Sem motivo...
Inda agora sinto o coração apertado feito creme que a gente soca,soca...inté que vira manteiga...
Se ela soubesse,e mal sabe iscrevê...poderia intendê tudo isso; e intendê o que esse meu coraçâo mardiçoado de paixão procura dizê..mas as palavra não vem...
Ah!cê eu pudesse dizê que quando vejo ela parece que o Sol lumina tudo que é sombreado...tudo que no meio do mato fechado eu pricuro sem vê...apenas o sabê que o que tá lá me deixa corajoso feito onça;esperto feito veado....sorratero feito um quati safado...isso tudo porque meu amor por ela me faz assim....um sertanejo danado e totalmente apaixonado;homê da vida,do campo e do mundo...homê que sabe vê na beleza e na força da natureza sua meiguice brejeira;essa sorrateira corruíra que engana enquanto,lá no Guaira,se finge de mulhé difícil...
Na beira do rio revortado essa musa do cerrado me olha com tom de criança...me encanta com essa lambança de beijo trocado de longe;
Com charme danado e safado,aquele corpo molhado levanta as roupa do rio,e num olhar de esguio me convida a sê seu namorado...Ah! que delícia da vida namorá sem censura aquela doce candura que é ser seu par abraçado...
Sem muito ter vergonha olho no vestido de algodão a água indiscreta e risonha que abre um sorriso de permeio...e sem qualquer jeito faceiro ilumia os seio indiscreto dessa mulher natureza;
E sem contá a beleza que a gente já sabe tanta...quanta beleza se agiganta a cada tocá das verdade que o olhar matreiro que procura,sorrateiro,vê além do que se mostra...
Cabelos felizes...seios despertos e lábios de matizes que nem pricisa de cor...seus próprios amores o tingem de desejo e paixão solicitas e únicas...
Minha cabocla pequena...minha pequena certeza de que o amor que começa pode sê o dom de uma vida...
Sô apenas um pobre e tolo pescador apaixonado...forçado pelo amor a uma guerra deliciosamente perdida...sô muito pequeno para tanta beleza vivida!!!
Ricardo
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