21 julho 2010

Esse texto é inspirado num livro Espirita.Captei alguns elementos,e o compus...

Numa estrela não tão distante... 25.3.09



Para quem conhece a matéria,sabe que Capela é uma estrela não tão distante.
E sabe também que ela possui um planeta semelhante à Terra,habitada por seres humanóides muito parecidos conosco.E também sabe que Capela intercambia seres espirituais com a Terra a milhares de anos.
Foi lá que conheci Sherak,minha musa...e meu sonho distante.
Nem sei quantos anos no futuro isso aconteceu.É,eu disse futuro.
As pessoas pensam em outras vidas como se tivessem acontecido apenas no passado,mas esquecem que as leis físicas que favorecem a noção de tempo são aplicáveis a exatamente isso – corpos físicos.
Tempo é um conceito relativista,e a Mecânica Quântica o define com razoável simplicidade.
Mas,voltando às minhas lembranças...
Parece que ainda a vejo,bela como eram as manhãs dos Sóis duplos de Capela.
Seu caráter forte,inda que inconstante.
Sua busca eterna.
Me lembro que Sherak era alguém que,durante uma vida inteira,fez perguntas.Parecia que,de verdade,nunca tivesse estado realmente satisfeita.E de certo modo eu me identificava com ela.
Por não aceitar muito bem os dogmas impostos pela sociedade,sempre me vi perguntando a mim mesmo se tudo que me cerca é palpável;se tudo que fazemos e vivemos é relevante e real.
E eu a amava,de certa forma.Por vezes era um amor de pele,e quando seus olhos me fitavam mal continha meu desejo de tê-la como uma amante fugidia.
Outras vezes era um amor quase platônico,e eu compactuava de suas meninices sem que ela sequer percebesse.
Me divertia sabendo que ela era assim,docemente imperfeita,e isso me fazia quere-la mais,sem propriedade nem posse...simplesmente um querer descompromissado e leve.
Sherak era um sonho,distante e próximo,meu e de todos.
Me lembro das muitas facetas de sua personalidade.Era todos,e ao mesmo tempo ninguém.Seu atrativo maior era essa multiplicidade quase natural,embora eu soubesse que sua segurança às vezes era o estandarte do seu medo.
E eu não podia me furtar a conhecer Sherak.Aos meus olhos ela sempre seria translúcida,inda que nunca transparente.
A transparência não é algo que se deva permitir a outra pessoa.
Todos,invariávelmente,carregam dentro de si uma “pérola” íntima,que deve ser só sua.
O que vale dizer que todos tem algo que jamais dividem com outrem ,posto que é exatamente isso – íntimo.É a “pérola”,tesouro que nos fortalece por ser único e pessoal,e diferente de todas as pérolas do Universo.
Embora fosse bela,e tivesse a dedicação de muitos,Sherak nunca encontrou um amor de verdade;ou talvez nunca tenha se permitido amar com descompromisso e liberdade.
E eu penso que liberdade é pré-requisito do amor.
Para se amar ,é preciso ser livre.
O amor,quando vinculado ou condicionado, projeta as sombras de um cárcere.

Escrevo tudo isso porque,em algum lugar ou tempo,talvez Sherak possa ler essas linhas breves.
Talvez se lembre de mim;talvez se lembre de si mesma em outras “viagens”!
E talvez se lembre de alguém que a admirava como ela realmente era,numa estrela não tão distante conhecida como ...Capela.



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