Domingo ...de novo!
Eu vou dizer uma coisa prá você – reparou alguma vez que os parlamentares brasileiros votam o aumento do salário mínimo como se o dinheiro viesse do bolso deles;e votam o aumento deles como se,e realmente é,o dinheiro viesse do “nosso”bolso?
É impressionante a cara,ou melhor dizendo,o focinho de pau dessa corja!
Tem gente lá dentro que mal sabe escrever um “o” com um copo.E prá quem não sabe,não é primeira vez que Tiriricas (ou titicas) povoam aquelas estofadíssimas cadeiras com ar-condicionado,café gourmet e água Perrier à vontade.Tudo do nosso bolso,suor e muita,muita paciência.
E a cara de pau daquela “chipmunk” fantasiada de Margaret Tatcher,a tal “Presidenta” da República do Império das Bananas? Sei lá,na conta dela e do PT – Partido dos Trambiqueiros – milhões de pessoas saíram da chamada “linha da pobreza”.Mas ainda assim,no país da Copa e das Olimpíadas tem outro monte de gente fazendo “compras” nos lixões de grandes cidades.
Linha de pobreza? Que porra é essa? Em que linha estariam os políticos que deveriam representar o povo? Linha da Opulência? Ou será linha do trem? Tipo...o primeiro político que andou na linha foi atropelado pela locomotiva!
[Ah! Mas como você reclama,caro redator; a gente tem Big Brother,Mulher-melancia e Faustão.Tem Silvio Santos,Datena e Edir Macedo!Tem samba,suor e camisinha grátis!Num tá bom?]
Eu fui um fã inconteste de Chico Buarque e Gilberto Gil .E agora...onde eu enfio minha decepção ao ver alguém que compôs obras belíssimas de cunho político e contestatário passando a mão na cabeça de uma corja que faz tudo o que condenou,e mais um pouco?
Ah! Sr. Chico Buarque...que é que eu faço com seus discos comprados com mesada quando eu nem tinha dezoito anos? Como ouvir “Caros amigos” sem pensar...ô fulano mentiroso!!
Bom,o importante é que o salário mínimo passou de acordo com o plano de “desmiserialização” da chipmunk do “Palácio”.
Quinhentos e quarenta e cinco reais – é quase o preço de um litro de uísque de média estirpe,ou a mensalidade de uma escola média,ou o plano de saúde particular de um sexagenário.Também é o IPVA de um carro usado,ou mesmo um jantar a dois em um restaurante mais chique.Sem contar o vinho,é lógico!
Com essa grana você compra um “fox paulistinha”sem pedigree,ou dez picanhas maturadas,ou um pneu de motocicleta (não das grandes!).Ou uma TV de 21 com tela plana,das convencionais.Ah! Voce também pode comprar um celular – é legal ter celular,né?
E aí,Mané...voce que vota nesse povo – vai escolhendo como torrar essa fortuna,valeu?
Fui
Não temos,ainda,Jornada nas Estrelas.Mas,podemos audaciosamente viajar além dos limites do possível. É isso que fazem artistas,escritores,visionários e sonhadores.
27 fevereiro 2011
24 fevereiro 2011
Essa estória que segue não é de minha autoria.Apenas adaptei-a porque coisas assim,às vezes,até acontecem...
O indivíduo chega de surpresa de uma viagem e surpreende a mulher em sua cama com outro.
Embora já desconfiasse à muito da traição,pegar no “fragla” mexe com os brios de qualquer um. Ela lá,peladinha e se divertindo à beça com o patrão ricaço e dez anos mais novo!
Pé ante pé foi pegar seu revólver no escritório,e tomando cuidado para não ser percebido pelos dois, armou o gatilho e já ia se preparando para meter bala neles;quando parou para pensar...
E foi se lembrando de como a sua vida havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro para compras em geral.
Aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda.
Os meninos ganharam celulares,notebooks e roupas novas!
Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar dele estar a quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela.
Até porque eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses. Vira e mexe aparecia um vinho francês...um queijinho importado...
E as contas de celular e cartão de crédito...fazia tempo que ele nem ouvia falar delas!
O caso é que a mulher dele era mesmo um AVIÃO!
Estatura média,olhos claros e seios firmes...e mesmo com dois filhos o tempo não passou para ela.
Coisa de louco!Ele mesmo nunca entendeu como ela quis casar-se com ele!
Pensou bem,guardou a arma na cintura, e com muito cuidado para não ser percebido, foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois.
Parou na porta da sala, refletiu um pouco e disse pra si mesmo:
- Porra,o cara paga as contas,os caprichos da minha mulher, o carro, o shopping... e eu ainda vou pra cama com ela de vez em quando...
_"Peraí... O CORNO É ELE !!!!"
Embora já desconfiasse à muito da traição,pegar no “fragla” mexe com os brios de qualquer um. Ela lá,peladinha e se divertindo à beça com o patrão ricaço e dez anos mais novo!
Pé ante pé foi pegar seu revólver no escritório,e tomando cuidado para não ser percebido pelos dois, armou o gatilho e já ia se preparando para meter bala neles;quando parou para pensar...
E foi se lembrando de como a sua vida havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro para compras em geral.
Aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda.
Os meninos ganharam celulares,notebooks e roupas novas!
Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar dele estar a quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela.
Até porque eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses. Vira e mexe aparecia um vinho francês...um queijinho importado...
E as contas de celular e cartão de crédito...fazia tempo que ele nem ouvia falar delas!
O caso é que a mulher dele era mesmo um AVIÃO!
Estatura média,olhos claros e seios firmes...e mesmo com dois filhos o tempo não passou para ela.
Coisa de louco!Ele mesmo nunca entendeu como ela quis casar-se com ele!
Pensou bem,guardou a arma na cintura, e com muito cuidado para não ser percebido, foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois.
Parou na porta da sala, refletiu um pouco e disse pra si mesmo:
- Porra,o cara paga as contas,os caprichos da minha mulher, o carro, o shopping... e eu ainda vou pra cama com ela de vez em quando...
_"Peraí... O CORNO É ELE !!!!"
23 fevereiro 2011
THOR
Dia desses,surfando pela Internet,li algo sobre a produção de um filme que deve estrear ainda esse ano – a saga do deus nórdico Thor,o senhor do Trovão.
A vinte e cinco anos atrás eu já dizia que tal filme deveria ser feito.Melhor que não fizeram.Sómente com a tecnologia de animação atual,os efeitos necessários para tamanha ousadia cinematográfica podem soltar a imaginação.
Asgard,os gigantes do gelo,o pérfido Loki;todos estarão brilhando nessa produção que terá o requinte de “Lord of the Rings”.
Para quem não sabe,Thor era um deus cultuado pelos vikings e pelos povos que viviam entre os fiordes gelados da Escandinávia,Noruega e Finlândia.
Seu pai era o onipotente Odin,algo parecido com Zeus,dos gregos.Ou ainda com o deus hebraico,a quem os hebreus chamam Jeová.É esse deus, Jeová, que os cristãos assimilaram em sua religião.
Odin, assim como Zeus ou como Jeová, era onisciente e detinha em suas mãos os destinos da Terra e do universo conhecido.
Assim como Zeus era visto no Olimpo brandindo raios e Jeová um velho de barbas longas sentado no trono do Céu, Odin era visto como um guerreiro de um só olho,montado num monstruoso cavalo jotün (da região de Jotunheim) de seis patas.Seu lar era Asgard, a cidade celestial,cujo acesso se daria através de uma ponte formada pelo arco-irís.
Friga era a preferida de Odin,e mãe de Thor.Era vista como uma guerreira valente e corajosa.Sua imagem inspiraria as Valquírias,espécie de anjos que levariam os heróis tombados em combate à vida eterna no Valhala ( ou Valíala).
Thor,por sua vez,era o mais poderoso dos guerreiros de Asgard.Lutava ao lado de Balder (seu irmão bastardo) e outros,como Heindall,Volstaag e Frandall,numa eterna busca pela paz de Midgard (a Terra) e de Asgard.
Thor e seus companheiros viveram numa época em as estórias de duendes,trolls e anões andavam pelo mundo e povoavam a imaginação e o temor das pessoas.
Como Cristo,também seria filho do senhor do universo,mas transmitia a imagem que um povo conquistador necessitava – a de um poderoso e imbatível guerreiro.
Hércules,mais semelhante a Cristo,também era filho de um deus, mas nascera de uma mortal.Também guerreiro, já carregava a efígie do justiceiro que defendia quem dele precisasse.
Cristo,também filho de um deus com uma mortal,abraçou a causa de um povo dominado,avesso às guerras;e esse pacifismo se revela até hoje em preces que colocam os homens na categoria dos...cordeiros.
Como sempre,a história se repete.Compreensível,pois a humanidade jamais mudou.
Daqui a mil anos ou menos,teremos novos deuses caminhando pelo imaginativo das pessoas, e navegando em preces cujo destinatário jamais existiu.Ele será um mensageiro não mais da Terra,mas do Espaço e suas possibilidades inesgotáveis.
Ele será um deus dos ácidos nucléicos,da fusão nuclear e do milagre das nanotecnologias.
Será,como sempre acontece,um deus que atenderá aos anseios do povo que o cria.Quem sabe não será melhor do que as asneiras de que dispomos hoje?
Mas,voltando ao deus do trovão,esqueci de mencionar que o príncipe asgardiano também tinha seu lado emotivo – a bela deusa Sif.
Sif era bela sim,mas pelos padrões nórdicos – cabelos longos em trança,meio “gordinha” e forte como um touro.Manejava a espada com maestria e era exímia arqueira.
Sabe,os nórdicos entendiam mesmo de beleza feminina.Suas mulheres,principalmente as mulheres vikings,eram imponentes e decididas.Sentavam à mesa com seus maridos e guerreiros e embebedavam-se com eles.
Os celtas também viam a mulher dessa maneira.
Foi o cristianismo emergente que resolveu relegar a mulher a uma sub-condição – herança dos hebreus e sua “Eva” feita de costela.
Mas vale lembrar sempre que se Thor tinha a bela Sif;e Hércules a formosa Djanira; Cristo cultivava seu lado “filho do homem”com Maria Madalena,que provávelmente teria sido sua esposa.
E como alguém disse a muito tempo:
“A história sempre se repete – mudam-se os atores,mas o roteiro é o mesmo a milênios.”
R
Em tempo...
Segundo as lendas,Thor tinha 2,20 de altura e pesava 290 kilos.
Seu martelo,Mjolnir,era indestrutível e só poderia ser manuseado pelas mãos do deus.
Esse martelo teria sido forjado pelos anões por ordem de Odin,e seria feito de Uru,uma substância que só existiu no início do mundo.Daí seu poder de conjurar raios e trovões.
Curiosamente,os gregos também possuíam seu ferreiro divino – era Hefestos, a quem os romanos chamariam...Vulcano.
Pois são as chamas de sua incansável forja que teriam criado... os Vulcões.
A vinte e cinco anos atrás eu já dizia que tal filme deveria ser feito.Melhor que não fizeram.Sómente com a tecnologia de animação atual,os efeitos necessários para tamanha ousadia cinematográfica podem soltar a imaginação.
Asgard,os gigantes do gelo,o pérfido Loki;todos estarão brilhando nessa produção que terá o requinte de “Lord of the Rings”.
Para quem não sabe,Thor era um deus cultuado pelos vikings e pelos povos que viviam entre os fiordes gelados da Escandinávia,Noruega e Finlândia.
Seu pai era o onipotente Odin,algo parecido com Zeus,dos gregos.Ou ainda com o deus hebraico,a quem os hebreus chamam Jeová.É esse deus, Jeová, que os cristãos assimilaram em sua religião.
Odin, assim como Zeus ou como Jeová, era onisciente e detinha em suas mãos os destinos da Terra e do universo conhecido.
Assim como Zeus era visto no Olimpo brandindo raios e Jeová um velho de barbas longas sentado no trono do Céu, Odin era visto como um guerreiro de um só olho,montado num monstruoso cavalo jotün (da região de Jotunheim) de seis patas.Seu lar era Asgard, a cidade celestial,cujo acesso se daria através de uma ponte formada pelo arco-irís.
Friga era a preferida de Odin,e mãe de Thor.Era vista como uma guerreira valente e corajosa.Sua imagem inspiraria as Valquírias,espécie de anjos que levariam os heróis tombados em combate à vida eterna no Valhala ( ou Valíala).
Thor,por sua vez,era o mais poderoso dos guerreiros de Asgard.Lutava ao lado de Balder (seu irmão bastardo) e outros,como Heindall,Volstaag e Frandall,numa eterna busca pela paz de Midgard (a Terra) e de Asgard.
Thor e seus companheiros viveram numa época em as estórias de duendes,trolls e anões andavam pelo mundo e povoavam a imaginação e o temor das pessoas.
Como Cristo,também seria filho do senhor do universo,mas transmitia a imagem que um povo conquistador necessitava – a de um poderoso e imbatível guerreiro.
Hércules,mais semelhante a Cristo,também era filho de um deus, mas nascera de uma mortal.Também guerreiro, já carregava a efígie do justiceiro que defendia quem dele precisasse.
Cristo,também filho de um deus com uma mortal,abraçou a causa de um povo dominado,avesso às guerras;e esse pacifismo se revela até hoje em preces que colocam os homens na categoria dos...cordeiros.
Como sempre,a história se repete.Compreensível,pois a humanidade jamais mudou.
Daqui a mil anos ou menos,teremos novos deuses caminhando pelo imaginativo das pessoas, e navegando em preces cujo destinatário jamais existiu.Ele será um mensageiro não mais da Terra,mas do Espaço e suas possibilidades inesgotáveis.
Ele será um deus dos ácidos nucléicos,da fusão nuclear e do milagre das nanotecnologias.
Será,como sempre acontece,um deus que atenderá aos anseios do povo que o cria.Quem sabe não será melhor do que as asneiras de que dispomos hoje?
Mas,voltando ao deus do trovão,esqueci de mencionar que o príncipe asgardiano também tinha seu lado emotivo – a bela deusa Sif.
Sif era bela sim,mas pelos padrões nórdicos – cabelos longos em trança,meio “gordinha” e forte como um touro.Manejava a espada com maestria e era exímia arqueira.
Sabe,os nórdicos entendiam mesmo de beleza feminina.Suas mulheres,principalmente as mulheres vikings,eram imponentes e decididas.Sentavam à mesa com seus maridos e guerreiros e embebedavam-se com eles.
Os celtas também viam a mulher dessa maneira.
Foi o cristianismo emergente que resolveu relegar a mulher a uma sub-condição – herança dos hebreus e sua “Eva” feita de costela.
Mas vale lembrar sempre que se Thor tinha a bela Sif;e Hércules a formosa Djanira; Cristo cultivava seu lado “filho do homem”com Maria Madalena,que provávelmente teria sido sua esposa.
E como alguém disse a muito tempo:
“A história sempre se repete – mudam-se os atores,mas o roteiro é o mesmo a milênios.”
R
Em tempo...
Segundo as lendas,Thor tinha 2,20 de altura e pesava 290 kilos.
Seu martelo,Mjolnir,era indestrutível e só poderia ser manuseado pelas mãos do deus.
Esse martelo teria sido forjado pelos anões por ordem de Odin,e seria feito de Uru,uma substância que só existiu no início do mundo.Daí seu poder de conjurar raios e trovões.
Curiosamente,os gregos também possuíam seu ferreiro divino – era Hefestos, a quem os romanos chamariam...Vulcano.
Pois são as chamas de sua incansável forja que teriam criado... os Vulcões.
BEIJO 07:08
E foi inda a pouco que acordei de um sonho intenso...
Um sonho que,quando penso só me vem uma vontade de que,até e então, de verdade,possa existir o momento...
Num devaneio onírico me veio,sem censura,todo o tom , toda candura,do que o sonho denuncia,
Aquela saudade arredia que nem pode ser saciada,mas que hoje,sonhada,mostra-se assim,tão pungente...
No sonho que foi tão feliz algo bem dentro me diz para esquecer o sonhado,
Mas à guisa de lembrança fica uma tênue esperança de que o momento sonhado possa existir acordado; um dia talvez,mesmo que seja sómente,e nesse cruzamento de carmas que seja uma única vez...
O beijo que já trocamos em outras eras,e com o qual já selamos toda uma história de vidas,
Sonhei que trocamos um beijo,e muito mais que o desejo,ficam as marcas vividas...indeléveis e, de certa forma,por tantas eras sentidas...
R 18/3/08
E foi inda a pouco que acordei de um sonho intenso...
Um sonho que,quando penso só me vem uma vontade de que,até e então, de verdade,possa existir o momento...
Num devaneio onírico me veio,sem censura,todo o tom , toda candura,do que o sonho denuncia,
Aquela saudade arredia que nem pode ser saciada,mas que hoje,sonhada,mostra-se assim,tão pungente...
No sonho que foi tão feliz algo bem dentro me diz para esquecer o sonhado,
Mas à guisa de lembrança fica uma tênue esperança de que o momento sonhado possa existir acordado; um dia talvez,mesmo que seja sómente,e nesse cruzamento de carmas que seja uma única vez...
O beijo que já trocamos em outras eras,e com o qual já selamos toda uma história de vidas,
Sonhei que trocamos um beijo,e muito mais que o desejo,ficam as marcas vividas...indeléveis e, de certa forma,por tantas eras sentidas...
R 18/3/08
É...às vezes acontece...
SEM QUERER , ACONTECE...
Às vezes acontece que ,de repente,voce começa a sentir algo especial por alguém.Começa como empatia,e vai crescendo vagarosamente,evoluindo para um carinho e uma identidade física.
Na verdade é quase impossível impedir,já que acontece sem que sequer nos apercebamos.Mas significa alguma coisa,com certeza – significa que algo em voce continua vivo,inda que voce não acreditasse mais nisso.
E sabe quando,mesmo depois de perguntar-se mil vezes se isso não é “bobagem”da sua cabeça,a tal “bobagem”permanece lá,indo e vindo com o ver e o rever?
Isso significa que pode até ser “bobagem” , mas que “bobagem” agradável,e sobretudo real!
E quando voce imagina que tal coisa pode expor novamente seu íntimo – de novo – e que poderia trazer mais da mágoa que voce lutou tanto para vencer;bem...isso com certeza significa... medo!
E quando o pensamento nesse alguém,mesmo distante,te acalenta e faz o medo parecer bem menor?
Ah!Voce começa a perceber que mesmo um sentimento impossível pode ser um bem que se pode fazer a si mesmo;um bem representado pela sensação quase gentil de novamente,simplesmente, sentir.
E é quando voce se pega pensando em quanto disso deve ser velado.
Até porque esse alguém tem seu próprio mundo,um mundo onde,definitivamente, não cabe voce.
Isso,acredite, significa cautela;e sobretudo respeito.
Impossível algo ser bom nessa vida se não existe esse tal de “respeito”!
Mas, quando após tudo isso,voce percebe que essa coisa toda está te pressionando...brotando do centro de si e forçando a saída pelos olhos,pela voz,pelas mãos...e voce constata que está perdendo a capacidade de não-demonstrar...
Bem,aí voce - e isso significa audácia,temeridade ou sei lá mais o quê – simplesmente arranja um jeito de ser ouvido antes de fechar-se e continuar seu caminho.
E espera, de verdade,não perder nem amizade nem consideração.
Até porque,como eu disse,sentimentos bons e honestos só fazem bem.Isso foi algo que aprendi recentemente,e me ajudou a compreender a profundidade da frase “Amor não se pede...se dá” – mesmo que ele esteja lá...bem no fundo de voce...
Às vezes acontece que ,de repente,voce começa a sentir algo especial por alguém.Começa como empatia,e vai crescendo vagarosamente,evoluindo para um carinho e uma identidade física.
Na verdade é quase impossível impedir,já que acontece sem que sequer nos apercebamos.Mas significa alguma coisa,com certeza – significa que algo em voce continua vivo,inda que voce não acreditasse mais nisso.
E sabe quando,mesmo depois de perguntar-se mil vezes se isso não é “bobagem”da sua cabeça,a tal “bobagem”permanece lá,indo e vindo com o ver e o rever?
Isso significa que pode até ser “bobagem” , mas que “bobagem” agradável,e sobretudo real!
E quando voce imagina que tal coisa pode expor novamente seu íntimo – de novo – e que poderia trazer mais da mágoa que voce lutou tanto para vencer;bem...isso com certeza significa... medo!
E quando o pensamento nesse alguém,mesmo distante,te acalenta e faz o medo parecer bem menor?
Ah!Voce começa a perceber que mesmo um sentimento impossível pode ser um bem que se pode fazer a si mesmo;um bem representado pela sensação quase gentil de novamente,simplesmente, sentir.
E é quando voce se pega pensando em quanto disso deve ser velado.
Até porque esse alguém tem seu próprio mundo,um mundo onde,definitivamente, não cabe voce.
Isso,acredite, significa cautela;e sobretudo respeito.
Impossível algo ser bom nessa vida se não existe esse tal de “respeito”!
Mas, quando após tudo isso,voce percebe que essa coisa toda está te pressionando...brotando do centro de si e forçando a saída pelos olhos,pela voz,pelas mãos...e voce constata que está perdendo a capacidade de não-demonstrar...
Bem,aí voce - e isso significa audácia,temeridade ou sei lá mais o quê – simplesmente arranja um jeito de ser ouvido antes de fechar-se e continuar seu caminho.
E espera, de verdade,não perder nem amizade nem consideração.
Até porque,como eu disse,sentimentos bons e honestos só fazem bem.Isso foi algo que aprendi recentemente,e me ajudou a compreender a profundidade da frase “Amor não se pede...se dá” – mesmo que ele esteja lá...bem no fundo de voce...
14 fevereiro 2011
UAU...
Anoitece nessa esquisita segunda-feira.Cara...segunda-feira é muito “SEGUNDA-FEIRA”.
Me pego inconsciente frente a realidades que os lamentáveis noticiários televisivos insistem em bombardear sem pudor,nem vergonha;nem discernimento.
Na Idade Média,as execuções aconteciam em praças públicas.Enforcamentos,esfolamentos e muitas atrocidades frequentemente financiados pela poderosa Igreja Católica povoavam o imaginário e a realidade de povos que não pensavam na morte como nós – século XXI – pensamos.A morte era uma realidade constante,possível e aceita como um desígnio que a Medicina Moderna tenta fingir que domina;mas não possui tanto poder assim!
Eu tenho uma mãe que acredita piamente que medicamentos restituem a saúde;e que esta saúde pode ser prolongada “ad eternum”!
Bom,voltando ao assunto – não temos mais execuções em praça pública.Temos todas as praças do mundo conectadas por uma rede louca e eficaz,que leva o massacre e a injustiça para dentro do seu quarto!
Que insana apologia do terror que adentra nossas casas e invadem nossa psique com a qual ninguém se preocupa!
Medo...medo...medo...!
Que está acontecendo?
]
Anoitece nessa esquisita segunda-feira.Cara...segunda-feira é muito “SEGUNDA-FEIRA”.
Me pego inconsciente frente a realidades que os lamentáveis noticiários televisivos insistem em bombardear sem pudor,nem vergonha;nem discernimento.
Na Idade Média,as execuções aconteciam em praças públicas.Enforcamentos,esfolamentos e muitas atrocidades frequentemente financiados pela poderosa Igreja Católica povoavam o imaginário e a realidade de povos que não pensavam na morte como nós – século XXI – pensamos.A morte era uma realidade constante,possível e aceita como um desígnio que a Medicina Moderna tenta fingir que domina;mas não possui tanto poder assim!
Eu tenho uma mãe que acredita piamente que medicamentos restituem a saúde;e que esta saúde pode ser prolongada “ad eternum”!
Bom,voltando ao assunto – não temos mais execuções em praça pública.Temos todas as praças do mundo conectadas por uma rede louca e eficaz,que leva o massacre e a injustiça para dentro do seu quarto!
Que insana apologia do terror que adentra nossas casas e invadem nossa psique com a qual ninguém se preocupa!
Medo...medo...medo...!
Que está acontecendo?
]
06 fevereiro 2011
VIAJANTES
A época: 70.000 A.C.
O lugar:Algum ponto nas encostas da Eurásia.
Dois indivíduos dividem o magro jantar – alguns insetos e tubérculos.
Dois homens? Duas mulheres? Um casal?
Não importa!
O fato é que os dois,embora estivessem nos primeiros degraus do que viria a ser uma linguagem,comunicam-se com eficiência e juntos,enquanto comem,observam o céu copiosamente estrelado.
Seus poderosos cérebros Homo Sapiens olham maravilhados para o infinito e lá,bem no íntimo,veêm brotar a pergunta que perseguiria sua espécie para sempre:
Quem somos nós?
Dezenas de vezes esses indivíduos se encontrariam.Da China,sob o Sol dos Mandarinatos,ao Egito de Osíris e Hórus.
E caminhariam sob o solo dos Aztecas e sob a luz do Renascentismo.
Às vezes homens,outras vezes um casal,unidos sempre por formas diferentes de sentimento ou união.
Como irmãos ou amigos,como amantes ou meros companheiros,retornariam sempre,reencontrando-se inda que por poucos meses,ou mesmo dias.
A lembrança viria sempre.E,quanto mais tempo convivessem,mais forte ela se tornaria,fazendo com que antigos sentimentos fossem relembrados.
Até hoje...até o século XXI!
Quantas vezes eles se cruzariam.
Mas,inda que morassem muito perto um do outro,eles jamais se veriam.
Inda que estudassem juntos,ainda sim o véu do esquecimento não seria retirado.
E inda que andassem pelas mesmas ruas,e pelos mesmos lugares,não reconheceriam o outro antes do momento certo.
E após trilharem suas vidas,e terem seus filhos,e aprenderem muito sobre o pouco que sabemos,os dois indivíduos logram ter se reencontrado.
Distantes de sua terra natal,distantes daquelas ruas nas quais eles teriam partilhado a juventude,os dois se reconhecem.E percebem que a velha amizade,o velho elo de tantos milênios continua exatamente o mesmo,como se o tempo não houvesse passado!
Quanto tempo? Não sei.
Para que? Pode ser que seja apenas um reencontro criado para que eles se lembrem que o outro sempre estará por perto.Mas pode ser que haja um propósito maior...
Mas quero crer que algo assim não acontece sem motivo.Não mesmo!
E talvez seja por isso que eu tenha,inesperadamente e com o júbilo das grandes paixões, encontrado...voce!
R
O lugar:Algum ponto nas encostas da Eurásia.
Dois indivíduos dividem o magro jantar – alguns insetos e tubérculos.
Dois homens? Duas mulheres? Um casal?
Não importa!
O fato é que os dois,embora estivessem nos primeiros degraus do que viria a ser uma linguagem,comunicam-se com eficiência e juntos,enquanto comem,observam o céu copiosamente estrelado.
Seus poderosos cérebros Homo Sapiens olham maravilhados para o infinito e lá,bem no íntimo,veêm brotar a pergunta que perseguiria sua espécie para sempre:
Quem somos nós?
Dezenas de vezes esses indivíduos se encontrariam.Da China,sob o Sol dos Mandarinatos,ao Egito de Osíris e Hórus.
E caminhariam sob o solo dos Aztecas e sob a luz do Renascentismo.
Às vezes homens,outras vezes um casal,unidos sempre por formas diferentes de sentimento ou união.
Como irmãos ou amigos,como amantes ou meros companheiros,retornariam sempre,reencontrando-se inda que por poucos meses,ou mesmo dias.
A lembrança viria sempre.E,quanto mais tempo convivessem,mais forte ela se tornaria,fazendo com que antigos sentimentos fossem relembrados.
Até hoje...até o século XXI!
Quantas vezes eles se cruzariam.
Mas,inda que morassem muito perto um do outro,eles jamais se veriam.
Inda que estudassem juntos,ainda sim o véu do esquecimento não seria retirado.
E inda que andassem pelas mesmas ruas,e pelos mesmos lugares,não reconheceriam o outro antes do momento certo.
E após trilharem suas vidas,e terem seus filhos,e aprenderem muito sobre o pouco que sabemos,os dois indivíduos logram ter se reencontrado.
Distantes de sua terra natal,distantes daquelas ruas nas quais eles teriam partilhado a juventude,os dois se reconhecem.E percebem que a velha amizade,o velho elo de tantos milênios continua exatamente o mesmo,como se o tempo não houvesse passado!
Quanto tempo? Não sei.
Para que? Pode ser que seja apenas um reencontro criado para que eles se lembrem que o outro sempre estará por perto.Mas pode ser que haja um propósito maior...
Mas quero crer que algo assim não acontece sem motivo.Não mesmo!
E talvez seja por isso que eu tenha,inesperadamente e com o júbilo das grandes paixões, encontrado...voce!
R
Asdrúbal e o iogurte
Acho que quem me conhece também conhece o Asdrúbal.
E se bem me lembro da última vez em que soube algo sobre ele,nosso amigo estava testando uma dessas máquinas de lavar à pressão.Dizem na propaganda que ela gasta um oitavo do que gastaria uma mangueira comum – será? Mas se ela lava muito mais...
Bom,o que sei é que o Asdrúbal testou a a tal máquina.Levou para casa e iniciou uma verdadeira bateria de limpeza.Lavou o carro,o quintal,as paredes...
Aí resolveu desentupir as calhas e,acrobaticamente,galgou os telhados e “mandou “ver !
E quase matou o cachorro só para aproveitar a oportunidade.Sorte que sua mulher estava por perto!
No fim do dia,calmo como sempre,voltou à loja e depositou o artefato no balcão:
_E aí,Sr.,gostou? Posso tirar a notinha?
_Sinto muito mas nem cheguei a usar.Estavam em obras na rede do meu bairro e a água estava cortada!
_Mas,Sr....a máquina está toda molhada!!
_Ora essa,meu jovem...não choveu por aqui?
É,esse é o Asdrúbal!
Dia desses escutou uma propaganda que,particularmente,eu acho imbecil:
_Experimente Activia durante quinze dias.Se seu intestino não funcionar regularmente,devolvemos seu dinheiro!
Como pode? Como posso provar se funcionou ou não? Como eles podem determinar algo tão...intimista?
Só que o Asdrúbal também escutou a tal propaganda.Correu ao mercado próximo e foi direto na Seção de Laticínios.
(Quem conhece o Asdrúbal sabe que ele tem um sério problema com supermercados.Mas a euforia era tanta...)
_Mocinha...quero fazer o “teste do cocô”!
_Como,Sr.?
_Ah! Desculpe...o teste do Activia.Sabe,aquele...voce toma quinze dias e,se não fizer....voce sabe...devolvem seu dinheiro!
_Muito bem,Sr.É um por dia todas as manhãs,portanto quinze potinhos.Mas o Sr. precisa fazer um cadastro;é lá com a moça de azul!
Cadastro!Essa não.
O Asdrúbal sempre se beneficiou da clandestinidade para exercer suas manias esquisitas.
Ficou naquele vai-não-vai,fica-não-fica...vá lá;topou o cadastro!
_Nome,Sr...?
_Duarte...Duarte da Costa! Asdrúbal pensou depressa,assim como ficou torcendo para que a tal moça de azul não pedisse qualquer documento.
_Endereço...?
_Ufa...pensou;é R. dos Pardais,50;e ficou pensando de onde diabos tinha tirado o “Pardais”!
Refeito do estresse,o Asdrúbal encaminhou-se para o caixa,pagou e foi para casa saborear sua mais nova maluquice.
O Asdrúbal nunca teve problema de intestino.Podia comer até prego que seu organismo meio mutante dava um jeito em tudo.Mas ainda assim precisava bolar um jeito de driblar a empresa do iogurte e provar que com ele,Sr.Duarte,o Activia havia falhado.E ,é claro,receber o dinheiro de volta!
Pensou muito e resolveu:
_Já sei!Vou filmar!
Você leu direito?Ele disse “vou filmar!”.Como,eu nem imagino.Teria diretor,cinegrafista e...trilha sonora?
Pois o Asdrúbal já tinha esquematizado tudo.Colocou a filmadora digital apoiada na pia do banheiro,arriou a calça e sentou-se,calmamente,no vaso sanitário.
Fingiu que fazia uma força danada,torcia a boca e esticava a veia do pescoço como se tivesse de expelir um botijão de seu interior.Às vezes dava um “pause” discreto e salpicava o rosto com água,como se o suor do esforço escorresse de sua testa.
Realmente,uma performance soberba!
Mais uns “doloridos” minutos e outro “pause”.O Asdrúbal se levantava e,sem cerimônia,filmava o interior vazio do vaso sanitário,como se todo seu desespero tivesse sido em vão;e o Activia um baita engodo!
E não pense você que nosso herói é “amador”.Diligentemente,filmava todos os dias sua dose de Activia com um calendário convenientemente compondo o cenário!
E assim se passaram os quinze dias do teste!
Munido do CD que “provava” a ineficiência do alardeado produto fantástico,o Asdrúbal entrou triunfante no mercado:
_Vim receber meu dinheiro de volta,sapecou enquanto colocava no balcão as embalagens vazias de iogurte.E tenho provas de que seu produto não funciona!
A moça que atendeu foi pega de surperesa.
_Um instante,Sr.;e correu a chamar a representante dos iogurtes.
_Pois não, senhor...meu nome é Fátima.Sou representante da empresa que produz o Activia.Posso ajudar?
_Pode sim,mocinha;eu quero meu dinheiro de volta pois o seu produto é um engodo!
_Desculpe,senhor...mas como pode provar?
_Com este CD.Cadê o computador?
Mas foi nessa hora que a coisa começou a complicar.Após uma quinzena de “tratamento” probiótico um intestino normal deve sofrer alguma consequência.E a vontade veio.E como veio!
Enquanto a atenciosa representante procurava um computador ocioso,o Asdrúbal começou lentamente a suar.E dessa vez,de verdade!Mas justo agora,pensava ele?
_Moça,não dá prá se apressar?
_Agurde um pouco,Sr.Os computadores estão ocupados,mas logo algum estará livre.Sobre o que mesmo é este CD?
O Asdrúbal nem respondeu.E nem poderia perguntar onde ficava o banheiro masculino porque,sem dúvida,ia “dar bandeira”!
Foi vencido.
_Onde...é...o...banheirooo?
_Sr.,está passando bem? É logo ali,depois da porta verde!
O Asdrúbal correu,correu,e correu...e por fim,sentou!
Treze longos minutos depois...
_Ufa! Que tenso!Maldito iogurte!!
E pensava com seus botões:
“Não posso sair daqui agora e reclamar o dinheiro.Acho que estou até “branco” de tanta dor-de-barriga!Vou é me mandar quietinho e sem “dar bandeira”.
Lógico,o Asdrúbal é mestre em “evadir-se”de fininho.Com cuidado para não ser visto,escapuliu da loja com a eficácia de um “Houdini”!
Em casa,após uma nova sessão de “Activia”,sentou-se no sofá mais relaxado.
E falava com seus botões:
_Dessa vez foi por pouco.Melhor nem aparecer mais naquele mercado;logo o pessoal esquece da minha cara e do ocorrido.É...logo,logo...
_Puta que Pariu...O CD!!!
Misturei Johnnie Walker com Activia..."AGORA TÔ CAGANDO E ANDANDO".
(válido para o meu local de trabalho)
E se bem me lembro da última vez em que soube algo sobre ele,nosso amigo estava testando uma dessas máquinas de lavar à pressão.Dizem na propaganda que ela gasta um oitavo do que gastaria uma mangueira comum – será? Mas se ela lava muito mais...
Bom,o que sei é que o Asdrúbal testou a a tal máquina.Levou para casa e iniciou uma verdadeira bateria de limpeza.Lavou o carro,o quintal,as paredes...
Aí resolveu desentupir as calhas e,acrobaticamente,galgou os telhados e “mandou “ver !
E quase matou o cachorro só para aproveitar a oportunidade.Sorte que sua mulher estava por perto!
No fim do dia,calmo como sempre,voltou à loja e depositou o artefato no balcão:
_E aí,Sr.,gostou? Posso tirar a notinha?
_Sinto muito mas nem cheguei a usar.Estavam em obras na rede do meu bairro e a água estava cortada!
_Mas,Sr....a máquina está toda molhada!!
_Ora essa,meu jovem...não choveu por aqui?
É,esse é o Asdrúbal!
Dia desses escutou uma propaganda que,particularmente,eu acho imbecil:
_Experimente Activia durante quinze dias.Se seu intestino não funcionar regularmente,devolvemos seu dinheiro!
Como pode? Como posso provar se funcionou ou não? Como eles podem determinar algo tão...intimista?
Só que o Asdrúbal também escutou a tal propaganda.Correu ao mercado próximo e foi direto na Seção de Laticínios.
(Quem conhece o Asdrúbal sabe que ele tem um sério problema com supermercados.Mas a euforia era tanta...)
_Mocinha...quero fazer o “teste do cocô”!
_Como,Sr.?
_Ah! Desculpe...o teste do Activia.Sabe,aquele...voce toma quinze dias e,se não fizer....voce sabe...devolvem seu dinheiro!
_Muito bem,Sr.É um por dia todas as manhãs,portanto quinze potinhos.Mas o Sr. precisa fazer um cadastro;é lá com a moça de azul!
Cadastro!Essa não.
O Asdrúbal sempre se beneficiou da clandestinidade para exercer suas manias esquisitas.
Ficou naquele vai-não-vai,fica-não-fica...vá lá;topou o cadastro!
_Nome,Sr...?
_Duarte...Duarte da Costa! Asdrúbal pensou depressa,assim como ficou torcendo para que a tal moça de azul não pedisse qualquer documento.
_Endereço...?
_Ufa...pensou;é R. dos Pardais,50;e ficou pensando de onde diabos tinha tirado o “Pardais”!
Refeito do estresse,o Asdrúbal encaminhou-se para o caixa,pagou e foi para casa saborear sua mais nova maluquice.
O Asdrúbal nunca teve problema de intestino.Podia comer até prego que seu organismo meio mutante dava um jeito em tudo.Mas ainda assim precisava bolar um jeito de driblar a empresa do iogurte e provar que com ele,Sr.Duarte,o Activia havia falhado.E ,é claro,receber o dinheiro de volta!
Pensou muito e resolveu:
_Já sei!Vou filmar!
Você leu direito?Ele disse “vou filmar!”.Como,eu nem imagino.Teria diretor,cinegrafista e...trilha sonora?
Pois o Asdrúbal já tinha esquematizado tudo.Colocou a filmadora digital apoiada na pia do banheiro,arriou a calça e sentou-se,calmamente,no vaso sanitário.
Fingiu que fazia uma força danada,torcia a boca e esticava a veia do pescoço como se tivesse de expelir um botijão de seu interior.Às vezes dava um “pause” discreto e salpicava o rosto com água,como se o suor do esforço escorresse de sua testa.
Realmente,uma performance soberba!
Mais uns “doloridos” minutos e outro “pause”.O Asdrúbal se levantava e,sem cerimônia,filmava o interior vazio do vaso sanitário,como se todo seu desespero tivesse sido em vão;e o Activia um baita engodo!
E não pense você que nosso herói é “amador”.Diligentemente,filmava todos os dias sua dose de Activia com um calendário convenientemente compondo o cenário!
E assim se passaram os quinze dias do teste!
Munido do CD que “provava” a ineficiência do alardeado produto fantástico,o Asdrúbal entrou triunfante no mercado:
_Vim receber meu dinheiro de volta,sapecou enquanto colocava no balcão as embalagens vazias de iogurte.E tenho provas de que seu produto não funciona!
A moça que atendeu foi pega de surperesa.
_Um instante,Sr.;e correu a chamar a representante dos iogurtes.
_Pois não, senhor...meu nome é Fátima.Sou representante da empresa que produz o Activia.Posso ajudar?
_Pode sim,mocinha;eu quero meu dinheiro de volta pois o seu produto é um engodo!
_Desculpe,senhor...mas como pode provar?
_Com este CD.Cadê o computador?
Mas foi nessa hora que a coisa começou a complicar.Após uma quinzena de “tratamento” probiótico um intestino normal deve sofrer alguma consequência.E a vontade veio.E como veio!
Enquanto a atenciosa representante procurava um computador ocioso,o Asdrúbal começou lentamente a suar.E dessa vez,de verdade!Mas justo agora,pensava ele?
_Moça,não dá prá se apressar?
_Agurde um pouco,Sr.Os computadores estão ocupados,mas logo algum estará livre.Sobre o que mesmo é este CD?
O Asdrúbal nem respondeu.E nem poderia perguntar onde ficava o banheiro masculino porque,sem dúvida,ia “dar bandeira”!
Foi vencido.
_Onde...é...o...banheirooo?
_Sr.,está passando bem? É logo ali,depois da porta verde!
O Asdrúbal correu,correu,e correu...e por fim,sentou!
Treze longos minutos depois...
_Ufa! Que tenso!Maldito iogurte!!
E pensava com seus botões:
“Não posso sair daqui agora e reclamar o dinheiro.Acho que estou até “branco” de tanta dor-de-barriga!Vou é me mandar quietinho e sem “dar bandeira”.
Lógico,o Asdrúbal é mestre em “evadir-se”de fininho.Com cuidado para não ser visto,escapuliu da loja com a eficácia de um “Houdini”!
Em casa,após uma nova sessão de “Activia”,sentou-se no sofá mais relaxado.
E falava com seus botões:
_Dessa vez foi por pouco.Melhor nem aparecer mais naquele mercado;logo o pessoal esquece da minha cara e do ocorrido.É...logo,logo...
_Puta que Pariu...O CD!!!
em tempo
(válido para o meu local de trabalho)
Encontro Cósmico
Manhã de domingo.
Acordo pensando em um artigo que li recentemente em um site sobre astronomia :
“A Via-Láctea,num futuro distante,colidirá com Andrômeda e juntas formarão uma supergaláxia única.Isso ocorrerá daqui a mais ou menos 4 bilhões de anos,coincidindo com o colapso da estrela chamada...Sol!”
O artigo também relata,com minúcias projetadas em um programa de computador,o digamos,desenrolar desse evento.O encontro mágico dessas gigantes que levarão 100 milhões de anos para se unirem – isso porque estão,nesse exato momento,navegando uma em direção à outra a 500 mil quilômetros por hora.
O autor do artigo,quase em tom poético,descreve o cataclisma gerado pelo encontro das duas galáxias como um espetáculo pirotécnico de grandeza cósmica,que estará sendo visto por milhares de civilizações em inúmeros aglomerados estelares próximos.
Um espetáculo digno da magnitude do Universo e suas possibilidades infindáveis.
E encerra o artigo colocando que essas constatações científicas não serão,com certeza,presenciadas pelo homem.Mas que servem para lembrar-nos de uma coisa importante – a necessidade de entendermos nossa real grandeza frente ao Universo e a conseqüente humildade necessária para conviver com ela.
Somos tão grandes,e também tão pequenos!
Como disse antes,a compreensão do todo é muito relativa.
.
Acordo pensando em um artigo que li recentemente em um site sobre astronomia :
“A Via-Láctea,num futuro distante,colidirá com Andrômeda e juntas formarão uma supergaláxia única.Isso ocorrerá daqui a mais ou menos 4 bilhões de anos,coincidindo com o colapso da estrela chamada...Sol!”
O artigo também relata,com minúcias projetadas em um programa de computador,o digamos,desenrolar desse evento.O encontro mágico dessas gigantes que levarão 100 milhões de anos para se unirem – isso porque estão,nesse exato momento,navegando uma em direção à outra a 500 mil quilômetros por hora.
O autor do artigo,quase em tom poético,descreve o cataclisma gerado pelo encontro das duas galáxias como um espetáculo pirotécnico de grandeza cósmica,que estará sendo visto por milhares de civilizações em inúmeros aglomerados estelares próximos.
Um espetáculo digno da magnitude do Universo e suas possibilidades infindáveis.
E encerra o artigo colocando que essas constatações científicas não serão,com certeza,presenciadas pelo homem.Mas que servem para lembrar-nos de uma coisa importante – a necessidade de entendermos nossa real grandeza frente ao Universo e a conseqüente humildade necessária para conviver com ela.
Somos tão grandes,e também tão pequenos!
Como disse antes,a compreensão do todo é muito relativa.
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