É...todo ano é assim.
Meu pequeno amigo peludo está aqui,carinhosamente em meu colo mostrando que o amor é uma estrada de duas vias – ele me ama sem condição; eu o amo como criatura abençoada e feliz,conquanto valham seus miados de ternura ou de “pô,cadê meu rango?”?
Minha filha completaria 31 anos.Amigos e pessoas amadas me perguntam porque estou estranho.Me perguntam à guisa de preocupação...à guisa de curiosidade.
“Mas você está longe! “alguém que quero muito pergunta.
“Voce nem parece você!” outra pergunta sinceramente preocupada e amiga...
Minha lembrança está distante...
Em algum lugar do Universo pode ser que alguém tenha respostas para filhos deficientes,amores não correspondidos e doenças terminais.Para acidentes como o que me tirou um pedaço de mim...ou para pedaços da gente que se esquecem o quanto nós podemos amá-los...
Perdoem-me,mas é um texto amargo.
Não acredito que hajam respostas; portanto devemos nos conformar com perguntas apenas.
O planeta não se preocupa com a Humanidade.Porque deveria?
Somos os algozes do mundo;os carrascos da vida...os arautos do fim do mundo!
Penso de novo em minha filha. Suas sementes perduram,mas sobrevivem mais solitárias,menos protegidas - proteção é pré-requisito de qualquer organismo mais sofisticado à sua descendência.Voce sabia que elefantinhos levam pelo menos doze anos para entenderem que são...elefantes?
Relembro seu último momento à vista do pai,da mãe...do mundo.E estou chorando exatamente agora;e chorarei enquanto o mundo me suportar; e desejo que ele me suporte mais do que eu suporto certas “provações”!
Este texto,para poucos que me conhecem,é um desabafo de dor.
Homenagem à Cris...saudade
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