NOSTRADAMUS
Creio que todo mundo já ouviu falar em Michel de Nostradame (seu nome real) e sua profecias inseridas nas chamadas Centúrias,uma coletânea de versos que,em tom metafórico - às vezes nem tanto – teria predito inúmeros fatos e acontecimentos da história Moderna e Contemporânea.
Nostradamus nasceu em 1503,no sul da França.Foi farmacêutico,médico e alquimista.
Adquiriu fama como vidente e consultor astrológico,e a partir disso começou a escrever as Centúrias,versos métricos reunidos em grupos de cem – daí o nome! Através delas previu vários momentos da história da Humanidade.Assim foi com a Primeira e Segunda Guerras Mundiais,a Era Napoleônica,a bomba de Hiroxima e tantas outras; e até mesmo o fim do mundo orquestrado pela vinda do chamado Anti-Cristo!
Mas há trechos nas Centúrias que nos fazem pensar que ele previu a existência de um ser bizarro e anacrônico – um tal de Presidente Lula! Preste atenção nesses trechos (verdadeiros) de alguns de seus versos:
Fragmentos de versos de Nostradamus (dá até arrepio!)
1)...e próximo do terceiro milênio uma besta barbuda (olha ele aí!)
descerá triunfante sobre um condado do Hemisfério Sul
(Brasil?) espalhando a desgraça e a miséria! (acho que se trata da
Reforma da Previdência, ou a corrupção institucionalizada ;ou ainda o
Mensalão!).
2)...será reconhecido por não possuir seus membros superiores totalmente
completos...( olha o meio-dedinho do Lula aí !).
3)...e trará consigo uma horda ( faz sentido...Palocci, Zé Dirceu,Dilma,
Genoíno e todo o resto de lixo que a gente já conhece) que dominará e exterminará as aves bicudas! ( PSDB...tucanos...percebeu?)
4)...e implantará a barbárie por muitas datas (reeleição,talvez?) sobre um povo
tolo e leviano... (PUTA QUE PARIU, é nóiiiiiiis !!!) .
Fala a verdade...dá o que pensar,não?
(Adaptado de um e-mail que recebi recentemente)
Não temos,ainda,Jornada nas Estrelas.Mas,podemos audaciosamente viajar além dos limites do possível. É isso que fazem artistas,escritores,visionários e sonhadores.
28 agosto 2010
Tem gente que reclama que muitos textos meus carecem de romance.Mas não este!
Ancôra
Sinto-me um acorrentado.
Preso a cada minuto que percebo,longos que são,fazendo-nos mais e mais distantes.
Preso à lembrança de um beijo...de muitos beijos...e de inúmeros bons momentos em que sorrimos e por instantes pudemos até esquecer nossos próprios temores.
Tenho certeza de que eu era muito menor antes de conhecê-la.E que me sentia um barco desancorado,gozando uma liberdade vazia.
Aos poucos,e mesmo frente a todas nossas dificuldades,algo intenso e profundamente enraizado foi tomando forma e corpo.Mais olhos se abriram,mais odores começaram a compor meu mundo errático.Em certa altura,cheguei a sentir como se nossos corpos se perspassassem,cruzando órgãos e veias...mesclando-se.
Sentia,aportado e não mais sozinho, que o tempo de viajante errático acabara;que meu porto era seu peito,minha âncora seus olhos...meu clima,sua fonte inerente de luz.
Hoje não vejo não mais minha própria embarcação se afastando e mergulhando na obscuridade do mar profundo,mas sim meu porto,meu querido e ansiado porto...indo embora e deixando sonhos à deriva de um mar sombrio...
Para quem não acredita no amor,é difícil compreender essas palavras.Eu não acreditava, até você surgir e,desavisadamente,cruzar minha rota e amarrar minha âncora em seu coração.
Hoje sei que pode-se morrer de amor,e que existem sentimentos que nos acompanham por toda a vida.
Como...como posso viver sem voce?
Sinto-me um acorrentado.
Preso a cada minuto que percebo,longos que são,fazendo-nos mais e mais distantes.
Preso à lembrança de um beijo...de muitos beijos...e de inúmeros bons momentos em que sorrimos e por instantes pudemos até esquecer nossos próprios temores.
Tenho certeza de que eu era muito menor antes de conhecê-la.E que me sentia um barco desancorado,gozando uma liberdade vazia.
Aos poucos,e mesmo frente a todas nossas dificuldades,algo intenso e profundamente enraizado foi tomando forma e corpo.Mais olhos se abriram,mais odores começaram a compor meu mundo errático.Em certa altura,cheguei a sentir como se nossos corpos se perspassassem,cruzando órgãos e veias...mesclando-se.
Sentia,aportado e não mais sozinho, que o tempo de viajante errático acabara;que meu porto era seu peito,minha âncora seus olhos...meu clima,sua fonte inerente de luz.
Hoje não vejo não mais minha própria embarcação se afastando e mergulhando na obscuridade do mar profundo,mas sim meu porto,meu querido e ansiado porto...indo embora e deixando sonhos à deriva de um mar sombrio...
Para quem não acredita no amor,é difícil compreender essas palavras.Eu não acreditava, até você surgir e,desavisadamente,cruzar minha rota e amarrar minha âncora em seu coração.
Hoje sei que pode-se morrer de amor,e que existem sentimentos que nos acompanham por toda a vida.
Como...como posso viver sem voce?
O jovem Buda
A clausura dos próprios pensamentos e conceitos pode ser a mais cruel de todas as prisões.Frequentemente,pessoas vivem nos coibindo a liberdade sob o falso pretexto de que existe “perigo” no conhecimento e na consciência.Já existiu até uma maçã que representou e representa mais esse estandarte da ignorância humana.
Isso me lembra um trecho de um livro sobre Sidarta Gautama,um príncipe indiano que se tornaria um iluminado. –.O trecho do livro corre assim:
“ Sidarta estava deitado num sofá,dormitando. Uma aia massageava seus pés com óleo,outra aparava as unhas de sua mão esquerda. Yasodara ( sua esposa) estava perto,sentada em almofadas de seda. Os pavões que passavam por ali abriam suas caudas em respeito. O som de uma garota cantando e tocando cítara flutuava sobre o pátio,e Sidarta abriu os olhos. Era o som mais estranho e maravilhoso que já ouvira,uma canção de alegria,mas cantada com tristeza, embora Sidarta não soubesse o significado desta palavra.
Se conhecesse a saudade,teria reconhecido a emoção, mas ela soava apenas...estranho.
Levantou-se e foi até a balaustrada onde a moça cantava, e ergueu os olhos para ela. Yasodara aproximou-se e ele lhe perguntou o que era aquela canção.
Como que enganada por um deus traiçoeiro, ela cometeu um erro. Disse-lhe que a canção falava de uma terra distante, das maravilhas e belezas do país de onde vinha a garota, dos lagos e montanhas que não conseguia esquecer.
_Que estranho, disse ele._Existem tais lugares? Tão lindos e bons quanto aqui? – A idéia lhe parecia inconcebível._Eu nunca quis sair daqui!
Yasodara sentiu que havia estimulado nele uma perigosa curiosidade, e tentou cortá-la no nascedouro.
_Ouvi dizer que há apenas sofrimento atrás destes muros – disse ,e imediatamente percebeu que cometera um segundo erro. Ele virou-se para ela e disse:
_O que é sofrimento?
Yasodara desviou o olhar.
_Seu pai o ama muito,disse.Deu-nos tudo o que poderíamos desejar.Não há necessidade de ir a lugar nenhum quando se tens tanta beleza ao redor.
_É verdade,concordou Sidarta.Temos tudo e tudo é perfeito.Então,o que é esse meu sentimento? Se o mundo é tão lindo, por que nunca o vi? Não conheço minha própria cidade! Preciso ver o mundo com meus próprios olhos.
Yasodara começou a chorar e afastou-se dele, percebendo que essa nova curiosidade era um perigo para ambos.
Ela sabia que ele iria querer conhecer o mundo, custe o que custasse.”
Anos depois, Sidarta Gautama deixaria Capilavastu, na Índia, e sairia pelo mundo onde fundaria os preceitos do Budismo, e passaria a ser chamado “O Buda”.
R
Isso me lembra um trecho de um livro sobre Sidarta Gautama,um príncipe indiano que se tornaria um iluminado. –.O trecho do livro corre assim:
“ Sidarta estava deitado num sofá,dormitando. Uma aia massageava seus pés com óleo,outra aparava as unhas de sua mão esquerda. Yasodara ( sua esposa) estava perto,sentada em almofadas de seda. Os pavões que passavam por ali abriam suas caudas em respeito. O som de uma garota cantando e tocando cítara flutuava sobre o pátio,e Sidarta abriu os olhos. Era o som mais estranho e maravilhoso que já ouvira,uma canção de alegria,mas cantada com tristeza, embora Sidarta não soubesse o significado desta palavra.
Se conhecesse a saudade,teria reconhecido a emoção, mas ela soava apenas...estranho.
Levantou-se e foi até a balaustrada onde a moça cantava, e ergueu os olhos para ela. Yasodara aproximou-se e ele lhe perguntou o que era aquela canção.
Como que enganada por um deus traiçoeiro, ela cometeu um erro. Disse-lhe que a canção falava de uma terra distante, das maravilhas e belezas do país de onde vinha a garota, dos lagos e montanhas que não conseguia esquecer.
_Que estranho, disse ele._Existem tais lugares? Tão lindos e bons quanto aqui? – A idéia lhe parecia inconcebível._Eu nunca quis sair daqui!
Yasodara sentiu que havia estimulado nele uma perigosa curiosidade, e tentou cortá-la no nascedouro.
_Ouvi dizer que há apenas sofrimento atrás destes muros – disse ,e imediatamente percebeu que cometera um segundo erro. Ele virou-se para ela e disse:
_O que é sofrimento?
Yasodara desviou o olhar.
_Seu pai o ama muito,disse.Deu-nos tudo o que poderíamos desejar.Não há necessidade de ir a lugar nenhum quando se tens tanta beleza ao redor.
_É verdade,concordou Sidarta.Temos tudo e tudo é perfeito.Então,o que é esse meu sentimento? Se o mundo é tão lindo, por que nunca o vi? Não conheço minha própria cidade! Preciso ver o mundo com meus próprios olhos.
Yasodara começou a chorar e afastou-se dele, percebendo que essa nova curiosidade era um perigo para ambos.
Ela sabia que ele iria querer conhecer o mundo, custe o que custasse.”
Anos depois, Sidarta Gautama deixaria Capilavastu, na Índia, e sairia pelo mundo onde fundaria os preceitos do Budismo, e passaria a ser chamado “O Buda”.
R
O micro tá no hospital...
Estou blogando essa mensagem em respeito a todos que carinhosamente acompanham meu blog.Como sempre digo,só escrevo porque gosto de saber que alguém tem a curiosidade de me conhecer melhor,saber como penso e porque penso.E também porque é simplesmente fantástico termos idealizado uma maneira de "falar" sem som - isso se chama...escrita!
O meu micro está doente - virose,com certeza.Virose é uma palavra inventada pelos médicos para não admitir que "não fazem a menor idéia do voce tem!"
E isso me lembra um trecho do filme Matrix,onde o "Sr.Smith" diz a Morfeu:
_Os humanos vão consumindo tudo à sua volta,sem planejamento nem controle.Destroem tudo ,e vão se alastrando destruindo o que há mais à sua volta,até um ponto em que começam a devorar-se uns aos outros.Sabe que outra criatura se comporta assim? Os vírus!!
Contudo quero deixar dois pequenos textos para que ninguém me esqueça.
Té mais!!
O meu micro está doente - virose,com certeza.Virose é uma palavra inventada pelos médicos para não admitir que "não fazem a menor idéia do voce tem!"
E isso me lembra um trecho do filme Matrix,onde o "Sr.Smith" diz a Morfeu:
_Os humanos vão consumindo tudo à sua volta,sem planejamento nem controle.Destroem tudo ,e vão se alastrando destruindo o que há mais à sua volta,até um ponto em que começam a devorar-se uns aos outros.Sabe que outra criatura se comporta assim? Os vírus!!
Contudo quero deixar dois pequenos textos para que ninguém me esqueça.
Té mais!!
21 agosto 2010
Eu a conheço...de verdade!
Capô de Fusca
Eu lembrava dela como era a muitos e muitos anos.Com doze anos de idade,eu já começava a perceber que meninos e meninas tinham sim uma diferença...e para melhor!
Como ela chamava mesmo?Ah! Patrícia! Mas a gente a chamava de Patty...Patty Pimentinha.A bichinha era danada de brava,e eu vi muito colega meu levar coça da menina-moça só porque se arriscava a chamá-la daquele apelido: capô de fusca!
Voce deve estar perguntando: capô de fusca?
É meio difícil explicar.Acontece que a tal menina-moça,que aos doze ou treze anos já exibia um instigante corpo de mulher também tinha um adicional que a fazia mais...provocante.Sabe aqueles felizes quatro ou cinco dedos que separam o umbigo do começo da floresta?
Pois é...a partir dali era meio ...gordinho;ou proeminente,sei lá...Mas o fato é que,nas aulas de Educação Fisíca a gurizada ficava lá,babando enquanto ela se contorcia na calça colada e exibia um estonteante...capô de fusca!
[Fiquei sabendo muitos anos depois que essa região mágica chama-se...púbis!]
Eu cresci.E a imagem daquela fantasia me acompanhou durante os anos conturbados de primeiros namoros,”primeira vez”; espinhas e cortes de navalha de barbear; a infindável mas coloridíssima...adolescência.
Décadas se passaram.Quando eu já nem lembrava mais do nome dela,a vejo numa loja de departamentos,em um shopping campineiro.Meu Deus...seria ela?A Patty...Pimentinha?
Eu sempre fui um sujeito meio tímido,desses que não “pega” ninguém porque tem vergonha de falar com mulher.Ou sei lá...eu nunca tenho assunto.
Tipo assim:
_Oi!
_Oi!
_Desculpa,mas eu vi você de longe...não te conheço de algum lugar?
_Não,acho que não.
Acabou o papo.Eu me fecho feito concha e saio meio correndo para não ser reconhecido amanhã! Fazer o quê? Na verdade eu penso que sou assim porque meu pai sempre me disse:
_Filho,vá fazer um esporte - natação,musculação,judô! É melhor cuidar do corpo porque se depender da beleza ,cê tá ferrado!
Legal ele,né?
Mas o fato é que eu estava lá,diante do meu fetiche adolescente;uma agora exuberante gata de longos cabelos e rosto grave.Ela escolhia uma roupa qualquer e eu fiquei lá,absorto num misto de passado e presente,os outrora pequenos seios formando um conjunto com a cintura marcada,o abdômen sarado,e vai indo,e indo...meu Deus...o capô de fusca!! Será?
A memória a trouxe novamente como um filme do canal TCM.Os jogos de vôlei,as meninas-moças e os garotos lá,fixando imagens que seriam descontadas em infindáveis sonhos onanistas.E no meio deles,ela:capô de fusca!
Não resisti.Meus temores naturais cederam lugar a uma estranha e inusitada coragem e eu comecei,até sem perceber,a me aproximar dela.Mais perto...mais perto...
_Olá.Talvez você não lembre de mim mas...voce não é a Patrícia que fez primeiro grau no Mal.Rondon?
_Sim,sou eu...E você,quem é?
_Sou o Ricardo.Lembra? Um meio gordinho que sentava lá na frente!
_Ricardo...deixa eu ver...ah! já sei;o que era meio CDF.Tudo bem com você? Puxa,como você está mudado!
_Pois você continua igual.Quer dizer,mais alta e mais...bonita! Voce está fazendo algo especial? Que tal um café?
_A idéia é boa;estou meio cansada de andar.Pode ser um capuccino?
Bem,isso aconteceu a alguns meses atrás.Descobri que ela havia sido casada,assim como eu.De café para cinema;de cinema para jantar,estamos...namorando.
E como tudo acaba na cama,chegou o dia D. Ambos sabíamos que aquela seria “a noite”! Banho demorado,colônia...um vinho melhorzinho...
Concordei em preparar o jantar.Eu adoro cozinhar e resolvi resgatar uma velha receita de molho bolonhesa – herança da minha italianíssima família!
Ela chegou mais ou menos às oito horas.Um jaleco cinza,a calça colante e os cabelos soltos meio sem compromisso...e um perfume de fazer corar qualquer freirinha menos avisada.
Risos e lembranças de um tempo que não volta,passamos a noite conversando sobre como éramos – nós,adolescentes – felizes e não sabíamos.Sobre os apelidos e brincadeira bobas e inocentes...
_Voce lembra do que vocês me chamavam?
_Eu? Não,não lembro não!
_Capô de fusca! Eu ficava possessa,queria bater em todos vocês!
_É,eu sei...Patty Pimentinha! Posso perguntar uma coisa?
_Pode.
_Voce ainda tem aquele ...capôzinho?
_Porque não vem você mesmo conferir,paixão?
O resto eu não conto.Mas se você ficou curioso quanto ao capô de fusca,não esqueça que fusca era no passado – hoje...é New Beetle!
Fui!
R
Eu lembrava dela como era a muitos e muitos anos.Com doze anos de idade,eu já começava a perceber que meninos e meninas tinham sim uma diferença...e para melhor!
Como ela chamava mesmo?Ah! Patrícia! Mas a gente a chamava de Patty...Patty Pimentinha.A bichinha era danada de brava,e eu vi muito colega meu levar coça da menina-moça só porque se arriscava a chamá-la daquele apelido: capô de fusca!
Voce deve estar perguntando: capô de fusca?
É meio difícil explicar.Acontece que a tal menina-moça,que aos doze ou treze anos já exibia um instigante corpo de mulher também tinha um adicional que a fazia mais...provocante.Sabe aqueles felizes quatro ou cinco dedos que separam o umbigo do começo da floresta?
Pois é...a partir dali era meio ...gordinho;ou proeminente,sei lá...Mas o fato é que,nas aulas de Educação Fisíca a gurizada ficava lá,babando enquanto ela se contorcia na calça colada e exibia um estonteante...capô de fusca!
[Fiquei sabendo muitos anos depois que essa região mágica chama-se...púbis!]
Eu cresci.E a imagem daquela fantasia me acompanhou durante os anos conturbados de primeiros namoros,”primeira vez”; espinhas e cortes de navalha de barbear; a infindável mas coloridíssima...adolescência.
Décadas se passaram.Quando eu já nem lembrava mais do nome dela,a vejo numa loja de departamentos,em um shopping campineiro.Meu Deus...seria ela?A Patty...Pimentinha?
Eu sempre fui um sujeito meio tímido,desses que não “pega” ninguém porque tem vergonha de falar com mulher.Ou sei lá...eu nunca tenho assunto.
Tipo assim:
_Oi!
_Oi!
_Desculpa,mas eu vi você de longe...não te conheço de algum lugar?
_Não,acho que não.
Acabou o papo.Eu me fecho feito concha e saio meio correndo para não ser reconhecido amanhã! Fazer o quê? Na verdade eu penso que sou assim porque meu pai sempre me disse:
_Filho,vá fazer um esporte - natação,musculação,judô! É melhor cuidar do corpo porque se depender da beleza ,cê tá ferrado!
Legal ele,né?
Mas o fato é que eu estava lá,diante do meu fetiche adolescente;uma agora exuberante gata de longos cabelos e rosto grave.Ela escolhia uma roupa qualquer e eu fiquei lá,absorto num misto de passado e presente,os outrora pequenos seios formando um conjunto com a cintura marcada,o abdômen sarado,e vai indo,e indo...meu Deus...o capô de fusca!! Será?
A memória a trouxe novamente como um filme do canal TCM.Os jogos de vôlei,as meninas-moças e os garotos lá,fixando imagens que seriam descontadas em infindáveis sonhos onanistas.E no meio deles,ela:capô de fusca!
Não resisti.Meus temores naturais cederam lugar a uma estranha e inusitada coragem e eu comecei,até sem perceber,a me aproximar dela.Mais perto...mais perto...
_Olá.Talvez você não lembre de mim mas...voce não é a Patrícia que fez primeiro grau no Mal.Rondon?
_Sim,sou eu...E você,quem é?
_Sou o Ricardo.Lembra? Um meio gordinho que sentava lá na frente!
_Ricardo...deixa eu ver...ah! já sei;o que era meio CDF.Tudo bem com você? Puxa,como você está mudado!
_Pois você continua igual.Quer dizer,mais alta e mais...bonita! Voce está fazendo algo especial? Que tal um café?
_A idéia é boa;estou meio cansada de andar.Pode ser um capuccino?
Bem,isso aconteceu a alguns meses atrás.Descobri que ela havia sido casada,assim como eu.De café para cinema;de cinema para jantar,estamos...namorando.
E como tudo acaba na cama,chegou o dia D. Ambos sabíamos que aquela seria “a noite”! Banho demorado,colônia...um vinho melhorzinho...
Concordei em preparar o jantar.Eu adoro cozinhar e resolvi resgatar uma velha receita de molho bolonhesa – herança da minha italianíssima família!
Ela chegou mais ou menos às oito horas.Um jaleco cinza,a calça colante e os cabelos soltos meio sem compromisso...e um perfume de fazer corar qualquer freirinha menos avisada.
Risos e lembranças de um tempo que não volta,passamos a noite conversando sobre como éramos – nós,adolescentes – felizes e não sabíamos.Sobre os apelidos e brincadeira bobas e inocentes...
_Voce lembra do que vocês me chamavam?
_Eu? Não,não lembro não!
_Capô de fusca! Eu ficava possessa,queria bater em todos vocês!
_É,eu sei...Patty Pimentinha! Posso perguntar uma coisa?
_Pode.
_Voce ainda tem aquele ...capôzinho?
_Porque não vem você mesmo conferir,paixão?
O resto eu não conto.Mas se você ficou curioso quanto ao capô de fusca,não esqueça que fusca era no passado – hoje...é New Beetle!
Fui!
R
18 agosto 2010
O dia que sempre será lembrado...
É...todo ano é assim.
Meu pequeno amigo peludo está aqui,carinhosamente em meu colo mostrando que o amor é uma estrada de duas vias – ele me ama sem condição; eu o amo como criatura abençoada e feliz,conquanto valham seus miados de ternura ou de “pô,cadê meu rango?”?
Minha filha completaria 31 anos.Amigos e pessoas amadas me perguntam porque estou estranho.Me perguntam à guisa de preocupação...à guisa de curiosidade.
“Mas você está longe! “alguém que quero muito pergunta.
“Voce nem parece você!” outra pergunta sinceramente preocupada e amiga...
Minha lembrança está distante...
Em algum lugar do Universo pode ser que alguém tenha respostas para filhos deficientes,amores não correspondidos e doenças terminais.Para acidentes como o que me tirou um pedaço de mim...ou para pedaços da gente que se esquecem o quanto nós podemos amá-los...
Perdoem-me,mas é um texto amargo.
Não acredito que hajam respostas; portanto devemos nos conformar com perguntas apenas.
O planeta não se preocupa com a Humanidade.Porque deveria?
Somos os algozes do mundo;os carrascos da vida...os arautos do fim do mundo!
Penso de novo em minha filha. Suas sementes perduram,mas sobrevivem mais solitárias,menos protegidas - proteção é pré-requisito de qualquer organismo mais sofisticado à sua descendência.Voce sabia que elefantinhos levam pelo menos doze anos para entenderem que são...elefantes?
Relembro seu último momento à vista do pai,da mãe...do mundo.E estou chorando exatamente agora;e chorarei enquanto o mundo me suportar; e desejo que ele me suporte mais do que eu suporto certas “provações”!
Este texto,para poucos que me conhecem,é um desabafo de dor.
Homenagem à Cris...saudade
Meu pequeno amigo peludo está aqui,carinhosamente em meu colo mostrando que o amor é uma estrada de duas vias – ele me ama sem condição; eu o amo como criatura abençoada e feliz,conquanto valham seus miados de ternura ou de “pô,cadê meu rango?”?
Minha filha completaria 31 anos.Amigos e pessoas amadas me perguntam porque estou estranho.Me perguntam à guisa de preocupação...à guisa de curiosidade.
“Mas você está longe! “alguém que quero muito pergunta.
“Voce nem parece você!” outra pergunta sinceramente preocupada e amiga...
Minha lembrança está distante...
Em algum lugar do Universo pode ser que alguém tenha respostas para filhos deficientes,amores não correspondidos e doenças terminais.Para acidentes como o que me tirou um pedaço de mim...ou para pedaços da gente que se esquecem o quanto nós podemos amá-los...
Perdoem-me,mas é um texto amargo.
Não acredito que hajam respostas; portanto devemos nos conformar com perguntas apenas.
O planeta não se preocupa com a Humanidade.Porque deveria?
Somos os algozes do mundo;os carrascos da vida...os arautos do fim do mundo!
Penso de novo em minha filha. Suas sementes perduram,mas sobrevivem mais solitárias,menos protegidas - proteção é pré-requisito de qualquer organismo mais sofisticado à sua descendência.Voce sabia que elefantinhos levam pelo menos doze anos para entenderem que são...elefantes?
Relembro seu último momento à vista do pai,da mãe...do mundo.E estou chorando exatamente agora;e chorarei enquanto o mundo me suportar; e desejo que ele me suporte mais do que eu suporto certas “provações”!
Este texto,para poucos que me conhecem,é um desabafo de dor.
Homenagem à Cris...saudade
17 agosto 2010
Sem nome
Ora é pele...ora é tom;;
Ora é suor e certeza...ora é ruído sem som;
Ora é beijo fugidio.
Ora fuga com paixão;
Ora é tocar um no outro ,
Ou só toque sem emoção...
Ora é verdade sem culpa,
Ora é culpa e devoção...
Ora é amor deslavado,
Ou deslavado tesão...
Ora é família sem pai,
Ora pai sem procissão...
Ora é Deus sem fiéis,
e santo sem devoção...
Ora é o diabo sem culpa,
E culpa sem motivação...
Ora é bife sem cebola,
Salada sem agrião...
Ora é sexo sem motivo,
e motivo sem coração...
Ora é gozo sem sussurro ,
E sussurro sem gozação ...
Ora é boi,ora é boiada...e no rumo dessa jornada,
Tudo é livre escravidão...
R
Ora é pele...ora é tom;;
Ora é suor e certeza...ora é ruído sem som;
Ora é beijo fugidio.
Ora fuga com paixão;
Ora é tocar um no outro ,
Ou só toque sem emoção...
Ora é verdade sem culpa,
Ora é culpa e devoção...
Ora é amor deslavado,
Ou deslavado tesão...
Ora é família sem pai,
Ora pai sem procissão...
Ora é Deus sem fiéis,
e santo sem devoção...
Ora é o diabo sem culpa,
E culpa sem motivação...
Ora é bife sem cebola,
Salada sem agrião...
Ora é sexo sem motivo,
e motivo sem coração...
Ora é gozo sem sussurro ,
E sussurro sem gozação ...
Ora é boi,ora é boiada...e no rumo dessa jornada,
Tudo é livre escravidão...
R
15 agosto 2010
Certa noite,na época de Natal...
São 4:28 da manhã.Meu sono,caprichoso como sempre,resolveu sair para um passeio...e me deixa assim,pensativo e ermo.
Escuto a chuva quase sonolenta como eu,a vagareza dos pingos encerrando uma linda viagem através dos céus.
Quantas vezes não “reencarna” um pingo d´água?
Dos céus à terra,da terra ao mar,e do mar aos céus;e no caminho alimentando a natureza e refrescando os sedentos.Que belo exemplo de evolução!!
Não posso deixar de pensar em como essa época do ano me incomoda!
Quando vejo “as luzes” natalinas,não posso me furtar à lembrança de que,apesar do céu ser o mesmo em todo o planeta e sobre todos os povos,as renas tem rota definida e,curiosamente para uma rena,evitam a miséria e a solidão do abandono.
Minha filha disse que o Natal tem uma certa magia.Eu concordei,mas perguntei-lhe se podia imaginar o que estaria fazendo uma criança em Kosovo,ou em Bagdá,na noite do Natal.
Conversamos sobre isso,e concluímos que a culpa não era do Papai Noel,mas de nós mesmos...nós mesmos...e da sociedade caótica e desumana que erigimos.
Que ironia!Uma humanidade...desumana!
A chuva parou ,e eu também.Me levanto com preguiça e percebo o corredor mais longo,inda que minha vida esteja mais curta.(Às vezes me apercebo que tenho menos tempo pela frente do que já vivi,e confesso que me preocupo em ser melhor do que já fui.)
Agora,com uma xícara de café fumegando à minha frente,me sinto melhor e mais desperto.
Penso que esse - o aroma instigante do café – faz parte daquele grupo de elementos que eu sempre chamei de “os pequenos prazeres da vida”.
Aqueles dos quais quase esquecemos – o abraço apertado, os lençois limpos;a melancia geladinha e o pão quentinho.Já reparou como são insubstituiveis e inimitáveis?
E me perdoe se estou divagando tanto.A bem da verdade,eu literalmente estou “jogando conversa fora” com você.Com alguém que gostaria que estivesse de verdade aqui – alguém que me escuta e que eu adoro escutar!
A chuva voltou e eu relembro de sua missão sagrada,e penso que talvez não possamos mudar o mundo,mas podemos tentar amenizar nosso dia-a-dia com pensamentos bons e uma filosofia simples.
Porque ninguém precisa de manuais ou bíblias com centenas de páginas para viver em harmonia.Basta acreditar que ela,a tal harmonia,sempre esteve presente e consequentemente ao nosso alcance.
Vivemos num meio onde a desarmonia às vezes se mostra sem o menor pudor ou discrição.E quando olhamos nos olhos das pessoas que a abrigam,embora não sintamos pena,não podemos deixar de pensar que “não precisava ser assim”!Não precisava...
Ricardo
Escuto a chuva quase sonolenta como eu,a vagareza dos pingos encerrando uma linda viagem através dos céus.
Quantas vezes não “reencarna” um pingo d´água?
Dos céus à terra,da terra ao mar,e do mar aos céus;e no caminho alimentando a natureza e refrescando os sedentos.Que belo exemplo de evolução!!
Não posso deixar de pensar em como essa época do ano me incomoda!
Quando vejo “as luzes” natalinas,não posso me furtar à lembrança de que,apesar do céu ser o mesmo em todo o planeta e sobre todos os povos,as renas tem rota definida e,curiosamente para uma rena,evitam a miséria e a solidão do abandono.
Minha filha disse que o Natal tem uma certa magia.Eu concordei,mas perguntei-lhe se podia imaginar o que estaria fazendo uma criança em Kosovo,ou em Bagdá,na noite do Natal.
Conversamos sobre isso,e concluímos que a culpa não era do Papai Noel,mas de nós mesmos...nós mesmos...e da sociedade caótica e desumana que erigimos.
Que ironia!Uma humanidade...desumana!
A chuva parou ,e eu também.Me levanto com preguiça e percebo o corredor mais longo,inda que minha vida esteja mais curta.(Às vezes me apercebo que tenho menos tempo pela frente do que já vivi,e confesso que me preocupo em ser melhor do que já fui.)
Agora,com uma xícara de café fumegando à minha frente,me sinto melhor e mais desperto.
Penso que esse - o aroma instigante do café – faz parte daquele grupo de elementos que eu sempre chamei de “os pequenos prazeres da vida”.
Aqueles dos quais quase esquecemos – o abraço apertado, os lençois limpos;a melancia geladinha e o pão quentinho.Já reparou como são insubstituiveis e inimitáveis?
E me perdoe se estou divagando tanto.A bem da verdade,eu literalmente estou “jogando conversa fora” com você.Com alguém que gostaria que estivesse de verdade aqui – alguém que me escuta e que eu adoro escutar!
A chuva voltou e eu relembro de sua missão sagrada,e penso que talvez não possamos mudar o mundo,mas podemos tentar amenizar nosso dia-a-dia com pensamentos bons e uma filosofia simples.
Porque ninguém precisa de manuais ou bíblias com centenas de páginas para viver em harmonia.Basta acreditar que ela,a tal harmonia,sempre esteve presente e consequentemente ao nosso alcance.
Vivemos num meio onde a desarmonia às vezes se mostra sem o menor pudor ou discrição.E quando olhamos nos olhos das pessoas que a abrigam,embora não sintamos pena,não podemos deixar de pensar que “não precisava ser assim”!Não precisava...
Ricardo
DUAS METADES...
Hoje está pior do que ontem,e ontem...pior que anteontem...
A falta e a distância me deixam entorpecido e ao mesmo tempo ansioso,
A ansiedade é vazia,a dor é intensa e sufoca...
Porque metade de mim é tristeza,e a outra metade, angústia...
E penso em todas as nossas horas, e as vejo passarem como um longa-metragem antigo,
E nem sei mais se são lágrimas de alivio ou de dor,
Porque não compreendo a distância nem a escolha...
Então metade de mim tenta encontrar resposta,enquanto a outra metade apenas pergunta...
Lembro das explosões e das frases que jamais deveriam ter sido ditas,e tento me desculpar comigo para me você me perdoe...
Relembro as más palavras,e os beijos recusados,
Sei que muitas vezes fui certo,mas outras tantas não fui...
pois metade de mim é bom-senso,enquanto a outra metade é só paixão...
Olho inerte pela grades de minha prisão intimista... tento pensar se haverá cura.
Não sei se haverá,pois algumas feridas não podem ser tratadas,
Mas tento pensar que possam,mas no fundo sei que não...
Porque metade de mim é esperança,mas a outra metade é só saudade...
Sonho acordado com seu hálito e sua luz,
E vejo uma frágil criança,e vejo uma sedutora mulher,
Dúbia visão,dupla identidade,
Porque metade de mim quer apenas acalentá-la,e a outra metade a deseja...
E no final desse dia o medo do amanhã,
pois amanhã será mais difícil do que hoje...o sangue não estanca;
e quando penso em você duas partes de mim choram juntas;
porque metade de mim ainda te ama,e a outra metade...também...
A falta e a distância me deixam entorpecido e ao mesmo tempo ansioso,
A ansiedade é vazia,a dor é intensa e sufoca...
Porque metade de mim é tristeza,e a outra metade, angústia...
E penso em todas as nossas horas, e as vejo passarem como um longa-metragem antigo,
E nem sei mais se são lágrimas de alivio ou de dor,
Porque não compreendo a distância nem a escolha...
Então metade de mim tenta encontrar resposta,enquanto a outra metade apenas pergunta...
Lembro das explosões e das frases que jamais deveriam ter sido ditas,e tento me desculpar comigo para me você me perdoe...
Relembro as más palavras,e os beijos recusados,
Sei que muitas vezes fui certo,mas outras tantas não fui...
pois metade de mim é bom-senso,enquanto a outra metade é só paixão...
Olho inerte pela grades de minha prisão intimista... tento pensar se haverá cura.
Não sei se haverá,pois algumas feridas não podem ser tratadas,
Mas tento pensar que possam,mas no fundo sei que não...
Porque metade de mim é esperança,mas a outra metade é só saudade...
Sonho acordado com seu hálito e sua luz,
E vejo uma frágil criança,e vejo uma sedutora mulher,
Dúbia visão,dupla identidade,
Porque metade de mim quer apenas acalentá-la,e a outra metade a deseja...
E no final desse dia o medo do amanhã,
pois amanhã será mais difícil do que hoje...o sangue não estanca;
e quando penso em você duas partes de mim choram juntas;
porque metade de mim ainda te ama,e a outra metade...também...
08 agosto 2010
Feliz Dia dos Pais...papais!
Corações 08/08/10
Eles estavam ali,caminhando...e se encontram:
_Oi.
_Oi.
_Como é o seu nome?
_Bom...voce pode me chamar de...meninão!E você?
_Bem,se é assim,voce pode me chamar de...menininha!
_Legal.
_É!
_Meninão...
_Quê!
_Voce reparou que você está...sem roupa?
_Nossa,é mesmo! Mas você reparou que você também está...sem roupa?
_Ai! Que vergonha.E você aí,o tempo todo me olhando!
_Não tem problema.Voce é muito bonita,e a beleza só enriquece a gente.É como olhar uma flor – não é bonita? E de tão bonita,você nem repara que a flor...não tem roupa.E você é assim...flor!
_É verdade.Mas eu sou mocinha,e mocinha sempre é meio envergonhada.Mas você até que está bonito também..assim sem roupa! Só está meio gordinho,mas eu até prefiro gordinho.
_Então tá!
_Menininha...
_Oi!
_Vou te dar um presente.Posso?
_Depende.Só se for sincero e de coração.
_Mas é justamente isso – é um coração!
_Como assim? De quem?
-O meu,ué.Olha,já estou tirando do peito.Mas um pouquinho...peraí...pronto.Toma aqui,o meu coração! Cuida bem dele ,está bem?
_Puxa...não é todo dia que a gente ganha um coração. As pessoas hoje em dia parecem até que nem tem um! Parece que todo mundo tem vergonha de mostrar o coração em público.E eu aqui,segurando seu coração!Quem diria...Quer saber,eu vou te dar o meu!
_Verdade?
_Verdade.É só esperar um pouquinho que eu vou tirar do peito...ops...é meio difícil,sabe.A gente desacostuma de dar o coração porque na maioria das vezes quem recebe não cuida direito.Aí a gente leva muito tempo refazendo o coração que regenera aos pouquinhos e nunca fica igual antes – parece que fica uma cicatriz...sei lá!Mas a gente não pode seguir a vida desconfiando de todo mundo – precisa dar uma nova chance a alguém e à gente mesmo.Peraí...pronto.Toma para você!
_Puxa...nem sei o que dizer.Eu também estava assim,e esse coração que eu te dei também possui algumas marcas profundas.Mas é que quando eu te vi,alguma coisa assoprou no meu ouvido “olha lá,seu bôbo...alguém que pode cuidar do seu coração”.Aí você me disse que se chamava menininha,e eu caí de gostar de você.
_Voce acabou de dizer que gosta de mim.É verdade?
_Lógico que é - com gostar não se brinca.Ainda mais nesse mundo doido onde tem tanta maldade,inveja e gente querendo fazer mal uns aos outros.Aí alguém diz que gosta da gente,e parece que um Sol se ilumina na alma.Não,não se brinca com sentimento.Não mesmo!
_Eu estou feliz,meninão.Voce vai querer casar comigo?
_Querer,eu quero;mas eu ainda sou criança! Mas se você guardar meu coração com carinho e fé,e eu guardar o seu coração com carinho e fé...logo,logo eu vou ser grande e vou na sua casa pedir para o seu pai se eu posso me casar com você.Se ele deixar,a gente casa! Está bom assim?
_Ah! Que pena...Mas pensando bem,eu também sou criança,e meu pai não me deixaria casar agora – o jeito é esperar.Mas...e se você chegar em casa e jogar meu coração na gaveta...o tempo vai passar e de repente você até esquece dele.Aí vem alguém mais bonita,te dá outro coração...e você nem vai mais lembrar do meu...
_É por isso que a gente vai agora prometer que nunca vai colocar o coração na gaveta.Vamos fazer uma coisa: vamos prometer que,onde quer que a gente vá,vai levar o coração do outro bem juntinho,colado no corpo e na alma.Isso é até bom porque se de repente um de nós dois se sentir triste ou solitário,é só pegar o coração do outro e lembrar que em algum lugar alguém tem o nosso coração e está pensando na gente.Que você acha? Topa?
_Topo.Mas como vou saber que você está pensando em mim de verdade?
_É fácil,menininha.Ele vai bater alto e forte feito um tambor que retumba de saudade!
_Então está bom.Olha,eu preciso ir...cuide bem do coração,está bem?
_E cuide bem do meu.Ele é muito duro às vezes,mas se você falar com carinho e paciência ele fica manso feito um gatinho.Promete?
_Prometo!
_Então...tchau.
_Tchau...
RICARDO
Eles estavam ali,caminhando...e se encontram:
_Oi.
_Oi.
_Como é o seu nome?
_Bom...voce pode me chamar de...meninão!E você?
_Bem,se é assim,voce pode me chamar de...menininha!
_Legal.
_É!
_Meninão...
_Quê!
_Voce reparou que você está...sem roupa?
_Nossa,é mesmo! Mas você reparou que você também está...sem roupa?
_Ai! Que vergonha.E você aí,o tempo todo me olhando!
_Não tem problema.Voce é muito bonita,e a beleza só enriquece a gente.É como olhar uma flor – não é bonita? E de tão bonita,você nem repara que a flor...não tem roupa.E você é assim...flor!
_É verdade.Mas eu sou mocinha,e mocinha sempre é meio envergonhada.Mas você até que está bonito também..assim sem roupa! Só está meio gordinho,mas eu até prefiro gordinho.
_Então tá!
_Menininha...
_Oi!
_Vou te dar um presente.Posso?
_Depende.Só se for sincero e de coração.
_Mas é justamente isso – é um coração!
_Como assim? De quem?
-O meu,ué.Olha,já estou tirando do peito.Mas um pouquinho...peraí...pronto.Toma aqui,o meu coração! Cuida bem dele ,está bem?
_Puxa...não é todo dia que a gente ganha um coração. As pessoas hoje em dia parecem até que nem tem um! Parece que todo mundo tem vergonha de mostrar o coração em público.E eu aqui,segurando seu coração!Quem diria...Quer saber,eu vou te dar o meu!
_Verdade?
_Verdade.É só esperar um pouquinho que eu vou tirar do peito...ops...é meio difícil,sabe.A gente desacostuma de dar o coração porque na maioria das vezes quem recebe não cuida direito.Aí a gente leva muito tempo refazendo o coração que regenera aos pouquinhos e nunca fica igual antes – parece que fica uma cicatriz...sei lá!Mas a gente não pode seguir a vida desconfiando de todo mundo – precisa dar uma nova chance a alguém e à gente mesmo.Peraí...pronto.Toma para você!
_Puxa...nem sei o que dizer.Eu também estava assim,e esse coração que eu te dei também possui algumas marcas profundas.Mas é que quando eu te vi,alguma coisa assoprou no meu ouvido “olha lá,seu bôbo...alguém que pode cuidar do seu coração”.Aí você me disse que se chamava menininha,e eu caí de gostar de você.
_Voce acabou de dizer que gosta de mim.É verdade?
_Lógico que é - com gostar não se brinca.Ainda mais nesse mundo doido onde tem tanta maldade,inveja e gente querendo fazer mal uns aos outros.Aí alguém diz que gosta da gente,e parece que um Sol se ilumina na alma.Não,não se brinca com sentimento.Não mesmo!
_Eu estou feliz,meninão.Voce vai querer casar comigo?
_Querer,eu quero;mas eu ainda sou criança! Mas se você guardar meu coração com carinho e fé,e eu guardar o seu coração com carinho e fé...logo,logo eu vou ser grande e vou na sua casa pedir para o seu pai se eu posso me casar com você.Se ele deixar,a gente casa! Está bom assim?
_Ah! Que pena...Mas pensando bem,eu também sou criança,e meu pai não me deixaria casar agora – o jeito é esperar.Mas...e se você chegar em casa e jogar meu coração na gaveta...o tempo vai passar e de repente você até esquece dele.Aí vem alguém mais bonita,te dá outro coração...e você nem vai mais lembrar do meu...
_É por isso que a gente vai agora prometer que nunca vai colocar o coração na gaveta.Vamos fazer uma coisa: vamos prometer que,onde quer que a gente vá,vai levar o coração do outro bem juntinho,colado no corpo e na alma.Isso é até bom porque se de repente um de nós dois se sentir triste ou solitário,é só pegar o coração do outro e lembrar que em algum lugar alguém tem o nosso coração e está pensando na gente.Que você acha? Topa?
_Topo.Mas como vou saber que você está pensando em mim de verdade?
_É fácil,menininha.Ele vai bater alto e forte feito um tambor que retumba de saudade!
_Então está bom.Olha,eu preciso ir...cuide bem do coração,está bem?
_E cuide bem do meu.Ele é muito duro às vezes,mas se você falar com carinho e paciência ele fica manso feito um gatinho.Promete?
_Prometo!
_Então...tchau.
_Tchau...
RICARDO
02 agosto 2010
prá pensar...de novo...
O grilo e o golfinho (adaptado de uma fábula de Esopo)
Certo dia,observando os homens como sempre fazia,Esopo fez mais uma de suas constatações a respeito do genêro humano.
E como costumava fazer,transformou isso em fábula.
Foi assim...
Estava o grilo na beira de uma pedra,bem perto do mar.
Cantava,como é natural dos grilos,seu costumeiro Cri!Cri!Cri!,quando um grande e imponente golfinho apareceu.
_Que canto mavioso,exclamou o golfinho.Jamais tinha ouvido algo parecido.Cá,no mar,só temos o canto das baleias e o crocitar das gaivotas.
Diga-me,amiguinho,como podes cantar tão docemente?
_Ora,eu não sei.Todos nós,grilos,cantamos assim.
_Então,ponderou o cetáceo,deve ser algo que vocês comem.Do que se alimenta,pequenino?
_Eu? Bem...eu me alimento de orvalho!
_Só de orvalho,concluiu enlevado o golfinho.Pois bem,também comerei somente isso.Quero cantar tão belamente quanto tu.
E mergulhou,decidido, nas águas tépidas.
Passaram-se vários dias e mais uma vez estava lá o grilo,cantando seus acordes para o mar.
Quando de repente,num súbito,reaparece o golfinho.Magro,enfraquecido,mal podia falar.Com esforço,balbuciou ao grilo:
_Meu pequeno amiguinho,veja em que estado me encontro.A duas semanas que só me alimento de orvalho,mas só consegui enfraquecer ao invés de conseguir cantar como tu.Porque será?
O grilo ficou pensativo,mas logo declarou,determinado:
_Meu amigo marinho;és um golfinho,e não um grilo.Tu comes peixes,e jamais poderás cantar.Mas em contrapartida podes nadar velozmente,e se não cantas quando estás feliz é porque estás ocupado com malabarismos e piruetas assombrosas.Teus talentos são igualmente belos quanto o mais mavioso dos cantos.
Ao invés de cobiçar meus talentos,cuida de aprimorardes os teus.Faça valer aquilo que tens de bom e jamais,jamais penses que minhas qualidades são superiores às tuas.Mas é imperativo que as coloque em prática,ou passarão realmente desapercebidas aos olhos dos outros,e a ti mesmo.
O golfinho pensou por alguns minutos,e então mergulhou.
De onde estava o sábio grilo só pode ver,bem ao longe,um enorme e reluzente golfinho saltando, com energia renovada, as grandes ondas do mar azul.
O legendário Esopo viveu no século VI,antes de Cristo.Conta-se que era um escravo,liberto por seu senhor como prêmio por seu dom de narrar estórias sempre utilizando animais como metáforas – as chamadas “fábulas”,que dois milênios mais tarde inspirariam La Fontaine.
Suas estórias foram citadas em escritos de Heródoto e Platão,e fábulas como “A Raposa e as Uvas”,de sua autoria,são famosas até hoje.
Em tempo:
O cão atravessava a ponte com um pedaço de carne na boca.De repente vê,refletida na água,a imagem de si mesmo.A refração o faz parecer maior,tanto quanto o pedaço de carne.Iludido,o cão mergulha na água para roubar de quem imagina ser outro cão com um pedaço de carne maior.
Seu próprio pedaço,solto na água,segue para longe com a correnteza.O cão,boca cheia d’água,fica sem nada.
“Valoriza o que é teu,inda que o que é de outrem pareça melhor.Pois o que tens perto de si é o que possuis de verdade.” Esopo
Certo dia,observando os homens como sempre fazia,Esopo fez mais uma de suas constatações a respeito do genêro humano.
E como costumava fazer,transformou isso em fábula.
Foi assim...
Estava o grilo na beira de uma pedra,bem perto do mar.
Cantava,como é natural dos grilos,seu costumeiro Cri!Cri!Cri!,quando um grande e imponente golfinho apareceu.
_Que canto mavioso,exclamou o golfinho.Jamais tinha ouvido algo parecido.Cá,no mar,só temos o canto das baleias e o crocitar das gaivotas.
Diga-me,amiguinho,como podes cantar tão docemente?
_Ora,eu não sei.Todos nós,grilos,cantamos assim.
_Então,ponderou o cetáceo,deve ser algo que vocês comem.Do que se alimenta,pequenino?
_Eu? Bem...eu me alimento de orvalho!
_Só de orvalho,concluiu enlevado o golfinho.Pois bem,também comerei somente isso.Quero cantar tão belamente quanto tu.
E mergulhou,decidido, nas águas tépidas.
Passaram-se vários dias e mais uma vez estava lá o grilo,cantando seus acordes para o mar.
Quando de repente,num súbito,reaparece o golfinho.Magro,enfraquecido,mal podia falar.Com esforço,balbuciou ao grilo:
_Meu pequeno amiguinho,veja em que estado me encontro.A duas semanas que só me alimento de orvalho,mas só consegui enfraquecer ao invés de conseguir cantar como tu.Porque será?
O grilo ficou pensativo,mas logo declarou,determinado:
_Meu amigo marinho;és um golfinho,e não um grilo.Tu comes peixes,e jamais poderás cantar.Mas em contrapartida podes nadar velozmente,e se não cantas quando estás feliz é porque estás ocupado com malabarismos e piruetas assombrosas.Teus talentos são igualmente belos quanto o mais mavioso dos cantos.
Ao invés de cobiçar meus talentos,cuida de aprimorardes os teus.Faça valer aquilo que tens de bom e jamais,jamais penses que minhas qualidades são superiores às tuas.Mas é imperativo que as coloque em prática,ou passarão realmente desapercebidas aos olhos dos outros,e a ti mesmo.
O golfinho pensou por alguns minutos,e então mergulhou.
De onde estava o sábio grilo só pode ver,bem ao longe,um enorme e reluzente golfinho saltando, com energia renovada, as grandes ondas do mar azul.
O legendário Esopo viveu no século VI,antes de Cristo.Conta-se que era um escravo,liberto por seu senhor como prêmio por seu dom de narrar estórias sempre utilizando animais como metáforas – as chamadas “fábulas”,que dois milênios mais tarde inspirariam La Fontaine.
Suas estórias foram citadas em escritos de Heródoto e Platão,e fábulas como “A Raposa e as Uvas”,de sua autoria,são famosas até hoje.
Em tempo:
O cão atravessava a ponte com um pedaço de carne na boca.De repente vê,refletida na água,a imagem de si mesmo.A refração o faz parecer maior,tanto quanto o pedaço de carne.Iludido,o cão mergulha na água para roubar de quem imagina ser outro cão com um pedaço de carne maior.
Seu próprio pedaço,solto na água,segue para longe com a correnteza.O cão,boca cheia d’água,fica sem nada.
“Valoriza o que é teu,inda que o que é de outrem pareça melhor.Pois o que tens perto de si é o que possuis de verdade.” Esopo
01 agosto 2010
No dia em que assisti a esse filme,escrevi esse texto.
Existe luz no fim do túnel ?
O filme Eu,Robot é interessante,mas apenas interessante.Mas a maneira verossímil como coloca o futuro daqui a exatos trinta anos é razoável e com ares premonitórios.
Não se pode esquecer que o filme é baseado num conto que li pela primeira vez quando tinha doze ou treze anos;um conto de Isaac Asimov.O livro Eu,Robot foi escrito,se não me engano ,em 1959,e era composto de quatro ou cinco contos,entre os quais esse que inspirou o filme.
Para ser sincero,sempre adorei Asimov.Sua maneira de escrever sempre foi forte e esterilizada,totalmente oposta à do seu contemporâneo e não menos genial Arthur Clarke.
Asimov era um cientista,e escrevia com propriedade e fidelidade técnica.Era matemático e bioquímico.
Estou escrevendo tudo isso porque uma única frase do filme merece ser lembrada.
O robô protagonista,auto intitulado Sonny,cumpre sua programação da qual sequer conhecia a natureza,daí a trama;e acaba por ganhar a confiança de Spooner (Will Smith),o detetive herói.
E pergunta por fim a Spooner:
_Agora que cumpri minha programação,não sei mais o que devo fazer.O objetivo para o qual fui criado foi atingido;não tenho mais um propósito.
E o detetive responde:
_Essa é a única razão para existirmos – a busca eterna de um propósito.É um grande passo rumo à humanidade.
Talvez seja exatamente isso que nos impele,ao mesmo tempo que amedronta.
Talvez seja por isso que a grande maioria das pessoas entrega-se a seitas,cultos e ideais fanáticos.
A busca do propósito existe.É um fato,e como já disse,não discuto com fatos.
Mas será que no fim dessa jornada,existe de verdade uma razão de ser?
O mundo está repleto de visões e conceitos de como deve ser a linha de chegada nessa viagem rumo ao propósito da existência.
Alguns, infelizmente a maioria,acham que somos a obra prima da criação do ser absoluto,o tal de Deus.Cá entre nós...como obra-prima,deixamos a desejar!
Outros acham que estamos aqui com um propósito divino qualquer,mas não tem idéia de qual.Apenas que alguma coisa “além” do visível precisa existir!
Outros acham que somos descendentes de aliens,e um dia esses mesmos aliens voltarão e nos explicarão quem somos e para onde vamos.
No outro hemisfério das possibilidades,há aqueles que crêem que somos meros envoltórios de nosso material genético,cápsulas do tempo vivas cuja função é preservar os genes através das Eras - teoria curiosa e plausível até.
Há os que pensam que nada somos,não vamos a lugar algum,e que a vida foi um acaso cósmico;uma rara oportunidade – como dizia Carl Sagan – do Cosmos enxergar-se a si mesmo.Compartilho desse pensamento com veemência.
Fico pensando nas pessoas e suas eternas perguntas, sempre procurando entender quem são quando talvez nem haja nada para entender.
A angústia pelas respostas é grande,mas a força para não ser tragado pelas mentiras pasteurizadas precisa ser maior.E não preciso dizer quantos milhões são vítimas de mentirosos,charlatães e falsos profetas que “juram” que a verdade do Universo só foi contada para eles! E por um precinho,a repassam para você!
Enalteça essa coragem de não ceder às mentiras,e se tiver de passar a vida perguntando e buscando,faça!
Sinto de verdade que a resposta não existe.Mas também sinto que a vida está aí,tosca que seja,mas está aí.E vivê-la talvez seja a única coisa realmente possível.
O filme Eu,Robot é interessante,mas apenas interessante.Mas a maneira verossímil como coloca o futuro daqui a exatos trinta anos é razoável e com ares premonitórios.
Não se pode esquecer que o filme é baseado num conto que li pela primeira vez quando tinha doze ou treze anos;um conto de Isaac Asimov.O livro Eu,Robot foi escrito,se não me engano ,em 1959,e era composto de quatro ou cinco contos,entre os quais esse que inspirou o filme.
Para ser sincero,sempre adorei Asimov.Sua maneira de escrever sempre foi forte e esterilizada,totalmente oposta à do seu contemporâneo e não menos genial Arthur Clarke.
Asimov era um cientista,e escrevia com propriedade e fidelidade técnica.Era matemático e bioquímico.
Estou escrevendo tudo isso porque uma única frase do filme merece ser lembrada.
O robô protagonista,auto intitulado Sonny,cumpre sua programação da qual sequer conhecia a natureza,daí a trama;e acaba por ganhar a confiança de Spooner (Will Smith),o detetive herói.
E pergunta por fim a Spooner:
_Agora que cumpri minha programação,não sei mais o que devo fazer.O objetivo para o qual fui criado foi atingido;não tenho mais um propósito.
E o detetive responde:
_Essa é a única razão para existirmos – a busca eterna de um propósito.É um grande passo rumo à humanidade.
Talvez seja exatamente isso que nos impele,ao mesmo tempo que amedronta.
Talvez seja por isso que a grande maioria das pessoas entrega-se a seitas,cultos e ideais fanáticos.
A busca do propósito existe.É um fato,e como já disse,não discuto com fatos.
Mas será que no fim dessa jornada,existe de verdade uma razão de ser?
O mundo está repleto de visões e conceitos de como deve ser a linha de chegada nessa viagem rumo ao propósito da existência.
Alguns, infelizmente a maioria,acham que somos a obra prima da criação do ser absoluto,o tal de Deus.Cá entre nós...como obra-prima,deixamos a desejar!
Outros acham que estamos aqui com um propósito divino qualquer,mas não tem idéia de qual.Apenas que alguma coisa “além” do visível precisa existir!
Outros acham que somos descendentes de aliens,e um dia esses mesmos aliens voltarão e nos explicarão quem somos e para onde vamos.
No outro hemisfério das possibilidades,há aqueles que crêem que somos meros envoltórios de nosso material genético,cápsulas do tempo vivas cuja função é preservar os genes através das Eras - teoria curiosa e plausível até.
Há os que pensam que nada somos,não vamos a lugar algum,e que a vida foi um acaso cósmico;uma rara oportunidade – como dizia Carl Sagan – do Cosmos enxergar-se a si mesmo.Compartilho desse pensamento com veemência.
Fico pensando nas pessoas e suas eternas perguntas, sempre procurando entender quem são quando talvez nem haja nada para entender.
A angústia pelas respostas é grande,mas a força para não ser tragado pelas mentiras pasteurizadas precisa ser maior.E não preciso dizer quantos milhões são vítimas de mentirosos,charlatães e falsos profetas que “juram” que a verdade do Universo só foi contada para eles! E por um precinho,a repassam para você!
Enalteça essa coragem de não ceder às mentiras,e se tiver de passar a vida perguntando e buscando,faça!
Sinto de verdade que a resposta não existe.Mas também sinto que a vida está aí,tosca que seja,mas está aí.E vivê-la talvez seja a única coisa realmente possível.
Só prá pensar...
Vou blogar essa estorinha que,longe de ser escatológica,é caso prá...se pensar!
Estórias que a vida ensina
Certa vez um pardal,desses que vemos por aí todos os dias,cansou-se da vida e pensou:
_Vou voar por aí e pelo mundo.Quero ver coisas novas!
E assim foi.
Voou,voou,e chegou a uma região gelada,onde nevava muito; ambiente impróprio digamos, para pardais.
Morto de frio,pousou na neve úmida e ficou quietinho,procurando se aquecer.
Eis que passou por ele um búfalo e , penalizado com o bichinho, resolveu aquecê-lo.Delicadamente,fez cocô em cima do pardal,que imediatamente sentiu o calor daquela bosta fresca. Botou o bico no mundo e principiou a cantar.
Perto dali,um gato do mato escutou o canto feliz da avezinha,e rapidamente arrancou-o do monte de estrume e o comeu inteirinho.
Morais dessa estória:
1-Nem sempre quem te põem na merda é seu inimigo.
2-Nem sempre quem te tira da merda é seu amigo.
3-E se você estiver confortável e aquecido,mesmo estando na merda,mantenha o bico calado.
Estórias que a vida ensina
Certa vez um pardal,desses que vemos por aí todos os dias,cansou-se da vida e pensou:
_Vou voar por aí e pelo mundo.Quero ver coisas novas!
E assim foi.
Voou,voou,e chegou a uma região gelada,onde nevava muito; ambiente impróprio digamos, para pardais.
Morto de frio,pousou na neve úmida e ficou quietinho,procurando se aquecer.
Eis que passou por ele um búfalo e , penalizado com o bichinho, resolveu aquecê-lo.Delicadamente,fez cocô em cima do pardal,que imediatamente sentiu o calor daquela bosta fresca. Botou o bico no mundo e principiou a cantar.
Perto dali,um gato do mato escutou o canto feliz da avezinha,e rapidamente arrancou-o do monte de estrume e o comeu inteirinho.
Morais dessa estória:
1-Nem sempre quem te põem na merda é seu inimigo.
2-Nem sempre quem te tira da merda é seu amigo.
3-E se você estiver confortável e aquecido,mesmo estando na merda,mantenha o bico calado.
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