha!).
Já escutei pessoas dizendo que “no passado eu vivi tal experiência,e você não precisa passar pela mesma coisa; portanto,não se arrisque”!

Que vaticínio terrível – Não se arrisque!! Ou seja,jogue a toalha antes da luta sequer começar.
Se pensarmos bem...será que importa tanto o que já passou? O verbo é pretérito,assim como os atos que já se perdem no tempo,e as dores que já deixaram de doer (As dores...passam quando assim permitimos! Porque existem pessoas que as guardam com egoísmo para que sempre possam ter uma desculpa por não serem pessoas melhores).
O presente e o futuro são as duas únicas coisas que temos.E são neles que estamos forjando novas idéias...e novos horizontes.Grandes amores,grandes viagens,grandes lembranças...que tal se lutássemos para que acontecessem novamente ao invés de ficarmos “acocorados”,suspirando pelo que já tivemos um dia? Não podemos ter de novo?
Salvos a juventude e a saúde,o resto está na esfera do possível.E me lembro de outro take de cinema – Clark Kent,o conhecido Super-homem,pergunta a seu eterno amor,Lois Lane:
_Voce acredita no Destino?
_Só naquele que fazemos acontecer,ela responde decidida.
E no contexto da vida e suas múltiplas realidades,no final da contas é só isso que importa...importa para onde vamos...

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