29 maio 2010

Roma caiu! Não é possível que o PT não caia!

Doa a quem doa, o Brasil do Lula está sempre inovando com soluções inéditas.E eu digo Brasil do Lula porque o Brasil não é mais meu, nem seu - é do Lula e seus asseclas do tal Partido dos Trabalhadores.O que não deixa de ser uma verdade – todos nós trabalhamos muito para manter esses canalhas nas comitivas presidenciais e nos plenários da vida.Aí vai a última novidade do “Brasil do Lula”!!



BARATAS TRANSFORMAM-SE EM FORÇA NACIONAL




O Ministério de Segurança do atual governo,preocupado com as manifestações violentas em estádios de futebol, sucessivas rebeliões em presídios e Unidades de Amparo ao Menor, e a crescente onda de criminalidade apresenta hoje, em Simpósio correlato a realizar-se no Hotel Maksoud Plaza, em SP,um mecanismo infalível para o combate ao crime organizado – a barata (Periplaneta americana).

Engenheiros e biólogos petistas trabalharam duro para chegar ao que foi batizado de A.B.S.U.R.D.O. – Artrópode Biomecânico Super Útil para Reprimir e Debelar Ocorrências.

O mentor intelectual do partido,Aloísio Mercadante, declarou rapidamente como o PT chegou a tal nível tecnológico:
“A barata,meus companheiros,é um soldado nato.
Nossas unidades serão equipadas com radar,circuito fechado digitalizado,luz estroboscópica e sirene de três cores.
Bem treinadas,as baratas são imbatíveis.Locomovem-se rápido,e sempre encontram um jeito de entrar onde ninguém quer que entrem.
São repulsivas,por isso todos a temem,até os traficantes.
Comem qualquer coisa,além de serem imunes à radiação e aos efeitos da corrupção e do “troco para cervejinha”.
Cabe frisar que nossas unidades são criadas em laboratórios do governo espalhados pelo país, e equipados com tecnologia que o Presidente inventou.
Só não podemos revelar em que municípios elas estão sendo criadas,mas asseguro que as condições ideais para as baratas estão garantidas.
Além disso,todos sabemos que as baratas apareceram na Terra a mais ou menos 300 milhões de anos,mais ou menos quando inventaram o modo de pensar de certos políticos brasileiros.

Nesses laboratórios especiais cuidamos para que o habitat seja o mais semelhante possível ao original desses insetos.Seus equipamentos, principalmente o Sistema Informatizado também é invenção do Sr. presidente, que também é consultor honorário de Bill Gates.Os técnicos petistas chamam essa tecnologia de tecnologia de Ponta – Ponta que Pariu!
Os pequenos insetos usarão uniformes - micro camisetas vermelhas com a tradicional estrela Petista, e uma bandeirinha do PT presa às antenas.Idéia maravilhoso do Sr. Presidente e sua atuante primeira dama!

Breve substituiremos toda a força policial por estes maravilhosos bichinhos.
No futuro,elas também farão projetos paisagísticos,Gestão Ambiental,Saneamento básico e atendimento na Rede Pública de Saúde.
Só não poderão ser médicas pois,como disse,elas não ligam para dinheiro.”

Diretamente da Esplanada dos Ministérios -




Em tempo: Acabamos de ser informados que o PCC assumiu um assalto a doze carregamentos de chinelos marca Havaianas hoje,na Capital.

Será verdade...?

VIAJANTES


A época: 70.000 A.C.
O lugar:Algum ponto nas encostas da Eurásia.

Dois indivíduos dividem o magro jantar – alguns insetos e tubérculos.
Dois homens? Duas mulheres? Um casal?
Não importa!
O fato é que os dois,embora estivessem nos primeiros degraus do que viria a ser uma linguagem,comunicam-se com eficiência e juntos,enquanto comem,observam o céu copiosamente estrelado.
Seus poderosos cérebros Homo Sapiens olham maravilhados para o infinito e lá,bem no íntimo,veêm brotar a pergunta que perseguiria sua espécie para sempre:
Quem somos nós?




Dezenas de vezes esses indivíduos se encontrariam.Da China,sob o Sol dos Mandarinatos,ao Egito de Osíris e Hórus.
E caminhariam sob o solo dos Aztecas e sob a luz do Renascentismo.

Às vezes homens,outras vezes um casal,unidos sempre por formas diferentes de sentimento ou união.
Como irmãos ou amigos,como amantes ou meros companheiros,retornariam sempre,reencontrando-se inda que por poucos meses,ou mesmo dias.

A lembrança viria sempre.E,quanto mais tempo convivessem,mais forte ela se tornaria,fazendo com que antigos sentimentos fossem relembrados.
Até hoje...até o século XXI!







Quantas vezes eles se cruzariam.

Mas,inda que morassem muito perto um do outro,eles jamais se veriam.
Inda que estudassem juntos,ainda sim o véu do esquecimento não seria retirado.
E inda que andassem pelas mesmas ruas,e pelos mesmos lugares,não reconheceriam o outro antes do momento certo.
E após trilharem suas vidas,e terem seus filhos,e aprenderem muito sobre o pouco que sabemos,os dois indivíduos logram ter se reencontrado.
Distantes de sua terra natal,distantes daquelas ruas nas quais eles teriam partilhado a juventude,os dois se reconhecem.E percebem que a velha amizade,o velho elo de tantos milênios continua exatamente o mesmo,como se o tempo não houvesse passado!

Quanto tempo? Não sei.
Para que? Pode ser que seja apenas um reencontro criado para que eles se lembrem que o outro sempre estará por perto.Mas pode ser que haja um propósito maior...
Mas quero crer que algo assim não acontece sem motivo.Não mesmo!
E talvez seja por isso que eu tenha encontrado...voce!





RICARDO

25 maio 2010

Pensa nisso

Dias desses escutei um desses pilantras que atualmente tem um novo sinônimo - PASTOR - dizendo que todas as respostas (TODAS) para todas as perguntas(TODAS,de novo) está na Biblia.Não nego que a Biblia é um importante documento histórico,mas foi escrita de forma simbólica e sem qualquer compromisso com os fatos e suas origens reais.Até o quanto se sabe,é uma compilação de estórias transmitidas inicialmente de forma oral,de geração para geração.As estórias sempre mudam de uma bôca para outra,e como "quem conta um conto,aumenta um ponto"...
O fato é que a arrogância desse especialista em pedir dinheiro - o PASTOR - me lembrou de um pequeno texto que escrevi a tempos sobre o sábio Confúcio.Taí!



Kung


Quero reproduzir aqui um trecho de uma crônica chinesa que data de mais de dois mil anos,e protagonizada pelo grande mestre K”ung ,a quem o Ocidente chamou Confúcio.Sentado como sempre rodeado de vorazes aprendizes do conhecimento do sábio,eis que o mestre comenta:

“ Muito mais importante é saber-se daquilo que virá , e não daquilo que foi.Kieou-he-yu,grande dignatário do estado de Wei,enviou um cidadão a Khouong-tse,o filósofo, a fim de saber notícias deste.Khouong-tse fez o mensageiro sentar-se perto dele,e interrogou-o nestes termos:
_Que faz teu senhor ?
O mensageiro,com todo respeito,respondeu:_Meu amo deseja diminuir o número de seus defeitos,mas acredita não conseguir acabar com todos eles.
Quando o mensageiro partiu,o filósofo comentou:_Que grande e condigno mensageiro!
Passou a mensagem a seus servos com uma frase:
_Aproveitem melhor seu domingo de descanso.Pode ser a conclusão de uma semana mal empregada,mas também pode ser o começo estimulante e magnífico de outra nova. ”


Mestre K”ung falava pouco,e para poucos ouvintes,já que a grande maioria de seus contemporâneos não o compreendia.Certa feita,disse:
_Se respeitássemos somente o inevitável e o que tem direito a ser,a música e a poesia não existiriam.Quando somos calmos e sábios,percebemos a real grandeza das coisas,e vemos que elas tem existência permanente e absoluta.Os pequenos medos e os pequenos prazeres não passam de sombras da realidade.Por fecharem os olhos e dormirem,por consentirem serem enganados pelas aparências e por crenças vazias,os homens em toda parte estabelecem e confirmam suas vidas diárias de rotina e hábito em cima de fundações puramente ilusórias.Crianças,que brincam de viver,discernem com mais clareza que os adultos a verdadeira lei da vida e suas relações,enquanto estes fracassam sem conseguir vivê-la condignamente,embora julguem que o fracasso,a quem chamam de experiência,os tornou mais sábios.


Confúcio nasceu em 551 A.C. ,em Lu-lung,na China.Seus ensinamentos fundaram não uma religião, mas um preceito de vida que envolvia estudo,meditação e a busca da sabedoria.


Os termos do Confucionismo são claros:

Primeiro ¬– não existem deuses.Respeita-se os ancestrais e se reconhece a superioridade dos sábios.
Segundo ¬¬– Não existem templos.Cada lar é um templo em si mesmo,pois é do lar que parte a sabedoria e o respeito aos ancestrais.
Terceiro – não existem sacerdotes.Cada pessoa é um iluminado em si mesmo.
E quarto – não existem livros santos ou sagrados.Como poderia um só livro conter toda a sabedoria do mundo ? E se houvesse,seria como extinguir todos os futuros sábios e seus novos entendimentos sobre a verdade e a vida.

Confúcio dizia que nada,absolutamente nada ,é imutável; porisso rejeitava as religiões e os dogmas.Nada sendo imutável,nada pode ser dogmático.

A renovação constante dos valores é um dos pontos mais importantes dos ensinamentos deixados por Confúcio para a posteridade.


R
.
Para onde vamos... 24/05/2010

Recentemente assisti um filme que, para ser sincero,interessou-me pelo seu protagonista...Johnny Deep! Cá entre nós,ele é magistral. Migrou de Edward Mãos-de-tesoura para Willy Wonka e Chapeleiro Louco enquanto se divertia como Jack Sparrow e Sweeney Todd .E ainda teve tempo para ser Ichabod Crane e Don Juan de Marco! Que mais esperar de um ator?
Mas esse texto não pretende falar de cinema, mas sim de uma frase que esse grande ator teria dito em mais uma de suas encarnações – a de Johnny Dillinger,famoso gangster americano que assolou Chicago durante a Depressão .
Nesse take,a “mocinha” pergunta a ele:
_De onde você vem?
_Não importa muito de onde eu venho,ele responde,mas sim para onde eu vou.

Pensamos tanto naquilo que já fomos ou já tivemos...
Eu tenho um parente que sempre me diz:_Meu pai me ensinou assim; portanto é assim que eu penso!E pasmem; diz isso com orgulho,como se uma herança ideológica do passado pudesse ter sentido em um contexto tão diferenciado.
Somos tão atrelados ao passado que às vezes não percebemos como o passado pode ser uma âncora,e não um pôrto.
E frequentemente nos apegamos a um momento de nossa vida que foi até bom...mas foi!!
Nos apegamos a alguém que foi embora porque achamos que esse alguém levou consigo parte de nós.Lamentamos entes queridos que morreram,maridos que nos deixaram e mulheres que nos enganaram.Lamentamos empregos perdidos,oportunidades desprezadas e o dinheiro que deixamos de ganhar.Sempre o passado,que gostemos ou não...não existe mais!
Não nego que todos temos lembranças boas e felizes – um grande amor vivido; aquela viagem inesquecível; aquele automóvel lindo que compramos quando jovens ou aquela dança romântica com aquele moço de olhos azuis ! Mas a frase de Johnny Dillinger me faz pensar que lembrança é diferente de apego,e recordação é diferente de dependência.
Importa para onde vamos!!
Já escutei muita gente “antiga” dizendo que tal pessoa é boa porque sua família é boa; tal fulano é bom porque um dia ele fez isso ou aquilo (essa vale para pretendentes a maridos ou esposas - escolha!).
Já escutei pessoas dizendo que “no passado eu vivi tal experiência,e você não precisa passar pela mesma coisa; portanto,não se arrisque”!

Que vaticínio terrível – Não se arrisque!! Ou seja,jogue a toalha antes da luta sequer começar.
Se pensarmos bem...será que importa tanto o que já passou? O verbo é pretérito,assim como os atos que já se perdem no tempo,e as dores que já deixaram de doer (As dores...passam quando assim permitimos! Porque existem pessoas que as guardam com egoísmo para que sempre possam ter uma desculpa por não serem pessoas melhores).
O presente e o futuro são as duas únicas coisas que temos.E são neles que estamos forjando novas idéias...e novos horizontes.Grandes amores,grandes viagens,grandes lembranças...que tal se lutássemos para que acontecessem novamente ao invés de ficarmos “acocorados”,suspirando pelo que já tivemos um dia? Não podemos ter de novo?
Salvos a juventude e a saúde,o resto está na esfera do possível.E me lembro de outro take de cinema – Clark Kent,o conhecido Super-homem,pergunta a seu eterno amor,Lois Lane:
_Voce acredita no Destino?
_Só naquele que fazemos acontecer,ela responde decidida.
E no contexto da vida e suas múltiplas realidades,no final da contas é só isso que importa...importa para onde vamos...

R

22 maio 2010

Só prá relaxar...

CHURRASCO DE RICO
x
CHURRASCO DE POBRE



Traje feminino:

Para a rica :
Calça de cor clara da Zara ou Lelis Blanc, ou um jeans Diesel prá não ter erro. Bolsa Marc Jacobs ou Dior e um lenço Burberry no pescoço. Camisetinha básica branca da Club Chocolate ou Tommy Hilfiger. Óculos Chanel ou Dolce Gabbana e sandalinha rasteira da Lenny. Ela sempre chega sozinha, dirigindo o seu próprio carro, normalmente um Audi A3 ou um Hyundai Vera Cruz. Detalhe para os colares discretos de pérolas ou ouro branco.


Para a pobre:
Mini-saia curtíssima do Hipermercado EXTRA, blusinha da C&A estampada, tamanco de madeira de salto altíssimo ou tênis de R$ 19,50. Óculos coloridos degradê - do camelô é claro!!! Piercing no umbigo (detalhe no ângulo de gordura da barriga), anel no dedo do pé e os pêlos do corpo descoloridos com água oxigenada.Cabelo chapinhado e brinco de argola. Muitas usam biquíni por baixo, na esperança de tomar um banho de piscina (ou de chuveirão,mesmo!).


Traje masculino:

Para o rico:
Bermuda Hugo Boss ou Calvin Klein com camiseta pólo Lacoste ou Brooksfield.Óculos Armani compondo com o relógio Rolex e o mocassin italiano. Geralmente chegam acompanhados de uma baita mulher em sua Hilux ou Ford Ranger 4x4,do ano.


Para o pobre:
Chinelão Rider ou Havaianas e bermudão florido ou calça jeans cortada no joelho, desfiada. Barriga de cerveja aparecendo, e a camisa do Corinthians ou do Flamengo jogada nas costas (eles sempre andam sem camisa).Óculos de camelô na testa (espelhado) e barba de dois dias. Chegam de Monza,de Brasília ou de carona com mais oito pessoas e o cachorro.



A Comida:


Do rico:
Normalmente eles não comem,e quando comem é um pouquinho de cada coisa. Arroz com brócolis ou açafrão, farofa com frutas secas, filé de cordeiro, picanha argentina e muzzarella de búfala. Sendo que cada coisa a seu tempo e pausadamente,enquanto conversam sobre atualidades e negócios – os homens. Já as mulheres comentam sobre a última tendência de moda que viram recentemente na Europa.

Do pobre:
Vinagrete, farofa com muita cebola, maionese e muita asa de frango. Lingüiça com pão de alho, costela e miolo de acém (que eles juram ser mais macio que picanha!).A conversa entre os homens é sobre futebol;entre as mulheres é sobre novela e compras na 25 de março.



A Bebida:


Do rico:
Os homens, Chopp Brahma ou cerveja Heineken, geladíssima;ou uma caipirinha de Stolichnaya com muito gelo. As mulheres vão de Schweppes Citrus, água Evian ou Coca-Cola Light. Às vezes um frisante bem gelado!

Do pobre:
Cerveja Cintra ou Kaiser, geladas no tanque de lavar roupa cheio de gelo. Quem fica tonto mais rápido vira a diversão da patota. Muita caipirinha com Caninha 51, Baré Cola e Guaraná Schincariol. Homens e mulheres bebem a mesma coisa e logo estão bêbados e falando alto.




Como é servido:

Para o rico:
Normalmente beliscam uma picanha servida num enorme prato branco liso de porcelana,e as taças sempre adequadas a cada tipo de bebida: água, chopp, refrigerante,vinho...As saladas ficam dispostas em saladeiras de cristal,mas sempre tem um garçom para compor o prato.

Para o pobre:
Os tradicionais pratinhos de alumínio ou papelão e muitos nem usam pratos. As bebidas são servidas em copinhos plásticos de 200 ml. Para os convidados VIPS (algum cabo da PM,escrivão de polícia,soldado do Corpo de Bombeiros...) reserva-se os tradicionais copos de “requeijão”.As batatas pirulito cheias de vinagrete são garimpadas com palitos Gina,ou pega-se com a mão mesmo!


MÚSICA:

Do rico:
Jack Johnson, Maria Rita, música instrumental, Lounge Music e Jazz. Podem contratar um grupo que toca chorinho, mas com músicos formados pela Escola de Música da UFRJ.

Do pobre:
Aquele pagodão de pingar suor.Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e outras tralhas. Só CD's piratas (4 por 10 reais,no camelô),e não pode faltar o Samba Enredo do ano. O importante é tirar a galera do chão. Depois de umas “canas” lascadas, todos já estão dançando, independente das idades ou credos. Também rola uma batucada improvisada com panelas, tampas ou qualquer objeto disponível que emita um som (vai de Almir Guineto a Alcione). A mulherada tira a sandália de salto e bota a poeira prá subir.





O CHURRASQUEIRO:


Do rico:
Contratado de uma churrascaria famosa. Trabalha com um uniforme impecável e traz consigo toda equipe necessária para atender todos os convidados. Voce não sente cheiro de brasa nem vê qualquer fumacinha.

Do pobre:
Amigo de um conhecido que adora fazer churrasco, e cada hora um fica um pouquinho pra revezar. Normalmente é um cara barrigudo que fica suando com uma toalhinha na mão (ele usa para enxugar o suor, limpar as mãos e o que mais precisar!). Adora ficar jogando cerveja na brasa para mostrar fartura! A fumaça é insuportável,mas ninguém liga!




O LOCAL:

Para os ricos:
Área coberta e piso de granito, com mesinhas atoalhadas. Flôres e bancos da Indonésia, num lindo jardim com piscina e cascata.E ninguém se anima dar um mergulho, pois a piscina está decorada com um lindo arranjo de flôres tropicais.

Para a galera:
Normalmente na laje, com sol quente na cabeça ou às vezes uma chuvinha para acalmar a bebedeira (quando chove improvisa-se uma lona de caminhão como cobertura, mas só para proteger a churrasqueira). Cadeiras, só para quem chegar mais cedo ou para as grávidas.Os demais ficam em pé, esbarrando-se e pisando no pé um do outro, mas sem problemas porque a maioria tá descalço. Sem esquecer o tradicional banho de chuveirão, onde os bêbados começam com a brincadeira de querer molhar todo mundo.


O FINAL:

Do rico:
Em no máximo 4 horas, cada pessoa vai indo embora em seu próprio carro. Mas saem em momentos diferentes, para que o dono do churrasco possa fazer os agradecimentos a cada um com atenção.

Do pobre:
Dura no mínimo 8 horas, e depois das 9 da noite o dono da casa diz que tem que trabalhar cedo no dia seguinte e vai enxotando a galera .Mas o pessoal tá no clima e ainda quer fazer vaquinha prá comprar mais uma caixa de cerveja. Quem não tem carro vai de carona ou vai de buzão mesmo. Isso sem falar nos que passam mal, vomitam e precisam curar o porre estabacados no sofá ou no tapete. E tem aqueles parentes e amigos mais chegados que são intimados a “dar uma mãozinha” na faxina do recinto! O pessoal que tem carro liga o som bem alto e sai buzinando, rindo e gritando : Aí ,maluco...valeu!! Semana que vem é lá em casa!

21 maio 2010

Divagando,apenas...


Estou sentado em minha mesa de trabalho.Lugar frio...muito frio.
Olho em volta e percebo pessoas-coisas e coisas-pessoas,indo e vindo sem conhecer de verdade sua própria mão de direção.
Risos não muito francos emolduram a lividez da espera pelo fim de mais um dia.
Ainda assim,embora irmanados pelos mesmos sentimentos,as pessoas-coisas se degladiam em situação velada.Tem-se a impressão de que são inimigos inconfessos,numa rixa antiga oriunda de coisa nenhuma.
A falta da cumplicidade esgota as pessoas-coisas sem que sequer elas se apercebam.Cumplicidade,amizade,respeito...deveriam ser naturais quando o barco é o mesmo ,afinal de contas...
Engraçado como os fracos tem uma visão distorcida do respeito.A distância os protege da própria fragilidade,mas nem sempre se consegue ocultar o óbvio.
A Rainha de Copas disse uma vez:
_Gostaria de ser amada pelos meus súditos. Sinto falta de ser amada!
Ao que seu valete retrucou:
_Ora,para governar é muito melhor ser temida do que amada.

Será que algumas pessoas que conheço levam Lewis Carrol ao “pé-da-letra”?

A maioria dos ambientes de trabalho se parecem com um País das Maravilhas abatido e insalubre – reis e rainhas cercados de súditos ostentando grandes narizes de Pinóquio.
Ou ainda,como numa fantástica “Fábrica de Chocolates”,um anfitrião pomposo e pirado rodeado de Umpa-lumpas caricatos.Pareço que exagero?

Pense bem...e também perceba como tudo isso é inútil e triste.O respeito e a confiança são as bases de um relacionamento que,fatalmente,desencadeará numa coisa chamada...amizade!
E trabalhar com amigos,colaborando e crescendo juntos,é a nota que transforma um trabalho em uma realização intíma.Sentir-se atuante e importante!
Eu tenho as duas coisas: o autoritarismo que desemboca no servilismo onde cada um preocupa-se somente com o “seu”.E o respeito e a confiança que,como disse,acabaram se tornando amizade.
E é no segundo que encontro energia para suportar o primeiro,e tenho mais concreta a certeza de que “algo pode ser feito”.
Algo precisa ser feito...

18 maio 2010

Conversando...

Minha filha gosta de escrever.E,modéstia à parte,escreve muito bem.
Esse ano a escola em que estuda participa de um concurso literário.O tema? Um olhar sobre a minha cidade em formato de crônica.Eu não participo,mas resolvi escrever a minha crônica.Saiu mei aos trancos,mas eu gostei.Taí...Um olhar sobre a minha cidade!
Um olhar sobre a minha cidade 18-05-2010


Cansei de rodar por esses Brasis.E eu digo Brasis com s,porque quem conhece essa nação continente sabe que há “países” ao sul que apreciam erva-mate e churrasco,e há “países” ao norte cujo café da manhã é farinha com açaí.Línguas e vidas opostas, entremeadas por mais “países” onde tudo é pitoresco e único.
O Brasil que se irmana nas Copas é portenho, caiçara, caboclo e negro, e às vezes nos esquecemos que essa pluralidade é uma herança de convivência com a diferença,seja étnica,religiosa ou ideológica.
Essa grandeza geográfica me faz lembrar da razão deste texto - a minha cidade.
Tão pequena perto de grandes centros;tão grande que abriga pessoas de vários lugares.Uma cidade que escolhi entre tantos lugares por quais passei,tantas pessoas e idéias,tantos chimarrões e açaís...
De minha casa observo a pequenez grandiosa da minha cidade.O nascer do Sol coincide com a sombra de indústrias que se mesclam com prédios antigos e bairros calmos.E talvez seja essa a característica marcante da minha cidade - o contraste.Enquanto observo o horizonte que se fecha nas montanhas,posso ouvir as maritacas em formação uníssona desfilando sob o céu escandalosamente azul.Em contraste, escuto o ronco dos potentes caminhões que usam a via principal com rota natural, e um despertar indiscreto vai colocando a cidade em alerta e desperta para um novo dia.
Às vezes gosto de caminhar nessas manhãs de Sol. A passos rápidos se atravessa a cidade em hora e meia,talvez um pouco mais.No caminho,novamente o contraste.
Pistas de caminhada e esportes se misturam a moradores sem teto,enquanto cães sem teto se misturam a moradores de casas ricas e seus cães escovados.
Passo pelo mercado e o cenário mantém a plasticidade dúbia.Jovens que despertaram nas ruas perambulam e cruzam com trabalhadores e comerciantes apressados,estudantes e viajantes...
O som das manhãs se mistura ao cheiro de mato que ainda, corajosamente, persiste nessa que é uma cidade incrivelmente arborizada. Há árvores por todos os lados,que na época certa se enxameiam de frutas as quais ninguém permite que amadureçam – colhem-nas verdes mesmo,quase à guiza de aproveitar essa generosidade gratuita.
Nessas caminhadas posso perceber que o contraste social existe mesmo nos melhores lugares.Nesse mesmo mercado automóveis caros disputam vagas com caminhões velhos e abatidos; doutores passam por entre aqueles cujo álcool serviu de cobertor até inda a pouco,pessoas cujo olhar reflete a desilusão e o cansaço típicos de quem vive numa nação que só os vê quando interessa, e os esquece por anos a fio logo depois.
Continuo andando e me vejo perto do “Morro do Cristo”. Cidade pequena e do interior do Estado de São Paulo tem de ter um “Cristo”, de braços abertos e olhar distante. Do alto de sua majestade,segue com ares de guardião e protetor, e embeleza com fé a cidade que o abriga.
Aos pés de morro,novamente a pobreza. Apesar do olhar atento do Salvador, a vida segue seu rumo, e as casas carcomidas e o esgoto a céu aberto me lembram que o céu está um pouco mais acima; e que esse Cristo,apesar de belo, é apenas uma estátua de pedra.
Continuo minha caminhada e paro estupefato, como sempre, a admirar a arquitetura secular que se embrenha pelo centro da cidade. Prédios centenários e belos, ruas estreitas e cravejadas de paralelepípedos clássicos...
Alguns tem recursos para restaurar essas maravilhas; outros, no entanto, deixam-nas ao relento e à própria sorte,transformando-as em casas que se tornam assombradas ou abrigos de roedores e poeira. Mas é impossível, ao olhá-las, deixar de imaginar suas histórias e seus passados luxuriantes.
Minha cidade é meu abrigo, apesar de suas mazelas. É pequena o suficiente para que eu possa percorre-la com uma caminhada matinal; é grande o suficiente para abrigar pessoas,maritacas e prédios antigos e majestosos.
Ela me faz lembrar que o contraste talvez seja o tônico que faz a vida não perder o ritmo. As diferenças e a eterna luta para minimizá-las gera uma dinâmica indispensável ao progresso sob quaisquer de suas formas. E talvez seja por isso que eu amo a minha cidade. Porque, ao seu modo peculiar de misturar bêbados e estudantes nos ônibus matinais, me faz lembrar da importância da tal pluralidade, e me ensina uma lição nova quase todos os dias.
Assim como me mantém atento e com a visão aguçada para perceber o melhor desses nuances.
Meus passeios matinais...minha dinâmica...minha cidade e abrigo...
R

09 maio 2010

PRIMUS
1999-09-16



[ PRIMUS É UMA COMPILAÇÃO DE DADOS OBTIDOS EM 12 SISTEMAS ESTELARES E NÃO POSSUEM QUALQUER EMBASAMENTO CIENTÍFICO.TAIS DADOS BASEIAM-SE EM CRENDICES POPULARES E LENDAS ] Nota do autor



xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx





Ele só sabia que estava ali.

Não lembrava bem como,nem ao menos sabia do porque,mas estava; estava ali, ciente e só.
Memórias vagas tentavam compreender um cataclisma quase recente, algo ocorrido a quatorze ou quinze bilhões dos nossos anos.
Lembranças esfumaçadas de um despertar procuravam sem rumo algum senso em tudo, algum motivo real...
A mente poderosa e infantil vasculhava as entranhas do caos à sua volta e, sem querer, viajava aos limites desse Universo ,regressando sem cerimônia ao mesmo momento e ato, na luz clara e instantânea da velocidade absoluta.

Sózinho e sem propósito,ele procurou entender sua finalidade, compreender sua razão e talvez, com sorte, redescobrir um lugar ao qual supostamente teria pertencido antes de sentir-se só e sem motivo para existir.

Mas sua percepção, embora tipíca de um jovem incerto, tinha algo de especial: era sistemática e sofisticada, e por isso mesmo coordenada como um bom mecanismo.
Na estranha escuridão de seu mundo morto, via com a mente, compreendia com a razão e percebia o tempo pelo movimento ciclíco desse seu Universo sem nome, sempre girando no interior de um nada muito maior do que seu espaço de existência.

Perturbado e infeliz, o ser percebeu a escuridão.
Sua mente poderosa repudiou a escuridão. E numa explosão de energia a Luz se fez, clareando aquela negritude eterna.
Assustado com a luz intensa,condensou-a em pequenos nódulos candentes, que muito mais tarde se aglutinariam em galáxias, e consequentemente... estrelas!

Sem intenção específica, deu a essas estrelas um caráter explosivo e imprevisível; e foi sem querer que surgiram os planetas e seus restos satélites.

O ser pairou nesse éter durante centenas de milhões de anos, entendendo sua vastidão e peneirando suas capacidades.Brincava inocentemente com átomos e partículas, até que resolveu dar um sentido mais sofisticado a seus trabalhos.
E foi por mero acidente que povoou alguns planetas aleatóriamente com seres primitivos quase microscópicos, oriundos de seus experimentos quase lúdicos.
Assim permaneceu o ser, por mais outros incontáveis milênios,observando o Universo à sua volta e a si mesmo.
Até que um dia , como alguém que realmente desconhecia o julgamento ou a maturidade, sumiu do conhecimento e do contato de si com suas invenções juvenis.Sumiu, e nunca mais apareceu.


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx



Os seres nesses planetas evoluíram através dos bilhões de anos seguintes, mas sem qualquer intuição ou conhecimento sobre suas origens.
Entretanto, uma lembrança molecular não-programada permaneceu, e à medida que adquiriam inteligência começaram a pressentir que algo ou alguém teria existido à muito tempo.Lá...no começo do Universo!

E,como sempre acontece, esse algo ou alguém tornou-se uma Lenda.
E como Lenda povoou o imaginário de suas criações, e cada mundo adequou-o às suas necessidades e anseios.





A origem desse ser lendário não é conhecida.Tampouco seu nome, se é que possa ter tido um.

Os capelinos o chamam “Mentorius”.

Os gigantes do sistema de Sirius o reconhecem como “Ku’lat-goru”.

A Nação Imperial de Andrômeda diz que esse ser é o “Grande Ffrirgck”.

E o povo unicelular da poderosa Confraria União Betelgeuse o conhece como
“O Grande Provedor”.

E num pequeno planeta abandonado que orbita uma estrela conhecida chamada Sol,e de onde vieram a milhares de anos os antepassados desse seu relator,ele era chamado o “ Todo – Poderoso ”.


Quanto ao ser,verdadeiramente ninguém sabe.Seu poder é quase infinito pelos padrões normais dos povos comuns desse Universo tão limitado e paradoxalmente tão vasto.Longe de ser divindade, é a gênese do que hoje sabemos ser apenas mais um entre tantos Universos coerentes.
Mas, ao mesmo tempo que talvez tenha sido o primeiro ser inteligente do Universo conhecido, também foi o que nunca cresceu, pois nunca interagiu com outra mente; nem aprendeu, pois não tinha modelos nem parâmetros.
Acho que esse ser ainda existe,talvez recluso em algum ponto obscuro entre as galáxias, talvez refugiado em outro Universo.
Acho ainda que um dia alguém, nesse imenso Cosmos, irá encontrá-lo e cumulá-lo de perguntas às quais ele não saberá responder.

E quem sabe aquele que encontrá-lo poderá ser seu primeiro contato em bilhões de anos de solidão...

Ricardo




Nova Terra,província de Mannan
34 de Abreill de 12333 (contagem pós cristã,Era de Volunn)






Domingo de novo...
Estou de bode hoje!
Cansado de hipocrisia,cansado de viver num mundo insano...Sei lá,não estou bom para falar;mas deixo uma coisa curiosa que li inda ontem : provaram - isso não é novidade - que os povos que nos precederam,no caso os homens de Cro-magnon,tiveram seu ti-ti-ti mais afeito com seres que considerávamos os tais homens-das-cavernas,nossos irmãos Neandertais.
Vai virar caça às bruxas como no tempo em que Darwin afirmou que homens e símios compartilhavam uma mesma origem.Somos filhos de Deus,feitos à sua imagem e semelhança.Cara,para um deus ele está bem abaixo de qualquer expectativa.Me diga lá: Voce deixaria seus peixinhos do aquário morrerem de tanto brigar?

03 maio 2010

O Marfim e o Ébano


11.11.04






Céu e Inferno.Duas forças naturais e antagônicas como o são todos os elementos que compõem essa criatura dúbia chamada ser humano.
Dia e noite.De forma inconsciente,e utilizando as características da própria natureza,reforçamos o conceito das forças equipotentes e complementares do todo.
Yin e Yang.Homem e mulher.Forte e fraco.
Bem...e Mal!

A percepção humana,embora ilimitada pelos padrões de possibilidades,vê-se prisioneira constante de uma dicotomia básica.E talvez sua forma mais bizarra e mais cruel sejam os rótulos estigmáticos do Bem e do Mal.
Olhamos para alguém,pesamos suas atitudes,consideramos suas motivações;e finalmente estabelecemos um veredito – bom ...ou mau.Ou, para alguns,...certo e errado.
Todos nós tomamos posicionamentos e assumimos atos das mais variadas gamas sem que no entanto estejamos constantemente “pesando” a natureza boa ou má de cada decisão.
Embora vivamos num mundo onde os valores são descritos como “sim” e “não”,certo e errado,etc...não é dessa maneira que realmente vivemos.
Porque a essência das coisas não é absoluta.
A verdade não é definitiva,posto que muda conforme latitude e tempo,decorrência e estado.
Deuses poderosos existiram,e chegou o dia em que foram abandonados e substituídos por novas idéias...novas necessidades.Deuses poderosos ainda hoje existem,e chegará o dia em que serão insuficientes.
Grandes Impérios ruíram;grandes conceitos do passado hoje são exatamente isso – passado!
Porque a mutação e a mudança são uma constante cósmica.Porque a instabilidade é sempre maior do que a constância.
Na Ciência,isso se chama Entropia.

E porque julgar valores pode ser temerário,conquanto injusto.
Na vida,assumimos coisas que invariavelmente tomam a feição de valores,mas não é assim que as vemos.
Nossas atitudes,sejam lá quais forem,passam pelo permeio natural que envolve os antagônicos.
Quando julgam voce de maneira implacável ,as pessoas se esquecem que a natureza do todo não é fundamentada no certo e errado,no bem e no mal.
Os chineses sabem disso a milênios.Tanto que o símbolo que representa as duas forças - Yin e Yang – se complementam.Onde acaba uma começa a outra,e vice-versa.

E se voce duvida,tente misturar duas cores – branca e negra.Obterá o cinza,sob os mais variados nuances.
Tente recuperar a cor branca, adicionando mais cor branca. Miraculosamente,continua cinza.
Jamais voce recuperará nenhuma das duas cores, pois uma vez miscigenadas,ganham nova característica.Como o marfim e o ébano das teclas de um piano,antagônicas inseparáveis.
Como o certo e o errado no coração dos seres vivos.Como o bom e o mau,o dia e a noite com seus crepúsculos e auroras.

Crepúsculos e auroras; quando dia e noite se beijam e tornam-se,juntos,ainda mais belos...



R