21 julho 2010

Já recebi queixas de que me expresso melhor romanticamente.Sinceramente,não sei se é verdade...
Mas deixo esse texto,para mim intenso,de um momento real em que me vi tão só quanto se pode sentir alguém que ama outro alguém que vai embora!Apesar da forte expressividade,também aprendi que o tempo é mágico,que as feridas se curam e,quando não,é porque nós não permitimos...






Enquanto te despedes...




Já que precisas ir,por favor,saia sem pressa;
Quero pensar que há volta,e que seu adeus só disfarça um até breve...
E já que desejas ir,não deseje muito alto;
Não quero escutar com os ouvidos,para não ecoar no coração...
E como pretendes mesmo ir,deixe a gaveta entreaberta;
quero pensar que mais tarde estarás aqui para fechá-la...

Já que vais mesmo embora inda que eu lhe suplique;
Que seja com um beijo,que é para que eu pense que ainda me amas;
E que haverão outros beijos,e outros amanhãs,
E que à noite teremos nossos momentos só nossos
E renovaremos promessas,um do outro...para sempre...


Se decidistes que vai,deixe o shampoo e o perfume inacabados;
Quero pensar que de novo sentirei o aroma do seu banho...
E esqueça a toalha molhada como um tributo à lembrança...
Deixe os cabelos na escova,a cama desarrumada,
Quero imaginá-la de novo no alento do nosso abraço...

Já que vais mesmo partir,me deixe buscar um pão quente...
Regue a planta da varanda,tome seu leite e café,
Esqueça a xícara sem lavar e as migalhas sobre a mesa;
Quero pensar que amanhã ainda acordarás comigo...
E que a manhã da despedida foi um sonho perturbado...

Mas já que vais mesmo embora,mate-me logo e com força;
quero morrer rápidamente, antes que feches o portão...



R

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