Do começo ao extremo! Julho/2010
Dizem por aí que nossas dores,desgostos e contrariedades podem ser quantificados numa graduação de 1 até 10.E frequentemente só tomamos atitudes drásticas e que originam mudanças reais quando esse fator chega no seu máximo,ou seja,grau 10!
Dizem também que se por acaso você chegar ao grau 10 e nada fizer estará entrando num processo auto-destrutivo e sua própria natureza íntima estará colapsando,ou seja,sua auto-anulação entrará num estado irreversível.Isso pode ser traduzido como...infelicidade crônica! Alguns se suicidam até!
Será que é assim;ou melhor...precisa ser assim?
Digamos que sua dor,ou seu desgosto,está começando: grau 1! Na verdade você nem percebe – é só uma sensação de ter acordado mais cedo do que de costume,ou ter tido um sonho chato.
E no grau 2 ? Bom,pode ser aquela sensação de que aquele parente chato vem te visitar – você até fica meio contrariado,mas...vá lá – é só de vez em quando mesmo!
Grau 3! Voce levou uma bronca do seu chefe,mas foi uma bronca justa e correta.Aí pinta aquela “vergonhazinha” de ter agido errado,inda que muitas vezes sem intenção.Dia seguinte já passou,e você toca as coisas sem problemas.
E se a bronca for injusta? Grau 4,amigo! Voce fica ruminando aquilo por uns dias e conta o caso para todo mundo.Demora mais para passar e gera uma “revolta” discreta!
Voce brigou com seu namorado.Resolveram se separar pela nona vez este ano.Voce até nem acredita que ficarão mesmo separados,mas passa aquele fim-de-semana num tremendo bode! Grau 5 na cabeça!
Grau 6 ! Voce percebeu que o seu melhor amigo está dando em cima de sua namorada e,pior,ela parece estar gostando.Voce briga com ela,rompe a amizade é fica péssimo pelos dois!
Voce descobre que sua melhor amiga está tendo um caso com o seu marido.Maior fuzuê! Nesse grau 7 voce nunca mais olha para ela,briga com ele mas se gosta muito acaba perdoando.Voces voltam mas a confiança foi para o saco! Geralmente não dá mais certo.
Grau 8 ! Você olha para o seu marido,olha à sua volta...sua vida...meu,o que é que eu fui fazer? Parece que cai um véu da frente dos olhos e você percebe quanto tempo passou.Ele continua o mesmo,nem aí com você – só que agora você enxerga! Voce já não tem a beleza da juventude e seu corpo traz as marcas do tempo e de uma dedicação nem sempre correspondida – só que agora...voce enxerga!!
O grau 9 é meio desesperante.Voce sabe que precisa fazer algo ou selará a própria condenação.Voce começa a tomar atitudes antes impensáveis; procura agredir o sistema à sua volta de forma velada, pois isso traz algum alívio e uma sensação subliminar de vingança.Tudo aquilo que você percebeu no grau 8 simplesmente “esbofeteia” sua cara sem dó! A dor agora está começando a tornar-se crônica,de verdade.Os valores são revistos e pesados com critério mais profundo.A vida,nessa altura,pesa até para respirarmos!!
Grau 10: É agora ou nunca! Ou você reconhece e admite que é hora de fazer algo por você,sua vida e seu destino (não se furte ao óbvio – seu destino é sua responsabilidade ,e de mais ninguém!) ou entrega os pontos e sua própria vida aos caprichos de outros que muitas vezes não te enxergam – apenas vêem em você os reflexos de seus “poderes” infantis e complexados.
Grau 10 é o único momento em que podemos decidir se somos donos de nós mesmos – ou os outros é que são!!
A escolha sempre será sua!!
R
Não temos,ainda,Jornada nas Estrelas.Mas,podemos audaciosamente viajar além dos limites do possível. É isso que fazem artistas,escritores,visionários e sonhadores.
30 julho 2010
28 julho 2010
Esse texto surgiu de uma carta a uma amiga querida que aniversariava.Ela é uma figura ímpar e especial.E o texto também!
Minha amiga descobriu e batizou minha gatinha de estimação,a Mel.Ou será que eu sou seu...humano de estimação?
Escrevo essas linhas no dia de seu aniversário.Elas acabaram fluindo porque não pude evitar de pensar na vida,essa estranha maratona cuja reta final talvez nem exista...
E também nessa data que nada representa além de um alerta de que o Tempo,esse abstrato tenente que marca o impossível,para nós ao menos...existe.
Grandeza cósmica,o Tempo é tão tênue quanto majestoso.E me lembra um pensamento do Mestre Kung,que diz:
De nada valem os gritos e a força.O vento,apesar de parecer feito de “nada”,não deixa dúvidas de que existe!
O vento...e o tempo.Talvez sejam mais semelhantes do que percebemos!
O Tempo era tido pelos gregos como uma das forças primevas do Universo (era um Deus Primordial – Cronos).
Não o percebemos senão através de desvios epidérmicos ou pelo fato de que o mundo está em constante mudança,gostemos ou não.É nossa maior força...e nosso maior inimigo.E nos remete ao inevitável – a Busca.
Não posso deixar de lembrar que os chineses ensinam que o “Chi” é naturalmente belo.As crianças,involuntáriamente,buscam o equilíbrio de suas forças básicas.Elas nascem naturalmente belas e prontas para a busca do equilíbrio.
E sómente os adultos as desviam de sua busca,ensinando-as a rejeitar o equilíbrio em favor de valores que não são reais,e porisso as crianças tem dificuldade em compreendê-los.Já tentou explicar a uma criança que existem mentiras... e “mentiras”?
Já tentou explicar-lhes que todos deveriam ser tratados com justiça,mas que a justiça é uma mercadoria nem sempre disponível?
Aproveitar o Tempo!
Será?
Como se aproveita a vida?
Aproveitar não quer dizer algo como “tirar vantagem”?
De quê?
Imaginamos que a busca do equilíbrio talvez seja a grande viagem,e a única e definitiva missão.Yin...e Yang!
E insistentemente,somos compelidos a pensar em “Bem”...e “Mal”.
Associamos o bem à delicadeza,e o mal à força.Nem sempre é assim!
Minha amiga,aproveite hoje e olhe atentamente à sua volta.Depois responda intimamente quanto do que vê realmente é voce.
Quanto do todo leva sua assinatura íntima?
Sei que não estou dizendo nada que voce já não saiba.Então escrevo a fim de lembrar a mim mesmo de que certas atitudes devem fazer parte da minha “higiene diária.”
Lembranças como ser refratário aos sentimentos de raiva,vingança ou pena.
Lembranças de que a busca deve ser constante,sem alarde nem trombetas,mas intimista e serena.
Lembrar de falar menos...e refletir mais!
Lembrar do quão pequeno sou...e quanta vastidão existe,ainda assim,no pensamento das criaturas vivas.
Mas de uma coisa voce pode estar certa: ao olhar a Mel – é,a Mel mesmo - bem no fundo dos olhos,percebo claramente que ela jamais afastou-se da busca.
Talvez porisso nós,pobres humanos, sejamos tão mais insatisfeitos!!
R
Escrevo essas linhas no dia de seu aniversário.Elas acabaram fluindo porque não pude evitar de pensar na vida,essa estranha maratona cuja reta final talvez nem exista...
E também nessa data que nada representa além de um alerta de que o Tempo,esse abstrato tenente que marca o impossível,para nós ao menos...existe.
Grandeza cósmica,o Tempo é tão tênue quanto majestoso.E me lembra um pensamento do Mestre Kung,que diz:
De nada valem os gritos e a força.O vento,apesar de parecer feito de “nada”,não deixa dúvidas de que existe!
O vento...e o tempo.Talvez sejam mais semelhantes do que percebemos!
O Tempo era tido pelos gregos como uma das forças primevas do Universo (era um Deus Primordial – Cronos).
Não o percebemos senão através de desvios epidérmicos ou pelo fato de que o mundo está em constante mudança,gostemos ou não.É nossa maior força...e nosso maior inimigo.E nos remete ao inevitável – a Busca.
Não posso deixar de lembrar que os chineses ensinam que o “Chi” é naturalmente belo.As crianças,involuntáriamente,buscam o equilíbrio de suas forças básicas.Elas nascem naturalmente belas e prontas para a busca do equilíbrio.
E sómente os adultos as desviam de sua busca,ensinando-as a rejeitar o equilíbrio em favor de valores que não são reais,e porisso as crianças tem dificuldade em compreendê-los.Já tentou explicar a uma criança que existem mentiras... e “mentiras”?
Já tentou explicar-lhes que todos deveriam ser tratados com justiça,mas que a justiça é uma mercadoria nem sempre disponível?
Aproveitar o Tempo!
Será?
Como se aproveita a vida?
Aproveitar não quer dizer algo como “tirar vantagem”?
De quê?
Imaginamos que a busca do equilíbrio talvez seja a grande viagem,e a única e definitiva missão.Yin...e Yang!
E insistentemente,somos compelidos a pensar em “Bem”...e “Mal”.
Associamos o bem à delicadeza,e o mal à força.Nem sempre é assim!
Minha amiga,aproveite hoje e olhe atentamente à sua volta.Depois responda intimamente quanto do que vê realmente é voce.
Quanto do todo leva sua assinatura íntima?
Sei que não estou dizendo nada que voce já não saiba.Então escrevo a fim de lembrar a mim mesmo de que certas atitudes devem fazer parte da minha “higiene diária.”
Lembranças como ser refratário aos sentimentos de raiva,vingança ou pena.
Lembranças de que a busca deve ser constante,sem alarde nem trombetas,mas intimista e serena.
Lembrar de falar menos...e refletir mais!
Lembrar do quão pequeno sou...e quanta vastidão existe,ainda assim,no pensamento das criaturas vivas.
Mas de uma coisa voce pode estar certa: ao olhar a Mel – é,a Mel mesmo - bem no fundo dos olhos,percebo claramente que ela jamais afastou-se da busca.
Talvez porisso nós,pobres humanos, sejamos tão mais insatisfeitos!!
R
Sómente um pensamento...
AMOR MAL EXPLICADO
Um grande amor não cura...
É doença sem tratamento,ferida aberta ...dor e pureza...
Um grande amor é tatuado na alma,com dor e sangue,
Prazer inaudível como pintar a pele com agulhas e sobretons...
Um grande amor fere e cauteriza,feito faca e brasa;
Corta sem sangue...sangra a seco e à força...
Um grande amor não reacontece jamais;
Nasce e vive sem herança nem filiação...
Um grande amor não precede de moral,nem precisa de motivos;
E despreza os porquês e toda a e clara finalidade...
Um grande amor sobrevive sempre,pois é imorredouro;
E por ser eterno,diz-se que acaba,a fim de sentirmos sobre ele um fugaz domínio...
Um grande amor é grande,pois é sorriso e lágrima,
Orgulho e humilhação...morte em vida...vida para sempre...
Um grande amor é o melhor de si,e o pior que se pode atingir..
Um grande amor é raiva...a maior das raivas, é o amor...
Um grande amor não cura...
É doença sem tratamento,ferida aberta ...dor e pureza...
Um grande amor é tatuado na alma,com dor e sangue,
Prazer inaudível como pintar a pele com agulhas e sobretons...
Um grande amor fere e cauteriza,feito faca e brasa;
Corta sem sangue...sangra a seco e à força...
Um grande amor não reacontece jamais;
Nasce e vive sem herança nem filiação...
Um grande amor não precede de moral,nem precisa de motivos;
E despreza os porquês e toda a e clara finalidade...
Um grande amor sobrevive sempre,pois é imorredouro;
E por ser eterno,diz-se que acaba,a fim de sentirmos sobre ele um fugaz domínio...
Um grande amor é grande,pois é sorriso e lágrima,
Orgulho e humilhação...morte em vida...vida para sempre...
Um grande amor é o melhor de si,e o pior que se pode atingir..
Um grande amor é raiva...a maior das raivas, é o amor...
Vou blogar algo real,mas que tirando a brincadeira é coisa séria!
Prova dos nove...
Vou contar essa história porque ,além de ser real,prepara futuros candidatos a uma experiência no mínimo constrangedora,embora necessária.Mas quando voce a está vivendo,é meio barra...
Recentemente o pai de um colega de trabalho faleceu de Câncer – metástases de um tumor de próstata ignorado por pura leviandade.Ou seja,ele não se incomodou em monitorar a doença!Meu colega que me desculpe,mas que atestado de ignorância do pai dele.
Coincidentemente fiz meus exames habituais,e entre eles consta o PSA – antígeno prostático,indicador confiável para prováveis problemas referentes à próstata.Aconselho qualquer homem acima dos quarenta anos a inclui-lo em seu check-up periódico!
Meu médico cismou com o resultado e pediu uma repetição.Novamente o resultado revelou-se próximo ao limite,e ele bateu o martelo:
_Ricardo,vou pedir um ultrassom...retal!
_Retal? eu exclamei!
_Retal! Ou isso ou meu dedo,você escolhe.E se de repente eu te fizer um toque e na manhã seguinte você me mandar flores?! Melhor não arriscar...
Sai de lá xingando meu médico,e também amigo,dizendo que o safado me jogara literalmente na fogueira.
Confesso que enrolei um tanto para marcar o tal exame mas,fazer o quê? A lembrança do pai do meu colega pesou,e eu tomei coragem e marquei o dito cujo exame...retal!
Chegou o dia!
Contrariado,subi no meu carro e acabei estacionando na porta do laboratório.Entrei.
A atendente,muito solícita:
_O senhor pode assinar esta guia e aguardar na recepção?
Juro que vi um sorrisinho meio inconfesso nessa “gentileza toda”! Porque estava lá,escrito em letras garrafais – ULTRASSOM...RETAL!
Eu sentei na recepção e,de tão ansioso,me flagrei lendo uma revista Capricho.Mas se tivesse só “Caras”,acho que leria também!
Outra moça veio e sapecou:
_Sr. Ricardo ...
Eu levantei feito porco no matadouro.É agora;não tem volta nem choro – nem vela...não,vela não!!!
A moça muito gentil,ou penalizada,sei lá...insistiu para que eu fizesse xixi:
_ Não tenho vontade,eu disse.
_Mas,tem certeza que não quer fazer xixi? Ela insistiu!
_Não quero,não! Estou bem assim,eu respondi.
_Então o senhor pode tirar a camisa,deitar na maca e abrir o zíper da calça.Ok?
A atendente esperou pacientemente eu tirar a camiseta,deitar e “abrir “o zíper das calça.Nessas horas é bom colocar umas cuecas “menos” detonadas para não passar vergonha.
Ela pediu que eu deitasse de “barriga” para cima e aguardasse o doutor.Juro que eu pensei:
...Será que o ultrassom é feito na altura do púbis,e não é necessário que seja,literalmente...retal? Ah! Esperança...
Cinco ou dez minutos depois – nem sei...
_Boa tarde,Sr. Ricardo...Sou o Dr. Hélio.Tudo bem com o Sr.?
Tudo bem é piada!Se tivesse tudo bem,você acha que eu estaria lá,pronto para testar minhas convicções sem que fosse estritamente necessário?
Ele começou a me lambuzar (porra,no bom sentido!) com aquele KY de consultório e me declarou:
_Sr. Ricardo...o senhor tem um pouco de gordura no fígado!
Fígado? Eu achava que nem tinha mais fígado!!Mas...o que isso tem a ver com a próstata?
Eu já começava a relaxar quando ele atirou à queima-roupa:
_O Sr. pode abaixar as calças e virar de lado? Vamos iniciar o exame retal!!
Cara...é agora!
O doutorzinho ensaiou algo às minhas costas e de repente aquela mangueira de bombeiro me mostrou definitivamente que “ser viado” é coisa de macho!Não contente,ficava rodando aquele cassetete com ares de filme pornô.Ah! me poupe!
E você pensa que é rápido? Talvez até seja,mas para mim durou bem mais do que eu gostaria.
Eu pensava em tudo que fosse fora dali,mas não conseguia parar de xingar meu médico,sua ascendência,descencência...e toda “ência” possível!
Por fim acabou.
Lambuzado;estuprado...dolorido (dói,sim!),só sei de uma coisa: Ser boiola é coisa de macho! Como é que tem tanto boiola por aí?
Eu vou MATAR o meu médico!
[Felizmente fiquei sabendo que não tenho qualquer problema na próstata.Que bom!Felizmente fiquei sabendo também que “lá” só tem saída...entrada neca!Tá muito bom do jeito que tá!]
Vou contar essa história porque ,além de ser real,prepara futuros candidatos a uma experiência no mínimo constrangedora,embora necessária.Mas quando voce a está vivendo,é meio barra...
Recentemente o pai de um colega de trabalho faleceu de Câncer – metástases de um tumor de próstata ignorado por pura leviandade.Ou seja,ele não se incomodou em monitorar a doença!Meu colega que me desculpe,mas que atestado de ignorância do pai dele.
Coincidentemente fiz meus exames habituais,e entre eles consta o PSA – antígeno prostático,indicador confiável para prováveis problemas referentes à próstata.Aconselho qualquer homem acima dos quarenta anos a inclui-lo em seu check-up periódico!
Meu médico cismou com o resultado e pediu uma repetição.Novamente o resultado revelou-se próximo ao limite,e ele bateu o martelo:
_Ricardo,vou pedir um ultrassom...retal!
_Retal? eu exclamei!
_Retal! Ou isso ou meu dedo,você escolhe.E se de repente eu te fizer um toque e na manhã seguinte você me mandar flores?! Melhor não arriscar...
Sai de lá xingando meu médico,e também amigo,dizendo que o safado me jogara literalmente na fogueira.
Confesso que enrolei um tanto para marcar o tal exame mas,fazer o quê? A lembrança do pai do meu colega pesou,e eu tomei coragem e marquei o dito cujo exame...retal!
Chegou o dia!
Contrariado,subi no meu carro e acabei estacionando na porta do laboratório.Entrei.
A atendente,muito solícita:
_O senhor pode assinar esta guia e aguardar na recepção?
Juro que vi um sorrisinho meio inconfesso nessa “gentileza toda”! Porque estava lá,escrito em letras garrafais – ULTRASSOM...RETAL!
Eu sentei na recepção e,de tão ansioso,me flagrei lendo uma revista Capricho.Mas se tivesse só “Caras”,acho que leria também!
Outra moça veio e sapecou:
_Sr. Ricardo ...
Eu levantei feito porco no matadouro.É agora;não tem volta nem choro – nem vela...não,vela não!!!
A moça muito gentil,ou penalizada,sei lá...insistiu para que eu fizesse xixi:
_ Não tenho vontade,eu disse.
_Mas,tem certeza que não quer fazer xixi? Ela insistiu!
_Não quero,não! Estou bem assim,eu respondi.
_Então o senhor pode tirar a camisa,deitar na maca e abrir o zíper da calça.Ok?
A atendente esperou pacientemente eu tirar a camiseta,deitar e “abrir “o zíper das calça.Nessas horas é bom colocar umas cuecas “menos” detonadas para não passar vergonha.
Ela pediu que eu deitasse de “barriga” para cima e aguardasse o doutor.Juro que eu pensei:
...Será que o ultrassom é feito na altura do púbis,e não é necessário que seja,literalmente...retal? Ah! Esperança...
Cinco ou dez minutos depois – nem sei...
_Boa tarde,Sr. Ricardo...Sou o Dr. Hélio.Tudo bem com o Sr.?
Tudo bem é piada!Se tivesse tudo bem,você acha que eu estaria lá,pronto para testar minhas convicções sem que fosse estritamente necessário?
Ele começou a me lambuzar (porra,no bom sentido!) com aquele KY de consultório e me declarou:
_Sr. Ricardo...o senhor tem um pouco de gordura no fígado!
Fígado? Eu achava que nem tinha mais fígado!!Mas...o que isso tem a ver com a próstata?
Eu já começava a relaxar quando ele atirou à queima-roupa:
_O Sr. pode abaixar as calças e virar de lado? Vamos iniciar o exame retal!!
Cara...é agora!
O doutorzinho ensaiou algo às minhas costas e de repente aquela mangueira de bombeiro me mostrou definitivamente que “ser viado” é coisa de macho!Não contente,ficava rodando aquele cassetete com ares de filme pornô.Ah! me poupe!
E você pensa que é rápido? Talvez até seja,mas para mim durou bem mais do que eu gostaria.
Eu pensava em tudo que fosse fora dali,mas não conseguia parar de xingar meu médico,sua ascendência,descencência...e toda “ência” possível!
Por fim acabou.
Lambuzado;estuprado...dolorido (dói,sim!),só sei de uma coisa: Ser boiola é coisa de macho! Como é que tem tanto boiola por aí?
Eu vou MATAR o meu médico!
[Felizmente fiquei sabendo que não tenho qualquer problema na próstata.Que bom!Felizmente fiquei sabendo também que “lá” só tem saída...entrada neca!Tá muito bom do jeito que tá!]
25 julho 2010
DOMINGO...
Bode de domingo!
Hoje é domingo...de novo.E como passa rápido! Acho que o fim-de-semana tem alguma tramóia espaço-temporal – deveria durar 48 horas mas juro que deve durar,no máximo,18!
Tô de saco cheio de tudo.Trabalho chato,dia-a-dia chato...gente vuvuzela que faz barulho mas nunca diz nada...putaquilavida!
Eu conheço uma pá de gente vuvuzela.Faz um alarido louco mas nunca resolve nada nem toma atitude nenhuma.Eu trabalho num lugar onde tem uns exemplares.Aliás,eu trabalho num lugar que deveria realizar inspeção sanitária,mas precisa mesmo de inspeção de “sanidade”!
Lugar pirado,meu!
Tô de saco cheio,mesmo!
Olho prá frente e vejo a Dilma no Planalto,um próximo Big Brother,um país que não muda...um imposto compulsório prá ajudar o Brasilzão a se preparar para a Copa de 2014...
Cê tá feliz? Vai ter Copa na capital mundial da pizza,aquela mais cara do mundo!
Cê não tá feliz? Afinal, o Brasil que o PT descobriu – e mandou o Cabral para o esquecimento – tem tuberculose,Aids,gente morrendo em corredores de hospital...tem bala perdida dentro da escola e político com dinheiro nas cuecas...mas tem Copa!Cê não tá feliz? Porque?
Pô,cê nunca tá satisfeito?
Falar nisso,e acredite,é verdade – estou escutando uma porrada de vuvuzelas berrando na avenida perto de casa.Quer apostar que é carreata do PT em favor daquela “vaca” com cara de mico? Ou aquela outra que de tanto relaxar e gozar já perdeu até o senso de ridículo?
Minha cidade – que não é minha já que nasci em Sampa – vive sobre a batuta “competente” do partido dos trabalhadores.Imagina só se não vai ser um “antro” de hienas promovendo a Dilma,a Marta e um tosco da cidade que vai se candidatar a Deputado Estadual pelo “Partido do Milagre”?
Ah! Tô de saco muito cheio...mesmo!
A pobreza diminuiu! Cê não sabia? Hoje qualquer mané compra home theater,mas se precisar de remédios...fudeu!
_Vai no posto que tem!
Vai,mané,vai nessa!!
_Hoje todo mundo tem acesso ao ensino superior!
Cê já reparou o lixo de profissional que se forma hoje em dia? Tem universitário que não sabe escrever uma redação básica,e quando faz tem mais erros de português do que discurso do Lula!
Isso não é melhoria de ensino – é sucateamento da competência em favor de gráficos e governos fantasmas.Esse mesmo governo que considera o bolsa-família um avanço social.Desde quando “esmola” é avanço?
Vai se fuder,seu Lula...ensina o povo a pescar!! E se for dar alguma coisa,dê a vara de pesca,e não o peixe!
Além de tudo isso,minha cidade – eu a considero assim – tem uma “pá” de apadrinhados e cargos de confiança ligados a essa pirataria petista.Sem comentários!
[As vuvuzelas continuam! Conheço gente que deve estar lá,lambendo as calcinhas da Marta Suplicy e o saco do Prefeito,outro picareta do PT.]
Tô com “a gota”!
Mas,pô,cê esqueceu? Tem Copa!! E também Carnaval,Parada Gay,Trio Elétrico,Rodeio...
(Rodeio é assim: um evento com um monte de animais imbecis...e um touro embaixo! Isso sem citar os outros “animais imbecis” assistindo tudo isso como se fosse um espetáculo!)
Hoje eu to de rôsca!
Quem me conhece sabe que eu tô tomando cerveja,vodca e digitando com vontade de chutar o “pau da barraca”! Vou tomar um porre “no jeito”;até porque porre tem de ter hora e motivo prá ser um “bom” porre!
Porre é como uma boa trepada.Quando tem dia certo,hora certa e principalmente,pessoa certa,vira um momento inesquecível.Cê não acha? E quando for com a banheira certa...
[Conheço uma gata que faz da banheira um transatlântico.Bebo à sua homenagem!]
(Acabei de descobrir que hoje é dia de São Cristóvão,e por isso as vuvuzelas.Agora fiquei com remorso – e eu,pensando mal do “pobre PT”...)
Bom...tô indo!
Mas tô de saco na Lua...com certeza!
Brigadão pela paciência!!!
Hoje é domingo...de novo.E como passa rápido! Acho que o fim-de-semana tem alguma tramóia espaço-temporal – deveria durar 48 horas mas juro que deve durar,no máximo,18!
Tô de saco cheio de tudo.Trabalho chato,dia-a-dia chato...gente vuvuzela que faz barulho mas nunca diz nada...putaquilavida!
Eu conheço uma pá de gente vuvuzela.Faz um alarido louco mas nunca resolve nada nem toma atitude nenhuma.Eu trabalho num lugar onde tem uns exemplares.Aliás,eu trabalho num lugar que deveria realizar inspeção sanitária,mas precisa mesmo de inspeção de “sanidade”!
Lugar pirado,meu!
Tô de saco cheio,mesmo!
Olho prá frente e vejo a Dilma no Planalto,um próximo Big Brother,um país que não muda...um imposto compulsório prá ajudar o Brasilzão a se preparar para a Copa de 2014...
Cê tá feliz? Vai ter Copa na capital mundial da pizza,aquela mais cara do mundo!
Cê não tá feliz? Afinal, o Brasil que o PT descobriu – e mandou o Cabral para o esquecimento – tem tuberculose,Aids,gente morrendo em corredores de hospital...tem bala perdida dentro da escola e político com dinheiro nas cuecas...mas tem Copa!Cê não tá feliz? Porque?
Pô,cê nunca tá satisfeito?
Falar nisso,e acredite,é verdade – estou escutando uma porrada de vuvuzelas berrando na avenida perto de casa.Quer apostar que é carreata do PT em favor daquela “vaca” com cara de mico? Ou aquela outra que de tanto relaxar e gozar já perdeu até o senso de ridículo?
Minha cidade – que não é minha já que nasci em Sampa – vive sobre a batuta “competente” do partido dos trabalhadores.Imagina só se não vai ser um “antro” de hienas promovendo a Dilma,a Marta e um tosco da cidade que vai se candidatar a Deputado Estadual pelo “Partido do Milagre”?
Ah! Tô de saco muito cheio...mesmo!
A pobreza diminuiu! Cê não sabia? Hoje qualquer mané compra home theater,mas se precisar de remédios...fudeu!
_Vai no posto que tem!
Vai,mané,vai nessa!!
_Hoje todo mundo tem acesso ao ensino superior!
Cê já reparou o lixo de profissional que se forma hoje em dia? Tem universitário que não sabe escrever uma redação básica,e quando faz tem mais erros de português do que discurso do Lula!
Isso não é melhoria de ensino – é sucateamento da competência em favor de gráficos e governos fantasmas.Esse mesmo governo que considera o bolsa-família um avanço social.Desde quando “esmola” é avanço?
Vai se fuder,seu Lula...ensina o povo a pescar!! E se for dar alguma coisa,dê a vara de pesca,e não o peixe!
Além de tudo isso,minha cidade – eu a considero assim – tem uma “pá” de apadrinhados e cargos de confiança ligados a essa pirataria petista.Sem comentários!
[As vuvuzelas continuam! Conheço gente que deve estar lá,lambendo as calcinhas da Marta Suplicy e o saco do Prefeito,outro picareta do PT.]
Tô com “a gota”!
Mas,pô,cê esqueceu? Tem Copa!! E também Carnaval,Parada Gay,Trio Elétrico,Rodeio...
(Rodeio é assim: um evento com um monte de animais imbecis...e um touro embaixo! Isso sem citar os outros “animais imbecis” assistindo tudo isso como se fosse um espetáculo!)
Hoje eu to de rôsca!
Quem me conhece sabe que eu tô tomando cerveja,vodca e digitando com vontade de chutar o “pau da barraca”! Vou tomar um porre “no jeito”;até porque porre tem de ter hora e motivo prá ser um “bom” porre!
Porre é como uma boa trepada.Quando tem dia certo,hora certa e principalmente,pessoa certa,vira um momento inesquecível.Cê não acha? E quando for com a banheira certa...
[Conheço uma gata que faz da banheira um transatlântico.Bebo à sua homenagem!]
(Acabei de descobrir que hoje é dia de São Cristóvão,e por isso as vuvuzelas.Agora fiquei com remorso – e eu,pensando mal do “pobre PT”...)
Bom...tô indo!
Mas tô de saco na Lua...com certeza!
Brigadão pela paciência!!!
Outro dia eu falei sobre voto.Será que os brasileiros vão ,de novo,por uma tartaruga em cima de um poste?
A tartaruga em cima do poste
O gari,senhor de meia idade,era atendido na emergência do hospital.Cortara a mão num caco de vidro que alguém “esquecera” dentro de um saquinho de lixo reciclável.
Enquanto o médico suturava o corte,puxava conversa com o gari.Futebol,dinheiro,e a conversa acabou caindo no Lula mesmo!
_Ah,dotô,o Lula é igual uma tartaruga em cima de um poste.
O médico não entendeu.
_Como assim?
_Bom,respondeu o gari,é assim como você tá caminhando numa rua e de repente vê uma tartaruga em cima de um poste.
_E daí? retruca o médico.
_Daí que,explica o gari:
Voce não entende “como” ela chegou lá!
Voce não acredita que ela “possa estar lá”.
Voce sabe que ela não pode “ter subido sózinha”!
Voce sabe que,pela lógica,ela não “poderia” nem “deveria” estar lá!
Voce sabe que,enquanto estiver lá, ela não vai fazer “absolutamente nada”!
Então,concluiu, tudo que temos a fazer é descê-la de lá,e providenciar para que nunca mais suba.
Até porque, “lá em cima” definitivamente não é o seu lugar!
O gari,senhor de meia idade,era atendido na emergência do hospital.Cortara a mão num caco de vidro que alguém “esquecera” dentro de um saquinho de lixo reciclável.
Enquanto o médico suturava o corte,puxava conversa com o gari.Futebol,dinheiro,e a conversa acabou caindo no Lula mesmo!
_Ah,dotô,o Lula é igual uma tartaruga em cima de um poste.
O médico não entendeu.
_Como assim?
_Bom,respondeu o gari,é assim como você tá caminhando numa rua e de repente vê uma tartaruga em cima de um poste.
_E daí? retruca o médico.
_Daí que,explica o gari:
Voce não entende “como” ela chegou lá!
Voce não acredita que ela “possa estar lá”.
Voce sabe que ela não pode “ter subido sózinha”!
Voce sabe que,pela lógica,ela não “poderia” nem “deveria” estar lá!
Voce sabe que,enquanto estiver lá, ela não vai fazer “absolutamente nada”!
Então,concluiu, tudo que temos a fazer é descê-la de lá,e providenciar para que nunca mais suba.
Até porque, “lá em cima” definitivamente não é o seu lugar!
Nem tudo são flores ou romance.Desejo apenas que possamos de alguma forma evitar esse futuro!
IDENTIFICAÇÃO
-CÓDIGO GERAL: 88898734/0017 – 1
NOME: RICARDO G113 . CLONE MIMÉTICO CLASSE B
NASCIMENTO: 12/01/2093-NOVA SÃO PAULO – BRASIL
FUNÇÃO /CARGO: TÉCNICO NÍVEL MÉDIO EM MINIATURIZAÇÃO
PROCESSO/SERVIÇO
-IMPLANTAÇÃO DE MENSAGEM EM CARTEX TIPO BE
DISPONÍVEL NA CARGA 113397- CH PARA LEITURA EM
MULTICHIP PLASMÁTICO MIXXEX OU SIMILAR.
GRAVADO EM 2/10/2120.
Célere como o vento,a humanidade cruzou o tempo e deixou as cavernas para habitar o espaço entre as estrelas .Cresceu muito e, corrompida,converteu os frutos da própria terra em elementos de terror.
Sim,nós poluímos o ar com gases da morte; incendiamos os campos e as cidades com descargas de energia que,mais do que radiação letal,eram emanações inconscientes de insanidade.
A ultima grande bomba,a temível bomba de fusão batizada mórbidamente de Forno Solar,parece que se apagou.E deixou no ar o odor acre da destruição e da morte,como se o Inferno tivesse aflorado à superfície da Terra.Sufocante,e profundamente vazio.
De onde estou ainda vejo as últimas naves de assalto se afastando num facho de luz,com a consciencia do dever cumprido e pilotadas por algo não mais humano.Seus motores à fusão se aproximam sem ruído,feito aves de rapina numa cruzada anti-vida.
Seus pilotos são clones de combate e ciborgues,monstros biônicos que conhecem apenas a linguagem da guerra.
No centro das cidades destruídas,tropas inteiras de Mecanomos ainda lutam com os poucos soldados humanos que restaram; estes,heróis solitários de uma resistência inútil.Mecanomos são virtualmente indestrutíveis,e só irão parar quando o sol se apagar,extinguindo suas vidas artificiais e pondo um fim a uma programação de morte e loucura.
Sei bem que nós,assim como as comunidades refugiadas que restaram,não sobreviveremos aos gases.São neurodegeneradores,e não existe nenhum antídoto conhecido.
Logo tudo estará terminado para quem ficou.Os poucos módulos planetários já se foram,levando os mais ricos e os homens que criaram essa desolação.
São militares e mega empresários com seus políticos de estimação,que esperam como imbecis governar um mundo morto.
Foram todos,fugindo para os custosos e faraônicos domos orbitais,bem longe do horror que produziram.
Forço a memória e tento lembrar de estórias que ouvia quando criança.Do mundo louco e confuso,mas ainda bonito que existiu até quase metade do século passado.Um mundo onde não se imaginava as técnicas de miniaturização orgânica ou os processos hoje banais de nanotecnologia.As pessoas morriam aos milhares,em epidemias envolvendo microorganismos e cirurgias absurdas que cortavam o corpo e depois costuravam os pedaços.Era um mundo assim,com doenças e dores,mas também com flores e animais livres; estes, só os conheço de gravuras e composições virtuais.
Os habitantes da Terra somavam até oito meses atrás quase trinta bilhões de pessoas.Segundo o que se sabe das trincheiras improvisadas,somos menos de quarenta mil pessoas no planeta.Todos morreram,vítimas dos gases neurais e das termo-bombas.
Ninguém venceu.
Hoje,mais do que ousaram conceber as lendas do Apocalipse,vejo a face obscura e trágica do final da raça humana.
Hoje,cento e doze anos depois da terceira grande guerra,a chamada Guerra da Paz Final,o mundo se rende aos seus algozes,e apenas pede para chorar em paz.
Não há lágrimas,nem risos.Não há mais nada.
A última nave expressa já se foi.
Fico olhando seu facho luminoso,inaudível e brilhante,quase bonito.E antes de dormir para sempre,uma última lágrima turva minha visão e me dá a impressão de estar vendo,bem ao longe,a luminosidade promissora de uma linda estrela cadente”.
-CÓDIGO GERAL: 88898734/0017 – 1
NOME: RICARDO G113 . CLONE MIMÉTICO CLASSE B
NASCIMENTO: 12/01/2093-NOVA SÃO PAULO – BRASIL
FUNÇÃO /CARGO: TÉCNICO NÍVEL MÉDIO EM MINIATURIZAÇÃO
PROCESSO/SERVIÇO
-IMPLANTAÇÃO DE MENSAGEM EM CARTEX TIPO BE
DISPONÍVEL NA CARGA 113397- CH PARA LEITURA EM
MULTICHIP PLASMÁTICO MIXXEX OU SIMILAR.
GRAVADO EM 2/10/2120.
Célere como o vento,a humanidade cruzou o tempo e deixou as cavernas para habitar o espaço entre as estrelas .Cresceu muito e, corrompida,converteu os frutos da própria terra em elementos de terror.
Sim,nós poluímos o ar com gases da morte; incendiamos os campos e as cidades com descargas de energia que,mais do que radiação letal,eram emanações inconscientes de insanidade.
A ultima grande bomba,a temível bomba de fusão batizada mórbidamente de Forno Solar,parece que se apagou.E deixou no ar o odor acre da destruição e da morte,como se o Inferno tivesse aflorado à superfície da Terra.Sufocante,e profundamente vazio.
De onde estou ainda vejo as últimas naves de assalto se afastando num facho de luz,com a consciencia do dever cumprido e pilotadas por algo não mais humano.Seus motores à fusão se aproximam sem ruído,feito aves de rapina numa cruzada anti-vida.
Seus pilotos são clones de combate e ciborgues,monstros biônicos que conhecem apenas a linguagem da guerra.
No centro das cidades destruídas,tropas inteiras de Mecanomos ainda lutam com os poucos soldados humanos que restaram; estes,heróis solitários de uma resistência inútil.Mecanomos são virtualmente indestrutíveis,e só irão parar quando o sol se apagar,extinguindo suas vidas artificiais e pondo um fim a uma programação de morte e loucura.
Sei bem que nós,assim como as comunidades refugiadas que restaram,não sobreviveremos aos gases.São neurodegeneradores,e não existe nenhum antídoto conhecido.
Logo tudo estará terminado para quem ficou.Os poucos módulos planetários já se foram,levando os mais ricos e os homens que criaram essa desolação.
São militares e mega empresários com seus políticos de estimação,que esperam como imbecis governar um mundo morto.
Foram todos,fugindo para os custosos e faraônicos domos orbitais,bem longe do horror que produziram.
Forço a memória e tento lembrar de estórias que ouvia quando criança.Do mundo louco e confuso,mas ainda bonito que existiu até quase metade do século passado.Um mundo onde não se imaginava as técnicas de miniaturização orgânica ou os processos hoje banais de nanotecnologia.As pessoas morriam aos milhares,em epidemias envolvendo microorganismos e cirurgias absurdas que cortavam o corpo e depois costuravam os pedaços.Era um mundo assim,com doenças e dores,mas também com flores e animais livres; estes, só os conheço de gravuras e composições virtuais.
Os habitantes da Terra somavam até oito meses atrás quase trinta bilhões de pessoas.Segundo o que se sabe das trincheiras improvisadas,somos menos de quarenta mil pessoas no planeta.Todos morreram,vítimas dos gases neurais e das termo-bombas.
Ninguém venceu.
Hoje,mais do que ousaram conceber as lendas do Apocalipse,vejo a face obscura e trágica do final da raça humana.
Hoje,cento e doze anos depois da terceira grande guerra,a chamada Guerra da Paz Final,o mundo se rende aos seus algozes,e apenas pede para chorar em paz.
Não há lágrimas,nem risos.Não há mais nada.
A última nave expressa já se foi.
Fico olhando seu facho luminoso,inaudível e brilhante,quase bonito.E antes de dormir para sempre,uma última lágrima turva minha visão e me dá a impressão de estar vendo,bem ao longe,a luminosidade promissora de uma linda estrela cadente”.
Água,Terra,Fogo e Ar - os...Elementais!
QUATRO ELEMENTOS
Esse sentimento...
Esse sentimento deve ter sido criado na aurora do mundo.E deve ter sido forjado ao mesmo tempo que as forças primordiais da Natureza,que no ínicio dos tempos eram apenas quatro:
Água - dos rios,dos lagos,dos oceanos...água que corre nas veias e umedece os olhos,
que brota nos oásis e nas mais altas montanhas.Esse sentimento é irmão da água,pois é
manso como uma lagoa escondida,é cheio de vida e cor como uma cascata,é imponente
como uma tempestade...destrutivo e vital.Quando é do mar,salga a boca e faz arder o peito e as feridas;quando é dos rios é refrescante e doce,lava os olhos e mitiga a sede.
Fogo – plasma estelar que aquece a vida na forma de bilhões de pequenas lampadas
penduradas no céu da noite.Esse sentimento também é irmão do fogo,pois é abrasador
como um ferro candente,e às vezes é cálido e confortável como um útero materno.
Esse parentesco com o fogo deu ao sentimento o poder de gerar a vida,alimentar e aquecer;e o poder de incendiar o coração e tocar o espírito.O fogo é,dos remédios,o mais doloroso,mas é o único que cauteriza e limpa a alma.
Ar – ar que circunda todo o planeta como um manto invísivel de vida...calor e frio,
cobertor e orvalho.Esse sentimento também é irmão do ar e das formas que ele assume.
Como o ar,penetra em todos os recantos da natureza,preenche os pulmões e refrigera os
sentidos.Quando sereno,sob a forma de uma suave brisa,embala as flores,carrega o pólen e norteia a navegação das borboletas.Quando furioso,sob o formato de um furacão,deita por terra o que se construiu e o que se plantou.
E,finalmente,Terra – a terra que gera alimentos e gemas preciosas;que é a mesma
nos altos picos gelados e nas profundezas oceânicas.Pois esse sentimento também tem
como irmã a Terra,e com ela se parece quando faz crescer a relva que a cobre fresca e
jovem.Como na Terra,é nele que os trigais amadurecem,crescem as frutas e as flores do
campo.Como a Terra,também chora com seus olhos vulcânicos,e se agita em terremotos e
tremores repentinos.
Assim como seus irmãos elementais,esse sentimento não é eterno,nem invulnerável.Vive,transforma-se, pulsa interagindo com o todo como um componente real da essencia.
Sua existência é incontestável,sua verdade é pura e seu dia-a-dia é rico em pensamentos.
Esse sentimento eu conheço bem...coincidentemente vejo-o todos os dias,no
brilho dos seus olhos e no despertar do seu sorriso...
Esse sentimento...
Esse sentimento deve ter sido criado na aurora do mundo.E deve ter sido forjado ao mesmo tempo que as forças primordiais da Natureza,que no ínicio dos tempos eram apenas quatro:
Água - dos rios,dos lagos,dos oceanos...água que corre nas veias e umedece os olhos,
que brota nos oásis e nas mais altas montanhas.Esse sentimento é irmão da água,pois é
manso como uma lagoa escondida,é cheio de vida e cor como uma cascata,é imponente
como uma tempestade...destrutivo e vital.Quando é do mar,salga a boca e faz arder o peito e as feridas;quando é dos rios é refrescante e doce,lava os olhos e mitiga a sede.
Fogo – plasma estelar que aquece a vida na forma de bilhões de pequenas lampadas
penduradas no céu da noite.Esse sentimento também é irmão do fogo,pois é abrasador
como um ferro candente,e às vezes é cálido e confortável como um útero materno.
Esse parentesco com o fogo deu ao sentimento o poder de gerar a vida,alimentar e aquecer;e o poder de incendiar o coração e tocar o espírito.O fogo é,dos remédios,o mais doloroso,mas é o único que cauteriza e limpa a alma.
Ar – ar que circunda todo o planeta como um manto invísivel de vida...calor e frio,
cobertor e orvalho.Esse sentimento também é irmão do ar e das formas que ele assume.
Como o ar,penetra em todos os recantos da natureza,preenche os pulmões e refrigera os
sentidos.Quando sereno,sob a forma de uma suave brisa,embala as flores,carrega o pólen e norteia a navegação das borboletas.Quando furioso,sob o formato de um furacão,deita por terra o que se construiu e o que se plantou.
E,finalmente,Terra – a terra que gera alimentos e gemas preciosas;que é a mesma
nos altos picos gelados e nas profundezas oceânicas.Pois esse sentimento também tem
como irmã a Terra,e com ela se parece quando faz crescer a relva que a cobre fresca e
jovem.Como na Terra,é nele que os trigais amadurecem,crescem as frutas e as flores do
campo.Como a Terra,também chora com seus olhos vulcânicos,e se agita em terremotos e
tremores repentinos.
Assim como seus irmãos elementais,esse sentimento não é eterno,nem invulnerável.Vive,transforma-se, pulsa interagindo com o todo como um componente real da essencia.
Sua existência é incontestável,sua verdade é pura e seu dia-a-dia é rico em pensamentos.
Esse sentimento eu conheço bem...coincidentemente vejo-o todos os dias,no
brilho dos seus olhos e no despertar do seu sorriso...
24 julho 2010
Este texto na realidade faz parte de uma carta que enviei à minha filha por ocasião do seu aniversário.Sei que ela não se magoará se eu publicar apenas essa parte do carta!É que eu gostei do texto.
É impossível não percebermos as mudanças radicais de valores pelas quais o mundo,está passando.
Esses últimos sessenta anos tem jogado na mesa todas as cartas que a sociedade sempre possuiu,embora as mantivesse convenientemente escondidas.
Valores como casamento,família,religiosidade e seu contraponto,a ciência;sem falar em células-tronco,aborto e sexualidade,todos estiveram na berlinda e puderam ser vivenciados com relativa liberdade (quando eu era criança,bunda era “palavrão”,e gay,um termo moderno,era coisa para ficar escondido).
Olho os jornais diáriamente e percebo,pasmo às vezes,casos Nardoni misturados a paradas gay,com uma dose de corrupção política e outra pitada de seqüestros covardes – e tudo isso costurado e temperado com futebol e mulheres - melancia.
As pessoas lêem essas páginas com a mesma indiferença com que,minutos depois,tomam um café e acendem seu maldito cigarro,a despeito de morrerem milhões todos os anos com esse vício.
Me choca como estamos nos tornando insensíveis.As pessoas que morrem em terremotos e atentados não são menos pessoas do que nós apenas por se encontrarem a 15.000 Km de distância!
Essa preleção toda talvez seja para falar sobre relacionamentos.
Muita coisa efetivamente mudou.
Voce sabia que,na sociedade ocidental,25% das famílias são compostas de 1 pessoa só?
A 100 anos,eram 8%.E a 200 anos,0%.
Estamos mais sós? Francamente, eu penso que não!
A definição de relacionamento ( e de família) mudou muito.Salvo entre as camadas de menor cultura,estar só não é mais estigmatizado como antigamente.Porque a 40 anos atrás,uma mulher só ficava só se ninguém a quisesse.E era, às vezes,até humilhante!
A 40 anos mulheres separadas “não prestavam”.
A 40 anos,jovens deviam respeitar os mais velhos mesmo que não fossem,eles os jovens,respeitados.
Criança apanhava (bem,infelizmente isso não mudou muito),não tinha opinião e devia calar a boca quando um adulto falava.
Não se admitia alguém optar por ser só.
Não se admitia casar sem ter filhos.Aliás,não se admitia casar sem “papel passado”!
[Eu tinha um tio e uma tia que não tiveram filhos por problemas de ordem fisiológica.Apesar de serem felizes todo mundo dizia que,para eles ,a felicidade era impossível,pois não eram “completos”.Olhavam para eles quase como “deficientes”!]
Mas o que eu quero mesmo te dizer é que,apesar de todos os problemas,penso que as pessoas estão desenvolvendo uma nova visão do “estar junto”.
O senso de posse não tem mais espaço nesse mundo novo.As crises de ciúme tornaram-se,no mínimo,bregas.Como fumar,tomar altas bebedeiras ou cuspir no chão!
As pessoas estão aprimorando o desejo de trilhar seus próprios caminhos,seja intimamente,profissionalmente,sexualmente ou se lá mais o quê.
Estamos gradativamente conquistando o direito a escolhas verdadeiras,sem o crivo dos pais ou da sociedade em geral.
Hoje qualquer pessoa sensata entende que a meta da vida não é casar,ter filhos,ganhar dinheiro e passar os anos ciente do dever cumprido,para enfim morrer com dignidade (o que há de digno em morrer? Me explica!).
A meta é ser voce!
E isso não significa abdicar do convívio,ou mesmo do amor.
Um casal não precisa ser “dependente” um do outro.Um casal precisa apenas saber que,quando necessário,não estará só.E quando não for,também!
O ideal romântico de “duas metades”que se completam já não faz tanto sentido.Afinal,ninguém existe pela metade.
As pessoas não precisam se amalgamar para serem felizes.Basta andarem lado a lado.
A palavra da vez é PARCERIA.
Percebe-se portanto como é importante que esses novos ventos de compreensão ventilem os meios familiares e afetivos,sempre tendo em foco o respeito à individualidade e ao arbítrio.
[Você já reparou que os pais em geral querem que os filhos estudem – tem que ter diploma,não importa do que – sejam independentes ,mas não muito;sejam heterossexuais,não tenham vícios nem façam tatuagens,bebam só socialmente e cuidem deles quando ficarem gagás? E se você resolver ser mergulhadora de plataforma submarina,gay,ativista política e tatuar o Che Guevara na bunda – e de quebra resolver morar com uma maratonista...em Nairóbi?
Para muita gente,filho ainda é projeto,percebe? E um projeto “quadrado” e sem direito a “imprevistos”.]
Eu sempre acreditei que o indivíduo tem,em suas escolhas,uma indelével impressão digital.
Como também acredito que tenhamos um leque enorme de possibilidades,e até por isso precisemos pesar muito o que fazemos.
Voce pode até arrancar o prego da madeira,mas o buraco fica.
[Isso... se chama conseqüência! Convém pensar antes de pregá-lo!]
Acho que essa é uma das razões pelo qual penso que precisamos,tanto quanto pudermos,sermos nós mesmos.
Suas escolhas,além de dizerem “quem” você é,também estenderão reflexos que podem influir em sua vida inteira,tanto para bem quanto para mal.
E esse é um bom jeito de definir uma pessoa:
_Afinal,quem é você?
_Eu sou...minhas escolhas!
Sabe,eu nunca fui “politicamente correto”.Na verdade,acho essas pessoas com ares de escoteiro um bando de chatos.
[Meu pai me dizia sempre:_Desconfie de sujeitos certinhos que não bebem,não fumam; não transgridem nada nem falam palavrão.Provavelmente são infelizes,e pessoas infelizes são perigosas!]
Já fui jovem também,e por isso mesmo genioso e com jeito de que “sabe tudo”.
Por conta disso perdi algumas oportunidades de trabalho e até afetivas.
Fazer o quê? Arrepender-se não adianta.Resolvi aprender.
Porque existem algumas frases que eu não suporto escutar:
_Eu não te disse?
_Ah!se eu tivesse feito diferente...
_Se eu fosse voce...(essa é irritante!)
_Eu sabia que ia dar nisso!!
_Eu bem que te avisei...
Essas frases com ares propedeutas são,no mínimo,descabidas.
Cada um tem seu próprio Tao (do Taoísmo,caminho).E encontrá-lo não significa ir de encontro aos anseios de seus pais,amigos ou companheiros.Na jornada difícil da busca do Tao,sempre aparece alguém para te dizer – eu não faria isso se fosse você (olha a frase aí!)!
Ou então – esse cara não serve prá você!Ou ainda – esse seu trabalho não dá dinheiro (essa é medonha!Trabalho tem que dar prazer,antes de tudo!)!
Novamente – a meta é ser você,e esse,acredite,é o começo da realização.Porque o Tao,meu bem,nunca termina.Para o Taoísmo,o segredo é descobrir a porta que abre o seu caminho,que é só seu!
É impossível não percebermos as mudanças radicais de valores pelas quais o mundo,está passando.
Esses últimos sessenta anos tem jogado na mesa todas as cartas que a sociedade sempre possuiu,embora as mantivesse convenientemente escondidas.
Valores como casamento,família,religiosidade e seu contraponto,a ciência;sem falar em células-tronco,aborto e sexualidade,todos estiveram na berlinda e puderam ser vivenciados com relativa liberdade (quando eu era criança,bunda era “palavrão”,e gay,um termo moderno,era coisa para ficar escondido).
Olho os jornais diáriamente e percebo,pasmo às vezes,casos Nardoni misturados a paradas gay,com uma dose de corrupção política e outra pitada de seqüestros covardes – e tudo isso costurado e temperado com futebol e mulheres - melancia.
As pessoas lêem essas páginas com a mesma indiferença com que,minutos depois,tomam um café e acendem seu maldito cigarro,a despeito de morrerem milhões todos os anos com esse vício.
Me choca como estamos nos tornando insensíveis.As pessoas que morrem em terremotos e atentados não são menos pessoas do que nós apenas por se encontrarem a 15.000 Km de distância!
Essa preleção toda talvez seja para falar sobre relacionamentos.
Muita coisa efetivamente mudou.
Voce sabia que,na sociedade ocidental,25% das famílias são compostas de 1 pessoa só?
A 100 anos,eram 8%.E a 200 anos,0%.
Estamos mais sós? Francamente, eu penso que não!
A definição de relacionamento ( e de família) mudou muito.Salvo entre as camadas de menor cultura,estar só não é mais estigmatizado como antigamente.Porque a 40 anos atrás,uma mulher só ficava só se ninguém a quisesse.E era, às vezes,até humilhante!
A 40 anos mulheres separadas “não prestavam”.
A 40 anos,jovens deviam respeitar os mais velhos mesmo que não fossem,eles os jovens,respeitados.
Criança apanhava (bem,infelizmente isso não mudou muito),não tinha opinião e devia calar a boca quando um adulto falava.
Não se admitia alguém optar por ser só.
Não se admitia casar sem ter filhos.Aliás,não se admitia casar sem “papel passado”!
[Eu tinha um tio e uma tia que não tiveram filhos por problemas de ordem fisiológica.Apesar de serem felizes todo mundo dizia que,para eles ,a felicidade era impossível,pois não eram “completos”.Olhavam para eles quase como “deficientes”!]
Mas o que eu quero mesmo te dizer é que,apesar de todos os problemas,penso que as pessoas estão desenvolvendo uma nova visão do “estar junto”.
O senso de posse não tem mais espaço nesse mundo novo.As crises de ciúme tornaram-se,no mínimo,bregas.Como fumar,tomar altas bebedeiras ou cuspir no chão!
As pessoas estão aprimorando o desejo de trilhar seus próprios caminhos,seja intimamente,profissionalmente,sexualmente ou se lá mais o quê.
Estamos gradativamente conquistando o direito a escolhas verdadeiras,sem o crivo dos pais ou da sociedade em geral.
Hoje qualquer pessoa sensata entende que a meta da vida não é casar,ter filhos,ganhar dinheiro e passar os anos ciente do dever cumprido,para enfim morrer com dignidade (o que há de digno em morrer? Me explica!).
A meta é ser voce!
E isso não significa abdicar do convívio,ou mesmo do amor.
Um casal não precisa ser “dependente” um do outro.Um casal precisa apenas saber que,quando necessário,não estará só.E quando não for,também!
O ideal romântico de “duas metades”que se completam já não faz tanto sentido.Afinal,ninguém existe pela metade.
As pessoas não precisam se amalgamar para serem felizes.Basta andarem lado a lado.
A palavra da vez é PARCERIA.
Percebe-se portanto como é importante que esses novos ventos de compreensão ventilem os meios familiares e afetivos,sempre tendo em foco o respeito à individualidade e ao arbítrio.
[Você já reparou que os pais em geral querem que os filhos estudem – tem que ter diploma,não importa do que – sejam independentes ,mas não muito;sejam heterossexuais,não tenham vícios nem façam tatuagens,bebam só socialmente e cuidem deles quando ficarem gagás? E se você resolver ser mergulhadora de plataforma submarina,gay,ativista política e tatuar o Che Guevara na bunda – e de quebra resolver morar com uma maratonista...em Nairóbi?
Para muita gente,filho ainda é projeto,percebe? E um projeto “quadrado” e sem direito a “imprevistos”.]
Eu sempre acreditei que o indivíduo tem,em suas escolhas,uma indelével impressão digital.
Como também acredito que tenhamos um leque enorme de possibilidades,e até por isso precisemos pesar muito o que fazemos.
Voce pode até arrancar o prego da madeira,mas o buraco fica.
[Isso... se chama conseqüência! Convém pensar antes de pregá-lo!]
Acho que essa é uma das razões pelo qual penso que precisamos,tanto quanto pudermos,sermos nós mesmos.
Suas escolhas,além de dizerem “quem” você é,também estenderão reflexos que podem influir em sua vida inteira,tanto para bem quanto para mal.
E esse é um bom jeito de definir uma pessoa:
_Afinal,quem é você?
_Eu sou...minhas escolhas!
Sabe,eu nunca fui “politicamente correto”.Na verdade,acho essas pessoas com ares de escoteiro um bando de chatos.
[Meu pai me dizia sempre:_Desconfie de sujeitos certinhos que não bebem,não fumam; não transgridem nada nem falam palavrão.Provavelmente são infelizes,e pessoas infelizes são perigosas!]
Já fui jovem também,e por isso mesmo genioso e com jeito de que “sabe tudo”.
Por conta disso perdi algumas oportunidades de trabalho e até afetivas.
Fazer o quê? Arrepender-se não adianta.Resolvi aprender.
Porque existem algumas frases que eu não suporto escutar:
_Eu não te disse?
_Ah!se eu tivesse feito diferente...
_Se eu fosse voce...(essa é irritante!)
_Eu sabia que ia dar nisso!!
_Eu bem que te avisei...
Essas frases com ares propedeutas são,no mínimo,descabidas.
Cada um tem seu próprio Tao (do Taoísmo,caminho).E encontrá-lo não significa ir de encontro aos anseios de seus pais,amigos ou companheiros.Na jornada difícil da busca do Tao,sempre aparece alguém para te dizer – eu não faria isso se fosse você (olha a frase aí!)!
Ou então – esse cara não serve prá você!Ou ainda – esse seu trabalho não dá dinheiro (essa é medonha!Trabalho tem que dar prazer,antes de tudo!)!
Novamente – a meta é ser você,e esse,acredite,é o começo da realização.Porque o Tao,meu bem,nunca termina.Para o Taoísmo,o segredo é descobrir a porta que abre o seu caminho,que é só seu!
21 julho 2010
A Lilian não existe...ou será que sim?Mas o Romantismo é real,faz falta e carece de grandes lembranças...
Querida Lilian,
Estou aqui novamente,escrevendo-te como se as letras pudessem minimizar a distância,e consequentemente,a saudade.
Lembro-me querendo esquecer – a nossa última briga.
Nem foi exatamente uma briga,mas não posso e não devo dar-me ao luxo de esquecê-la.Sinceramente,não entendi a tal “falta de romantismo”.
Voce insistiu,insistiu;e eu lá,procurando significado em uma “queixa” sem propósito.
Até agora,meu bem...até agora.
Ontem à noite,tentando conciliar o sono,só tinha ouvidos para o canto dissonante de um galanteador suspeito – um gato negro como ébano,enamorado que estava por minha gatinha de estimação.
Antes irritado,logo fui percebendo a magia daquela serenata um tanto desafinada,mas repleta do seu tão falado “romantismo”.
Alheio à opinião do mundo,o gato declarava suas intenções com a audácia e o despreendimento dos jovens,enquanto dentro de casa minha gatinha aguçava os sentidos e quase com desprezo continuava ali, deitada ao meu lado.
Parecia querer colocar-se na posição da “donzela difícil”,e forçar seu pretendente a declarar seu amor mais e mais alto,como toda mulher que se preza aprecia.
Ah! meu amor;que mulher não se enleva quando um homem declara sua paixão para que todo mundo ouça!
É o tal do romantismo,presumo.Aquele,do qual você me segredou sentir falta;e eu sequer entendi,meu bem...e sinto muito.
Enquanto pensava em como esse tal de romantismo vai aos poucos desaparecendo do mundo,imaginava nosso infante galanteador empunhando uma bela guitarra espanhola,e ao som de seus miados profundos destilando uma pungente melodia de paixão e – por que não – com o erotismo dos beijos de Rodolfo Valentino.
Que mulher se furtava a um arrepio quando,no início do séc.XX,esse saudoso ator do cinema mudo era um sheik de hábitos brutos e lábios “calientes” ?
Nesse mundo travestido de modernidade,os suspiros se perderam na lembrança,o tal romantismo não tem espaço,e um certo restaurante em Casablanca despediu seu pianista inesquecível.
Ainda entoando seu melancólico arranjo,o gato apaixonado me lembrou que à muito tempo não canto para você,nem declaro meu amor,nem exponho meus sentimentos sem pudor nem limitações.
Enquanto ele cantava,observava minha gatinha.Enlevada,com ares de desdém,ela espera apenas que o mundo todo saiba que seu amante é também seu amor,para aí sim permitir-se a entrega...e a paixão!
Como somos tolos,meu bem.E como vivemos num mundo estranho,onde se conversa através de um teclado,onde o estar apaixonado é quase embaraçoso.
John Lennon já dizia que “vivemos num mundo onde não se pode demonstrar o amor,nem mesmo mostrar o amor;mas a violência está aí,exposta para que todo mundo a veja!”
Não quero fazer parte dessa triste constatação.
Nem preciso ser um gato para reconhecer que o romantismo ainda existe.
Ele está aqui,lá fora...em todos os lugares.
O romantismo não é um ato,uma flor,ou mesmo uma serenata embaixo de uma janela.Ele é vida,é totalidade...é o dia-a-dia que reflete a confiança nos próprios sentimentos.
E agora entendo que podemos vivê-lo em todas as coisas.Não é uma idéia que está presente apenas entre dois amantes.Ele é parte de nós,existe em cada situação onde o sentimento – de qualquer natureza – está presente.
Ele só precisa de espaço!
Me despeço de você com a saudade e a lembrança de um provérbio tuaregue
que diz:
“Tentar sufocar a saudade de quem se ama é como tentar matar a sede com areia.”
Ricardo
Estou aqui novamente,escrevendo-te como se as letras pudessem minimizar a distância,e consequentemente,a saudade.
Lembro-me querendo esquecer – a nossa última briga.
Nem foi exatamente uma briga,mas não posso e não devo dar-me ao luxo de esquecê-la.Sinceramente,não entendi a tal “falta de romantismo”.
Voce insistiu,insistiu;e eu lá,procurando significado em uma “queixa” sem propósito.
Até agora,meu bem...até agora.
Ontem à noite,tentando conciliar o sono,só tinha ouvidos para o canto dissonante de um galanteador suspeito – um gato negro como ébano,enamorado que estava por minha gatinha de estimação.
Antes irritado,logo fui percebendo a magia daquela serenata um tanto desafinada,mas repleta do seu tão falado “romantismo”.
Alheio à opinião do mundo,o gato declarava suas intenções com a audácia e o despreendimento dos jovens,enquanto dentro de casa minha gatinha aguçava os sentidos e quase com desprezo continuava ali, deitada ao meu lado.
Parecia querer colocar-se na posição da “donzela difícil”,e forçar seu pretendente a declarar seu amor mais e mais alto,como toda mulher que se preza aprecia.
Ah! meu amor;que mulher não se enleva quando um homem declara sua paixão para que todo mundo ouça!
É o tal do romantismo,presumo.Aquele,do qual você me segredou sentir falta;e eu sequer entendi,meu bem...e sinto muito.
Enquanto pensava em como esse tal de romantismo vai aos poucos desaparecendo do mundo,imaginava nosso infante galanteador empunhando uma bela guitarra espanhola,e ao som de seus miados profundos destilando uma pungente melodia de paixão e – por que não – com o erotismo dos beijos de Rodolfo Valentino.
Que mulher se furtava a um arrepio quando,no início do séc.XX,esse saudoso ator do cinema mudo era um sheik de hábitos brutos e lábios “calientes” ?
Nesse mundo travestido de modernidade,os suspiros se perderam na lembrança,o tal romantismo não tem espaço,e um certo restaurante em Casablanca despediu seu pianista inesquecível.
Ainda entoando seu melancólico arranjo,o gato apaixonado me lembrou que à muito tempo não canto para você,nem declaro meu amor,nem exponho meus sentimentos sem pudor nem limitações.
Enquanto ele cantava,observava minha gatinha.Enlevada,com ares de desdém,ela espera apenas que o mundo todo saiba que seu amante é também seu amor,para aí sim permitir-se a entrega...e a paixão!
Como somos tolos,meu bem.E como vivemos num mundo estranho,onde se conversa através de um teclado,onde o estar apaixonado é quase embaraçoso.
John Lennon já dizia que “vivemos num mundo onde não se pode demonstrar o amor,nem mesmo mostrar o amor;mas a violência está aí,exposta para que todo mundo a veja!”
Não quero fazer parte dessa triste constatação.
Nem preciso ser um gato para reconhecer que o romantismo ainda existe.
Ele está aqui,lá fora...em todos os lugares.
O romantismo não é um ato,uma flor,ou mesmo uma serenata embaixo de uma janela.Ele é vida,é totalidade...é o dia-a-dia que reflete a confiança nos próprios sentimentos.
E agora entendo que podemos vivê-lo em todas as coisas.Não é uma idéia que está presente apenas entre dois amantes.Ele é parte de nós,existe em cada situação onde o sentimento – de qualquer natureza – está presente.
Ele só precisa de espaço!
Me despeço de você com a saudade e a lembrança de um provérbio tuaregue
que diz:
“Tentar sufocar a saudade de quem se ama é como tentar matar a sede com areia.”
Ricardo
Esse texto é inspirado num livro Espirita.Captei alguns elementos,e o compus...
Numa estrela não tão distante... 25.3.09
Para quem conhece a matéria,sabe que Capela é uma estrela não tão distante.
E sabe também que ela possui um planeta semelhante à Terra,habitada por seres humanóides muito parecidos conosco.E também sabe que Capela intercambia seres espirituais com a Terra a milhares de anos.
Foi lá que conheci Sherak,minha musa...e meu sonho distante.
Nem sei quantos anos no futuro isso aconteceu.É,eu disse futuro.
As pessoas pensam em outras vidas como se tivessem acontecido apenas no passado,mas esquecem que as leis físicas que favorecem a noção de tempo são aplicáveis a exatamente isso – corpos físicos.
Tempo é um conceito relativista,e a Mecânica Quântica o define com razoável simplicidade.
Mas,voltando às minhas lembranças...
Parece que ainda a vejo,bela como eram as manhãs dos Sóis duplos de Capela.
Seu caráter forte,inda que inconstante.
Sua busca eterna.
Me lembro que Sherak era alguém que,durante uma vida inteira,fez perguntas.Parecia que,de verdade,nunca tivesse estado realmente satisfeita.E de certo modo eu me identificava com ela.
Por não aceitar muito bem os dogmas impostos pela sociedade,sempre me vi perguntando a mim mesmo se tudo que me cerca é palpável;se tudo que fazemos e vivemos é relevante e real.
E eu a amava,de certa forma.Por vezes era um amor de pele,e quando seus olhos me fitavam mal continha meu desejo de tê-la como uma amante fugidia.
Outras vezes era um amor quase platônico,e eu compactuava de suas meninices sem que ela sequer percebesse.
Me divertia sabendo que ela era assim,docemente imperfeita,e isso me fazia quere-la mais,sem propriedade nem posse...simplesmente um querer descompromissado e leve.
Sherak era um sonho,distante e próximo,meu e de todos.
Me lembro das muitas facetas de sua personalidade.Era todos,e ao mesmo tempo ninguém.Seu atrativo maior era essa multiplicidade quase natural,embora eu soubesse que sua segurança às vezes era o estandarte do seu medo.
E eu não podia me furtar a conhecer Sherak.Aos meus olhos ela sempre seria translúcida,inda que nunca transparente.
A transparência não é algo que se deva permitir a outra pessoa.
Todos,invariávelmente,carregam dentro de si uma “pérola” íntima,que deve ser só sua.
O que vale dizer que todos tem algo que jamais dividem com outrem ,posto que é exatamente isso – íntimo.É a “pérola”,tesouro que nos fortalece por ser único e pessoal,e diferente de todas as pérolas do Universo.
Embora fosse bela,e tivesse a dedicação de muitos,Sherak nunca encontrou um amor de verdade;ou talvez nunca tenha se permitido amar com descompromisso e liberdade.
E eu penso que liberdade é pré-requisito do amor.
Para se amar ,é preciso ser livre.
O amor,quando vinculado ou condicionado, projeta as sombras de um cárcere.
Escrevo tudo isso porque,em algum lugar ou tempo,talvez Sherak possa ler essas linhas breves.
Talvez se lembre de mim;talvez se lembre de si mesma em outras “viagens”!
E talvez se lembre de alguém que a admirava como ela realmente era,numa estrela não tão distante conhecida como ...Capela.
R
Para quem conhece a matéria,sabe que Capela é uma estrela não tão distante.
E sabe também que ela possui um planeta semelhante à Terra,habitada por seres humanóides muito parecidos conosco.E também sabe que Capela intercambia seres espirituais com a Terra a milhares de anos.
Foi lá que conheci Sherak,minha musa...e meu sonho distante.
Nem sei quantos anos no futuro isso aconteceu.É,eu disse futuro.
As pessoas pensam em outras vidas como se tivessem acontecido apenas no passado,mas esquecem que as leis físicas que favorecem a noção de tempo são aplicáveis a exatamente isso – corpos físicos.
Tempo é um conceito relativista,e a Mecânica Quântica o define com razoável simplicidade.
Mas,voltando às minhas lembranças...
Parece que ainda a vejo,bela como eram as manhãs dos Sóis duplos de Capela.
Seu caráter forte,inda que inconstante.
Sua busca eterna.
Me lembro que Sherak era alguém que,durante uma vida inteira,fez perguntas.Parecia que,de verdade,nunca tivesse estado realmente satisfeita.E de certo modo eu me identificava com ela.
Por não aceitar muito bem os dogmas impostos pela sociedade,sempre me vi perguntando a mim mesmo se tudo que me cerca é palpável;se tudo que fazemos e vivemos é relevante e real.
E eu a amava,de certa forma.Por vezes era um amor de pele,e quando seus olhos me fitavam mal continha meu desejo de tê-la como uma amante fugidia.
Outras vezes era um amor quase platônico,e eu compactuava de suas meninices sem que ela sequer percebesse.
Me divertia sabendo que ela era assim,docemente imperfeita,e isso me fazia quere-la mais,sem propriedade nem posse...simplesmente um querer descompromissado e leve.
Sherak era um sonho,distante e próximo,meu e de todos.
Me lembro das muitas facetas de sua personalidade.Era todos,e ao mesmo tempo ninguém.Seu atrativo maior era essa multiplicidade quase natural,embora eu soubesse que sua segurança às vezes era o estandarte do seu medo.
E eu não podia me furtar a conhecer Sherak.Aos meus olhos ela sempre seria translúcida,inda que nunca transparente.
A transparência não é algo que se deva permitir a outra pessoa.
Todos,invariávelmente,carregam dentro de si uma “pérola” íntima,que deve ser só sua.
O que vale dizer que todos tem algo que jamais dividem com outrem ,posto que é exatamente isso – íntimo.É a “pérola”,tesouro que nos fortalece por ser único e pessoal,e diferente de todas as pérolas do Universo.
Embora fosse bela,e tivesse a dedicação de muitos,Sherak nunca encontrou um amor de verdade;ou talvez nunca tenha se permitido amar com descompromisso e liberdade.
E eu penso que liberdade é pré-requisito do amor.
Para se amar ,é preciso ser livre.
O amor,quando vinculado ou condicionado, projeta as sombras de um cárcere.
Escrevo tudo isso porque,em algum lugar ou tempo,talvez Sherak possa ler essas linhas breves.
Talvez se lembre de mim;talvez se lembre de si mesma em outras “viagens”!
E talvez se lembre de alguém que a admirava como ela realmente era,numa estrela não tão distante conhecida como ...Capela.
R
Quando escrevi esse texto,acho que me inspirei em muitas pessoas.Voce nunca sentiu-se assim?
Manhã sem cor
Hoje é um dia desesperançado.O amanhecer,quase lúgubre,se arrasta por longas horas – o Sol,ao que parece,também não acordou feliz...
Porque será que há dias em que despertar parece uma obrigação? Dias que começam modorrentos e sem cor,como se nem dia fosse,mas uma paródia do futuro presente?
Porque será que há manhãs que não nos inspiram nada,além da mera sensação de sobre-vivência? E nas quais nos vemos sem força nem fraqueza,nem indo nem vindo...apenas sabendo que estamos lá – ou será que estamos aqui?
Não consigo evitar essa estranha sensação de fatalidade.O corpo pesa tanto quanto a mente,e se move lento como lentos são meus pensamentos,tanto quanto improdutivos.
E paira no ar aquela estranha impressão de que,se pouco falar,já terá sido muito.Se nada falar ,talvez consiga não estremecer o delicado e bizarro conjunto de emoções apáticas que geraram essa manhã.
Na rudeza quase ingênua desse estado de espírito,sinto-me frágil; e parece que o trovejar inaudível do balé de uma borboleta é suficiente para me fazer...chorar...
Em dias como hoje, lágrimas não parecem suficientes, tanto quanto são inúteis.Risos são apenas uma possibilidade, e ainda assim, também inúteis.
Em dias como hoje, lembro-me de você e de como enfrenta essas sensações.Como lidar com essa impressão de se estar “congelado” no tempo e espaço,fraco demais para ser feliz...fraco demais para ser infeliz...inércia...?
Tenho vontade de não ver nada nem ninguém,e tenho também a necessidade do ombro amado.Tenho fome, mas acho entediante comer.Não quero trabalhar,mas talvez seja melhor que o faça. O eco de mim mesmo incomoda e reforça meu cansaço!
Tenho vontade de estar só, mas a solidão me lembra um grito no interior de uma caverna, ecoando milhares de vezes sem chegar a lugar nenhum.
Sinto sua falta com uma dor quase física. A ausência da sua voz parece potencializar a sensação de vazio à minha volta.Sinto seu cheiro nos travesseiros como parece que sinto em meu corpo...o sal do seu suor ainda tempera minha boca e meus devaneios...agora quase consegui lembrar meu nome...
Ou teu nome...nem sei...
Onde estou?
Ricardo
Hoje é um dia desesperançado.O amanhecer,quase lúgubre,se arrasta por longas horas – o Sol,ao que parece,também não acordou feliz...
Porque será que há dias em que despertar parece uma obrigação? Dias que começam modorrentos e sem cor,como se nem dia fosse,mas uma paródia do futuro presente?
Porque será que há manhãs que não nos inspiram nada,além da mera sensação de sobre-vivência? E nas quais nos vemos sem força nem fraqueza,nem indo nem vindo...apenas sabendo que estamos lá – ou será que estamos aqui?
Não consigo evitar essa estranha sensação de fatalidade.O corpo pesa tanto quanto a mente,e se move lento como lentos são meus pensamentos,tanto quanto improdutivos.
E paira no ar aquela estranha impressão de que,se pouco falar,já terá sido muito.Se nada falar ,talvez consiga não estremecer o delicado e bizarro conjunto de emoções apáticas que geraram essa manhã.
Na rudeza quase ingênua desse estado de espírito,sinto-me frágil; e parece que o trovejar inaudível do balé de uma borboleta é suficiente para me fazer...chorar...
Em dias como hoje, lágrimas não parecem suficientes, tanto quanto são inúteis.Risos são apenas uma possibilidade, e ainda assim, também inúteis.
Em dias como hoje, lembro-me de você e de como enfrenta essas sensações.Como lidar com essa impressão de se estar “congelado” no tempo e espaço,fraco demais para ser feliz...fraco demais para ser infeliz...inércia...?
Tenho vontade de não ver nada nem ninguém,e tenho também a necessidade do ombro amado.Tenho fome, mas acho entediante comer.Não quero trabalhar,mas talvez seja melhor que o faça. O eco de mim mesmo incomoda e reforça meu cansaço!
Tenho vontade de estar só, mas a solidão me lembra um grito no interior de uma caverna, ecoando milhares de vezes sem chegar a lugar nenhum.
Sinto sua falta com uma dor quase física. A ausência da sua voz parece potencializar a sensação de vazio à minha volta.Sinto seu cheiro nos travesseiros como parece que sinto em meu corpo...o sal do seu suor ainda tempera minha boca e meus devaneios...agora quase consegui lembrar meu nome...
Ou teu nome...nem sei...
Onde estou?
Ricardo
Já recebi queixas de que me expresso melhor romanticamente.Sinceramente,não sei se é verdade...
Mas deixo esse texto,para mim intenso,de um momento real em que me vi tão só quanto se pode sentir alguém que ama outro alguém que vai embora!Apesar da forte expressividade,também aprendi que o tempo é mágico,que as feridas se curam e,quando não,é porque nós não permitimos...
Enquanto te despedes...
Já que precisas ir,por favor,saia sem pressa;
Quero pensar que há volta,e que seu adeus só disfarça um até breve...
E já que desejas ir,não deseje muito alto;
Não quero escutar com os ouvidos,para não ecoar no coração...
E como pretendes mesmo ir,deixe a gaveta entreaberta;
quero pensar que mais tarde estarás aqui para fechá-la...
Já que vais mesmo embora inda que eu lhe suplique;
Que seja com um beijo,que é para que eu pense que ainda me amas;
E que haverão outros beijos,e outros amanhãs,
E que à noite teremos nossos momentos só nossos
E renovaremos promessas,um do outro...para sempre...
Se decidistes que vai,deixe o shampoo e o perfume inacabados;
Quero pensar que de novo sentirei o aroma do seu banho...
E esqueça a toalha molhada como um tributo à lembrança...
Deixe os cabelos na escova,a cama desarrumada,
Quero imaginá-la de novo no alento do nosso abraço...
Já que vais mesmo partir,me deixe buscar um pão quente...
Regue a planta da varanda,tome seu leite e café,
Esqueça a xícara sem lavar e as migalhas sobre a mesa;
Quero pensar que amanhã ainda acordarás comigo...
E que a manhã da despedida foi um sonho perturbado...
Mas já que vais mesmo embora,mate-me logo e com força;
quero morrer rápidamente, antes que feches o portão...
R
Mas deixo esse texto,para mim intenso,de um momento real em que me vi tão só quanto se pode sentir alguém que ama outro alguém que vai embora!Apesar da forte expressividade,também aprendi que o tempo é mágico,que as feridas se curam e,quando não,é porque nós não permitimos...
Enquanto te despedes...
Já que precisas ir,por favor,saia sem pressa;
Quero pensar que há volta,e que seu adeus só disfarça um até breve...
E já que desejas ir,não deseje muito alto;
Não quero escutar com os ouvidos,para não ecoar no coração...
E como pretendes mesmo ir,deixe a gaveta entreaberta;
quero pensar que mais tarde estarás aqui para fechá-la...
Já que vais mesmo embora inda que eu lhe suplique;
Que seja com um beijo,que é para que eu pense que ainda me amas;
E que haverão outros beijos,e outros amanhãs,
E que à noite teremos nossos momentos só nossos
E renovaremos promessas,um do outro...para sempre...
Se decidistes que vai,deixe o shampoo e o perfume inacabados;
Quero pensar que de novo sentirei o aroma do seu banho...
E esqueça a toalha molhada como um tributo à lembrança...
Deixe os cabelos na escova,a cama desarrumada,
Quero imaginá-la de novo no alento do nosso abraço...
Já que vais mesmo partir,me deixe buscar um pão quente...
Regue a planta da varanda,tome seu leite e café,
Esqueça a xícara sem lavar e as migalhas sobre a mesa;
Quero pensar que amanhã ainda acordarás comigo...
E que a manhã da despedida foi um sonho perturbado...
Mas já que vais mesmo embora,mate-me logo e com força;
quero morrer rápidamente, antes que feches o portão...
R
17 julho 2010
Desabafando...
Eu escrevi esse desabafo por ocasião dos primeiros ônibus incendiados em São Paulo.Não parou mais!Como não pararam as invasões de terras,a corrupção dos políticos e a total ineficiência da justiça.A criminalidade aumentou de maneira exponencial,como aumentaram os discursos vazios de políticos de carreira e alguns,como essa tal Dilma sei-lá-das-quantas,que está também querendo sua fatia da gigantesca pizza brasileira - a mais cara pizza do mundo!
E não estou criticando o PT - segundo alguns o PT descobriu o Brasil,inventou a roda,ensinou a humanidade a usar o fogo;e só não foi prá Lua porque o combustível no Brasil é caro,apesar de alguns dizerem que temos petróleo à vontade!
Estou dizendo que o brasileiro que tem OBRIGAÇÃO,e não DIREITO,de votar,não precisa votar em alguém simplesmente porque TEM DE VOTAR EM ALGUÉM.
Se voce não gosta de nenhum candidato - o que é mais que compreensível - anule seu voto! Exerça sua opinião,já que estão te obrigando a isso,e mostre que voce não é tão imbecil a ponto de achar lindo que o país da impunidade,da corrupção e da imoralidade vai sediar uma Copa do Mundo!
Escutei um idiota outro dia me convencendo que os brasileiros abaixo da "linha da pobreza" diminuiram.Linha voce põe aonde quer.Me mostre quem fez esses cálculos,e como fez!
Porque enquanto houverem pesssoas fazendo "compras de mercado" no lixão,qualquer discurso como esse vira uma triste piada de mau-gosto;humilhante até!
Esse blog não foi criado para veicular política ou algo parecido.Não defendo partido nenhum,embora não goste do atual Poder Executivo!
Mas posso pedir humildemente a todos que o leêm,que reflitam nessas eleições.De verdade! Voto é uma arma que o brasileiro tem o vício de disparar no próprio pé!
DESABAFO
Entendam como quiserem ,mas isto é um desabafo informal!
E digo informal ,pois não sou um mau repórter.Se fosse,diria que os brasileiros que não tem moradia- alguns sabe-se lá porque- tem o direito de invadir,roubar,assaltar entre outras infrações;e são ,coitados,vítimas de um sistema.
Também não sou advogado ou jurista,senão estaria defendendo marginais ou,quem sabe,ricos em desacordo com a lei,alegando sem pudor que cometeram seus atos bárbaros por desconhecimento do correto ou porque simplesmente não estão psicológicamente aptos para serem decentes!
Também não sou fofoqueiro de vesperais culinários,pois se fosse estaria tagarelando sobre a vida de Bregas e chiques que,borbulhando nas piscinas da Iha de Caras,debocham da pobreza como os Ratinhos televisivos ridicularizam os gordos,os anões,os não-belos e,principalmente,o povão desse país esquecido.O povo às vezes se esquece que esses piratas da mídia ganham em um mês o mesmo que um honesto pai de família leva uma vida para ganhar.
Repito que é um desabafo informal,porque não ataco a polícia que tenta inutilmente cumprir o ingrato dever de punir os delinquentes.Aliás,Polícia não pune;prende.E a legislação brasileira solta.
Pobre polícia!Se levanta o braço em nome da lei,é déspota e violenta.Se não levanta ,ganha sem fazer nada.Se atira,é assassina;se não tem balas nem armas,é uma piada frente aos guerrilheiros do crime organizado.
Quem entende afinal uma sociedade onde menores de idade são vítimas que fazem vítimas;são excluídos que excluem seus companheiros e os condenam à morte via satélite?
Quem suporta um país que quer preservar seus índios como bichinhos de estimação em reservas planejadas a fim de mostrar ao mundo que temos também mais essa “atração turística? “
Entendam como quiserem,mas pessoas que queimam veículos públicos-aqueles mesmos que seus filhos e netos usam para se locomover nos grandes centros-são marginais e bandidos,e não pleiteiam justiça,mas anarquia e desgoverno.
Acreditem,não sou político também.Se fosse,estaria mentindo dizendo que meu partido tem a solução para tudo,e que se eu governasse não haveria mais fome,nem injustiça,nem ignorância,nem tampouco doenças.
Não sou nada disso.Sou um cidadão que,como muitos,cansou de esperar,cansou de torcer,cansou de crer.Só não cansei (ainda) de trabalhar,porque se eu cansasse,e cada brasileiro comum e cidadão também cansasse,esse país lindo desabaria ;e muitos malandros empossados ou não teriam de fazer o mesmo que o povo faz - batalhar para viver.
E não estou criticando o PT - segundo alguns o PT descobriu o Brasil,inventou a roda,ensinou a humanidade a usar o fogo;e só não foi prá Lua porque o combustível no Brasil é caro,apesar de alguns dizerem que temos petróleo à vontade!
Estou dizendo que o brasileiro que tem OBRIGAÇÃO,e não DIREITO,de votar,não precisa votar em alguém simplesmente porque TEM DE VOTAR EM ALGUÉM.
Se voce não gosta de nenhum candidato - o que é mais que compreensível - anule seu voto! Exerça sua opinião,já que estão te obrigando a isso,e mostre que voce não é tão imbecil a ponto de achar lindo que o país da impunidade,da corrupção e da imoralidade vai sediar uma Copa do Mundo!
Escutei um idiota outro dia me convencendo que os brasileiros abaixo da "linha da pobreza" diminuiram.Linha voce põe aonde quer.Me mostre quem fez esses cálculos,e como fez!
Porque enquanto houverem pesssoas fazendo "compras de mercado" no lixão,qualquer discurso como esse vira uma triste piada de mau-gosto;humilhante até!
Esse blog não foi criado para veicular política ou algo parecido.Não defendo partido nenhum,embora não goste do atual Poder Executivo!
Mas posso pedir humildemente a todos que o leêm,que reflitam nessas eleições.De verdade! Voto é uma arma que o brasileiro tem o vício de disparar no próprio pé!
DESABAFO
Entendam como quiserem ,mas isto é um desabafo informal!
E digo informal ,pois não sou um mau repórter.Se fosse,diria que os brasileiros que não tem moradia- alguns sabe-se lá porque- tem o direito de invadir,roubar,assaltar entre outras infrações;e são ,coitados,vítimas de um sistema.
Também não sou advogado ou jurista,senão estaria defendendo marginais ou,quem sabe,ricos em desacordo com a lei,alegando sem pudor que cometeram seus atos bárbaros por desconhecimento do correto ou porque simplesmente não estão psicológicamente aptos para serem decentes!
Também não sou fofoqueiro de vesperais culinários,pois se fosse estaria tagarelando sobre a vida de Bregas e chiques que,borbulhando nas piscinas da Iha de Caras,debocham da pobreza como os Ratinhos televisivos ridicularizam os gordos,os anões,os não-belos e,principalmente,o povão desse país esquecido.O povo às vezes se esquece que esses piratas da mídia ganham em um mês o mesmo que um honesto pai de família leva uma vida para ganhar.
Repito que é um desabafo informal,porque não ataco a polícia que tenta inutilmente cumprir o ingrato dever de punir os delinquentes.Aliás,Polícia não pune;prende.E a legislação brasileira solta.
Pobre polícia!Se levanta o braço em nome da lei,é déspota e violenta.Se não levanta ,ganha sem fazer nada.Se atira,é assassina;se não tem balas nem armas,é uma piada frente aos guerrilheiros do crime organizado.
Quem entende afinal uma sociedade onde menores de idade são vítimas que fazem vítimas;são excluídos que excluem seus companheiros e os condenam à morte via satélite?
Quem suporta um país que quer preservar seus índios como bichinhos de estimação em reservas planejadas a fim de mostrar ao mundo que temos também mais essa “atração turística? “
Entendam como quiserem,mas pessoas que queimam veículos públicos-aqueles mesmos que seus filhos e netos usam para se locomover nos grandes centros-são marginais e bandidos,e não pleiteiam justiça,mas anarquia e desgoverno.
Acreditem,não sou político também.Se fosse,estaria mentindo dizendo que meu partido tem a solução para tudo,e que se eu governasse não haveria mais fome,nem injustiça,nem ignorância,nem tampouco doenças.
Não sou nada disso.Sou um cidadão que,como muitos,cansou de esperar,cansou de torcer,cansou de crer.Só não cansei (ainda) de trabalhar,porque se eu cansasse,e cada brasileiro comum e cidadão também cansasse,esse país lindo desabaria ;e muitos malandros empossados ou não teriam de fazer o mesmo que o povo faz - batalhar para viver.
15 julho 2010
E se fosse ao contrário?
Eu assisti ao “Curioso caso de Benjamim Button!”
Sou fã de Brad Pitt; sou fã da glamorosa Kate Blanchett.Sou um fã de estórias que instigam e fazem a mente viajar até o impossível.Afinal,nesse mundo escandalosamente tecnológico,o impossível torna-se apenas mais uma fronteira – o que é totalmente inaceitável hoje,torna-se cotidiano amanhã!
O curioso caso de Benjamin Button – um homem que nasceu velho e foi remoçando,ano após ano,até morrer como um bebê no colo de quem um dia fora sua companheira!
E se fosse assim?
Dia desses escutei uma apresentadora de TV discorrer sobre essa questão,e me pareceu que que ela tinha mais a dizer do que sua direção permitia.Não importa a apresentadora agora,nem a emissora;todas são falhas,sem exceção! As emissoras,bem dito!!
Embora tenhamos de reconhecer que pessoas até muito capazes se rendem aos milhares de reais que as emissoras lhes oferecem,e vendem suas ideologias,certezas e direcionamentos intelectuais aos caprichos da mídia.E aos interesses podres de que o povo seja ignorante e vazio!
Como é bom que o povo seja imbecil! Como é bom que a Cláudia Leite seja uma referência,o PT seja uma “Igreja”, e a Dilma Roussef seja o arcanjo Miguel!
Eu simplesmente desprezo o PT e tudo que essa corja representa! Eu vivi em 1964; vivi anos de “Brasil Gigante”, com um suíno chamado Amaral Neto,o repórter,fazendo propaganda de como os militares eram os anjos salvadores!
Caras-pintadas...!Voces foram brincar de reclamar quando ninguém mais podia sumir num pau-de-arara nem no DOI-CODI!
Fantasias não mudam uma nação,e o Collor caiu porque não fez a lição de casa...não fez o que os interesses excusos queriam dele.E não deixou de fazer porque tinha caráter – deixou de fazer porque foi vaidoso,burro e egocêntrico.Ou porque fez as alianças erradas!( Por favor,não pensem que estou defendendo aquele pilantra do Collor – mas tem gente muito pior do que ele que continua por aí.Alguém lembra do nome “José Sarney”?)
Bom,o fato é que a estória de Benjamim Button me deu idéia de um texto.
Retornando...
Nossas vidas são estranhas,e de certa forma frustrantes.Nascemos,crescemos...aprendemos a trabalhar e,com sorte,aprendemos a amar e talvez tenhamos alguém que nos ama.Temos nossos filhos – alguns porque realmente desejam; outros porque a Natureza inventou uma maneira muito prazeirosa de fazê-los! Vamos viajar,pescar e tomar nossas bebedeiras ; rir e chorar milhares de vezes! Alguns são quase felizes; outros nem tanto.Alguns deixarão tudo muito cedo,outros verão a vida passar pelas grades de uma cela.
São tantas as possibilidades!
Mas uma coisa é comum a todos .Tocamos nossas vidas rumo aos caos – nós...morremos!
E se fosse ao contrário? E se fizéssemos o trajeto da vida “de trás prá frente”?
E se,como Benjamim Button,nascêssemos...velhos?
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Abro os olhos e estou lá,na cama de um hospital onde,inda a pouco, era apenas um ancião recém -falecido.
Os médicos me explicam que eu estava chegando ao mundo,e que em poucos dias posso ir para casa.
A Casa de Repouso me recebe com alegria e lá passo alguns anos de minha vida,remoçando lentamente.Enquanto sinto os dentes crescendo na boca,descubro novos prazeres – os alimentos que antes me faziam mal,agora só causam bem-estar.
Mais alguns anos e estou voltando para minha própria casa,onde descubro que preciso voltar ao trabalho – não sou mais um “aposentado”!
Os anos passam e conheço uma bela mulher...e me apaixono. Ela é loura,de ombros largos e seios fartos.Irresistível!
Nos casamos lá pelos trinta anos e logo vem a formatura da faculdade,e eu sempre mais jovem e mais disposto. Aí o trote de calouro,a cabeça raspada e aquela alegria de ser universitário! Chega o vestibular ; as baladas com a turma. As namoradas,as viagens com a galera...o primeiro beijo...
Já estou no primeiro colegial.
A barba cada vez mais rara desaparece de vez.E “aqueles ” pelinhos também vão,gradativamente,desaparecendo!
Aos poucos vou aprendendo a andar de bicicleta e passo muito tempo na rua,brincando e “batendo” bola com a turma do bairro.
Meu primeiro dia de aula! Que medo!
A primeira professora – alta,magra...meio brava.A primeira professora,assim com o primeiro beijo e o primeiro Valisére, a gente nunca esquece...
O tempo vai passando e num Natal qualquer ganho meu primeiro tico-tico.Os mais jovens talvez nem saibam o que é um tico-tico.É tipo um velocípede,que hoje em dia tem buzina,farol...até motorizado já tem!
Mais um pouco e estou lá,”voando” pela casa no andador.Passo as tardes no “chiqueirinho” e me entretenho durante horas com bolas e cubos de pelúcia.
Um pouco além,mamando no seio,sinto o coração tranqüilo e o retumbar do coração de minha mãe ritmando um adormecer inocente e pleno.
O tempo vai passando.O interior cálido do útero transmite paz e uma sonolência estranha –nunca sei se estou dormindo ou não!
Escuto tudo que há à minha volta,mas aquele coração batendo forte acima da minha cabeça sempre me desperta inesperado.
Vou encolhendo lentamente,cada vez mais rápido.E enquanto vou diminuindo até a completa inconsciência,de repente não sou mais eu.
E ao invés da vida acabar numa morte dura e por vezes sofrida,ela termina num maravilhoso...orgasmo!
Sou fã de Brad Pitt; sou fã da glamorosa Kate Blanchett.Sou um fã de estórias que instigam e fazem a mente viajar até o impossível.Afinal,nesse mundo escandalosamente tecnológico,o impossível torna-se apenas mais uma fronteira – o que é totalmente inaceitável hoje,torna-se cotidiano amanhã!
O curioso caso de Benjamin Button – um homem que nasceu velho e foi remoçando,ano após ano,até morrer como um bebê no colo de quem um dia fora sua companheira!
E se fosse assim?
Dia desses escutei uma apresentadora de TV discorrer sobre essa questão,e me pareceu que que ela tinha mais a dizer do que sua direção permitia.Não importa a apresentadora agora,nem a emissora;todas são falhas,sem exceção! As emissoras,bem dito!!
Embora tenhamos de reconhecer que pessoas até muito capazes se rendem aos milhares de reais que as emissoras lhes oferecem,e vendem suas ideologias,certezas e direcionamentos intelectuais aos caprichos da mídia.E aos interesses podres de que o povo seja ignorante e vazio!
Como é bom que o povo seja imbecil! Como é bom que a Cláudia Leite seja uma referência,o PT seja uma “Igreja”, e a Dilma Roussef seja o arcanjo Miguel!
Eu simplesmente desprezo o PT e tudo que essa corja representa! Eu vivi em 1964; vivi anos de “Brasil Gigante”, com um suíno chamado Amaral Neto,o repórter,fazendo propaganda de como os militares eram os anjos salvadores!
Caras-pintadas...!Voces foram brincar de reclamar quando ninguém mais podia sumir num pau-de-arara nem no DOI-CODI!
Fantasias não mudam uma nação,e o Collor caiu porque não fez a lição de casa...não fez o que os interesses excusos queriam dele.E não deixou de fazer porque tinha caráter – deixou de fazer porque foi vaidoso,burro e egocêntrico.Ou porque fez as alianças erradas!( Por favor,não pensem que estou defendendo aquele pilantra do Collor – mas tem gente muito pior do que ele que continua por aí.Alguém lembra do nome “José Sarney”?)
Bom,o fato é que a estória de Benjamim Button me deu idéia de um texto.
Retornando...
Nossas vidas são estranhas,e de certa forma frustrantes.Nascemos,crescemos...aprendemos a trabalhar e,com sorte,aprendemos a amar e talvez tenhamos alguém que nos ama.Temos nossos filhos – alguns porque realmente desejam; outros porque a Natureza inventou uma maneira muito prazeirosa de fazê-los! Vamos viajar,pescar e tomar nossas bebedeiras ; rir e chorar milhares de vezes! Alguns são quase felizes; outros nem tanto.Alguns deixarão tudo muito cedo,outros verão a vida passar pelas grades de uma cela.
São tantas as possibilidades!
Mas uma coisa é comum a todos .Tocamos nossas vidas rumo aos caos – nós...morremos!
E se fosse ao contrário? E se fizéssemos o trajeto da vida “de trás prá frente”?
E se,como Benjamim Button,nascêssemos...velhos?
-------------------------------------------------------------------
Abro os olhos e estou lá,na cama de um hospital onde,inda a pouco, era apenas um ancião recém -falecido.
Os médicos me explicam que eu estava chegando ao mundo,e que em poucos dias posso ir para casa.
A Casa de Repouso me recebe com alegria e lá passo alguns anos de minha vida,remoçando lentamente.Enquanto sinto os dentes crescendo na boca,descubro novos prazeres – os alimentos que antes me faziam mal,agora só causam bem-estar.
Mais alguns anos e estou voltando para minha própria casa,onde descubro que preciso voltar ao trabalho – não sou mais um “aposentado”!
Os anos passam e conheço uma bela mulher...e me apaixono. Ela é loura,de ombros largos e seios fartos.Irresistível!
Nos casamos lá pelos trinta anos e logo vem a formatura da faculdade,e eu sempre mais jovem e mais disposto. Aí o trote de calouro,a cabeça raspada e aquela alegria de ser universitário! Chega o vestibular ; as baladas com a turma. As namoradas,as viagens com a galera...o primeiro beijo...
Já estou no primeiro colegial.
A barba cada vez mais rara desaparece de vez.E “aqueles ” pelinhos também vão,gradativamente,desaparecendo!
Aos poucos vou aprendendo a andar de bicicleta e passo muito tempo na rua,brincando e “batendo” bola com a turma do bairro.
Meu primeiro dia de aula! Que medo!
A primeira professora – alta,magra...meio brava.A primeira professora,assim com o primeiro beijo e o primeiro Valisére, a gente nunca esquece...
O tempo vai passando e num Natal qualquer ganho meu primeiro tico-tico.Os mais jovens talvez nem saibam o que é um tico-tico.É tipo um velocípede,que hoje em dia tem buzina,farol...até motorizado já tem!
Mais um pouco e estou lá,”voando” pela casa no andador.Passo as tardes no “chiqueirinho” e me entretenho durante horas com bolas e cubos de pelúcia.
Um pouco além,mamando no seio,sinto o coração tranqüilo e o retumbar do coração de minha mãe ritmando um adormecer inocente e pleno.
O tempo vai passando.O interior cálido do útero transmite paz e uma sonolência estranha –nunca sei se estou dormindo ou não!
Escuto tudo que há à minha volta,mas aquele coração batendo forte acima da minha cabeça sempre me desperta inesperado.
Vou encolhendo lentamente,cada vez mais rápido.E enquanto vou diminuindo até a completa inconsciência,de repente não sou mais eu.
E ao invés da vida acabar numa morte dura e por vezes sofrida,ela termina num maravilhoso...orgasmo!
10 julho 2010
É apenas uma viagem de um sonho possível...
Queimando...
Um dia desses inesperados;até porque parece que tudo que acontece de incrível não se planeja...apenas vem.
Há um filme em cartaz atualmente que narra a estória de uma moça que,após diversos e frustrados namoros,decide ter um filho “in vitro” de um doador incógnito.E,curiosamente,conhece alguém na própria clínica que pode ser o grande amor da sua vida!
Eu a conheci assim,meio numa clínica; meio no supermercado experimentando sucos sem graça ou trombando carrinho enquanto,abobalhados,a gente fica comparando preço de músculo dianteiro com acém da promoção!
O fato é que,dane-se o supermercado,o encontro foi fortuito,intenso e ...inesquecível!
Na verdade nem foi no mercado.Não vou contar onde foi,como não direi quem é.Ser uma princesa núbia é suficiente para que ela saiba que estou aqui,escrevendo e pensando,sendo e não tendo...tendo sim;posto que um dia ela me declarou amor e fé...e encontrou eco e igualdade;espelho e suor...Anakssunamum...
Sua falta é pungente feito um ferro em brasa que insiste em ficar próximo sem tocar.Ferve sem queimar; arde mas a pele continua lá,fritando no desejo de se converter em toque...lábios de brasa como um dragão fátuo e fantasmático!
Saudade de sonho,sombra e Sol...
Saudade de lábios,sexo e sabor...
Saudade do todo que,no inútil espelhar de ser nada,refletiu-se na essência da totalidade de experimentar,de novo,um sorriso apaixonado e um desejar profundo como aromas que se combinam à flor da pele e do hálito...
Anakssunamum...paixão e dolo...
Inesquecível ...
Dedicação e fogo... R
Um dia desses inesperados;até porque parece que tudo que acontece de incrível não se planeja...apenas vem.
Há um filme em cartaz atualmente que narra a estória de uma moça que,após diversos e frustrados namoros,decide ter um filho “in vitro” de um doador incógnito.E,curiosamente,conhece alguém na própria clínica que pode ser o grande amor da sua vida!
Eu a conheci assim,meio numa clínica; meio no supermercado experimentando sucos sem graça ou trombando carrinho enquanto,abobalhados,a gente fica comparando preço de músculo dianteiro com acém da promoção!
O fato é que,dane-se o supermercado,o encontro foi fortuito,intenso e ...inesquecível!
Na verdade nem foi no mercado.Não vou contar onde foi,como não direi quem é.Ser uma princesa núbia é suficiente para que ela saiba que estou aqui,escrevendo e pensando,sendo e não tendo...tendo sim;posto que um dia ela me declarou amor e fé...e encontrou eco e igualdade;espelho e suor...Anakssunamum...
Sua falta é pungente feito um ferro em brasa que insiste em ficar próximo sem tocar.Ferve sem queimar; arde mas a pele continua lá,fritando no desejo de se converter em toque...lábios de brasa como um dragão fátuo e fantasmático!
Saudade de sonho,sombra e Sol...
Saudade de lábios,sexo e sabor...
Saudade do todo que,no inútil espelhar de ser nada,refletiu-se na essência da totalidade de experimentar,de novo,um sorriso apaixonado e um desejar profundo como aromas que se combinam à flor da pele e do hálito...
Anakssunamum...paixão e dolo...
Inesquecível ...
Dedicação e fogo... R
09 julho 2010
Essa é mais uma das belas lendas gregas...
Esse texto conta uma estória muito bonita,inspirada em uma antiga lenda da religião da Grécia antiga.Por sua sublime beleza eu o dedico à minha filha Daniela,que me honra e alegra acompanhando este blog.
PERSÉFONE
Era uma bela tarde de um tempo em que não existiam estações do ano.
Era o começo dos tempos,e os homens “engatinhavam” pelo mundo,dependendo dos Deuses para não perecerem.
A menos de mil anos,o titã Prometeu havia presenteado a humanidade com o fogo divino,feito pelo qual tinha sofrido horrível castigo.
Zeus acabara de derrotar os gigantes Tifon,Briareu e Encéladus e os arremessara no fundo do vulcão Etna*,onde estão até hoje.
É por isso que o Etna continua ativo,e cuspindo o fogo indomável do hálito de Briareu.
Perséfone era filha de Zeus e Ceres,a deusa das matas e da Natureza.Emoldurando o rosto perfeito,longos cabelos negros desciam-lhe pelos ombros.Absorta com a beleza das flores,brincava inocentemente junto à Aretusa,a ninfa da Terra.
Perto dali,o sombrio Hades preocupava-se com seus domínios.Os abalos da luta cósmica de Zeus contra os gigantes de fogo ameaçava romper a crosta terrestre,o que exporia o reino das trevas ao mundo exterior.
Hades resolveu procurar o irmão e pedir-lhe que reparasse os estragos que sua luta provocara.Mas,não chegou a fazê-lo.
Do alto de sua carruagem de fogo,avistou ao longe a bela Perséfone.
Mal sabia que era observado por Afrodite,e seu travesso filho Cupido.Afrodite então diz:
_Veja lá,Eros ( o nome original de Cupido)! Mais um que sempre pareceu imune aos nossos poderes;o sinistro irmão de meu pai,Hades.Mas está distraído com a minha doce irmãzinha.Com sorte,não será páreo para uma de suas melhores flechas,não acha?
Eros não respondeu.Tirou da alvaja sua seta mais aguda e mais precisa.Esticou fortemente o arco...e atirou.
A seta atingiu em cheio o peito do deus.Tomado de súbita e descontrolada paixão,este correu para Perséfone e tomou-a ,num arroubo ,em seus poderosos braços.
Sómente Aretusa foi testemunha do rapto.Além de Eros e sua belíssima mãe,que saíram rindo e ansiosos para deleitarem-se com os frutos de sua artimanha.
Aretusa viu,impassível,a terra abrir-se à sua frente,tragando a carruagem do Deus e seus passageiros divinos.
Ceres procurou incessantemente a filha perdida.Varreu o mundo com seus poderes,mas eles eram restritos à superfície da terra.Tudo abaixo dela era domínio do deus da escuridão.Assim fora tratado quando Zeus matou seu pai e dividiu o mundo com seus irmãos Hades e Poseidon.
Várias vezes interrogou Aretusa,mas esta temia a vingança do senhor dos mortos,e nada dizia.
Até que um dia,andando próxima ao local onde havia desaparecido Perséfone,Ceres encontrou em meio às flores,a guirlanda de sua filha.
As flores lhe contaram que Perséfone havia sido tragada pela terra e Ceres,irada,condenou a terra à inanição e à esterilidade.
Imediatamente as fontes secaram,a terra tornou-se árida,e a vida aos poucos foi fenecendo.
Os meses passaram e os homens,que dependiam da terra para subsistirem,morriam aos poucos de fome.
Aretusa,ninfa da terra,não suportou mais e contou a verdade à Ceres.
A deusa tomou seu carro alado e subiu ao Olimpo,onde rogou a Zeus que intercedesse junto ao irmão.
Zeus pensou e declarou:
_Perséfone também é minha filha. Ajudá-la-ei,mas existe um porém:
Perséfone não poderá ter se alimentado no reino das trevas,pois então nem meu poder será suficiente para dar-lhe liberdade completa.
Hermes,desce ao reino de Hades e leva meu pedido.Que a bela Perséfone seja libertada!
Hades não era tolo.E como um Deus,sabia muitas coisas.Antes da chegada do mensageiro dos deuses,cuidou para que sua amada comesse uma romã adocicada,e assim pode propor a Ceres um acordo.
Que Perséfone ficasse seis meses com ela,e seis meses no reino das trevas,como a rainha do mundo dos mortos...para todo o sempre!
Ceres não teve alternativa,e concordou.
Devolveu então a fertilidade à terra,e como compensação deu também aos homens um instrumento com o qual jamais teriam fome novamente – um arado – e ensinou-os a plantar.
Desde então,nos seis meses em que Perséfone está com sua mãe,a terra fica feliz,o clima ameno;os pássaros procriam e as flores desabrocham.E temos então a primavera,e depois o verão.
Nos seis meses seguintes,Ceres chora de saudade,e vem o outono.
E com a saudade aumentando,logo depois vem o inverno,e a terra fica sombria e triste.E nada cresce nem reproduz,até que Perséfone volte novamente.
Perséfone era conhecida pelos romanos como Prosérpina.
* O vulcão Etna é o maior vulcão ativo da Europa.Fica a sudoeste da Itália,nas costas da Sicília.Possui 3323 mts de altura e sua primeira erupção data de 1800 anos antes de Cristo.
A última erupção ocorreu em 1992.
PERSÉFONE
Era uma bela tarde de um tempo em que não existiam estações do ano.
Era o começo dos tempos,e os homens “engatinhavam” pelo mundo,dependendo dos Deuses para não perecerem.
A menos de mil anos,o titã Prometeu havia presenteado a humanidade com o fogo divino,feito pelo qual tinha sofrido horrível castigo.
Zeus acabara de derrotar os gigantes Tifon,Briareu e Encéladus e os arremessara no fundo do vulcão Etna*,onde estão até hoje.
É por isso que o Etna continua ativo,e cuspindo o fogo indomável do hálito de Briareu.
Perséfone era filha de Zeus e Ceres,a deusa das matas e da Natureza.Emoldurando o rosto perfeito,longos cabelos negros desciam-lhe pelos ombros.Absorta com a beleza das flores,brincava inocentemente junto à Aretusa,a ninfa da Terra.
Perto dali,o sombrio Hades preocupava-se com seus domínios.Os abalos da luta cósmica de Zeus contra os gigantes de fogo ameaçava romper a crosta terrestre,o que exporia o reino das trevas ao mundo exterior.
Hades resolveu procurar o irmão e pedir-lhe que reparasse os estragos que sua luta provocara.Mas,não chegou a fazê-lo.
Do alto de sua carruagem de fogo,avistou ao longe a bela Perséfone.
Mal sabia que era observado por Afrodite,e seu travesso filho Cupido.Afrodite então diz:
_Veja lá,Eros ( o nome original de Cupido)! Mais um que sempre pareceu imune aos nossos poderes;o sinistro irmão de meu pai,Hades.Mas está distraído com a minha doce irmãzinha.Com sorte,não será páreo para uma de suas melhores flechas,não acha?
Eros não respondeu.Tirou da alvaja sua seta mais aguda e mais precisa.Esticou fortemente o arco...e atirou.
A seta atingiu em cheio o peito do deus.Tomado de súbita e descontrolada paixão,este correu para Perséfone e tomou-a ,num arroubo ,em seus poderosos braços.
Sómente Aretusa foi testemunha do rapto.Além de Eros e sua belíssima mãe,que saíram rindo e ansiosos para deleitarem-se com os frutos de sua artimanha.
Aretusa viu,impassível,a terra abrir-se à sua frente,tragando a carruagem do Deus e seus passageiros divinos.
Ceres procurou incessantemente a filha perdida.Varreu o mundo com seus poderes,mas eles eram restritos à superfície da terra.Tudo abaixo dela era domínio do deus da escuridão.Assim fora tratado quando Zeus matou seu pai e dividiu o mundo com seus irmãos Hades e Poseidon.
Várias vezes interrogou Aretusa,mas esta temia a vingança do senhor dos mortos,e nada dizia.
Até que um dia,andando próxima ao local onde havia desaparecido Perséfone,Ceres encontrou em meio às flores,a guirlanda de sua filha.
As flores lhe contaram que Perséfone havia sido tragada pela terra e Ceres,irada,condenou a terra à inanição e à esterilidade.
Imediatamente as fontes secaram,a terra tornou-se árida,e a vida aos poucos foi fenecendo.
Os meses passaram e os homens,que dependiam da terra para subsistirem,morriam aos poucos de fome.
Aretusa,ninfa da terra,não suportou mais e contou a verdade à Ceres.
A deusa tomou seu carro alado e subiu ao Olimpo,onde rogou a Zeus que intercedesse junto ao irmão.
Zeus pensou e declarou:
_Perséfone também é minha filha. Ajudá-la-ei,mas existe um porém:
Perséfone não poderá ter se alimentado no reino das trevas,pois então nem meu poder será suficiente para dar-lhe liberdade completa.
Hermes,desce ao reino de Hades e leva meu pedido.Que a bela Perséfone seja libertada!
Hades não era tolo.E como um Deus,sabia muitas coisas.Antes da chegada do mensageiro dos deuses,cuidou para que sua amada comesse uma romã adocicada,e assim pode propor a Ceres um acordo.
Que Perséfone ficasse seis meses com ela,e seis meses no reino das trevas,como a rainha do mundo dos mortos...para todo o sempre!
Ceres não teve alternativa,e concordou.
Devolveu então a fertilidade à terra,e como compensação deu também aos homens um instrumento com o qual jamais teriam fome novamente – um arado – e ensinou-os a plantar.
Desde então,nos seis meses em que Perséfone está com sua mãe,a terra fica feliz,o clima ameno;os pássaros procriam e as flores desabrocham.E temos então a primavera,e depois o verão.
Nos seis meses seguintes,Ceres chora de saudade,e vem o outono.
E com a saudade aumentando,logo depois vem o inverno,e a terra fica sombria e triste.E nada cresce nem reproduz,até que Perséfone volte novamente.
Perséfone era conhecida pelos romanos como Prosérpina.
* O vulcão Etna é o maior vulcão ativo da Europa.Fica a sudoeste da Itália,nas costas da Sicília.Possui 3323 mts de altura e sua primeira erupção data de 1800 anos antes de Cristo.
A última erupção ocorreu em 1992.
06 julho 2010
Esse é prá uma cabocla de mentira,mas parece de verdade...
Sem motivo...
Inda agora sinto o coração apertado feito creme que a gente soca,soca...inté que vira manteiga...
Se ela soubesse,e mal sabe iscrevê...poderia intendê tudo isso; e intendê o que esse meu coraçâo mardiçoado de paixão procura dizê..mas as palavra não vem...
Ah!cê eu pudesse dizê que quando vejo ela parece que o Sol lumina tudo que é sombreado...tudo que no meio do mato fechado eu pricuro sem vê...apenas o sabê que o que tá lá me deixa corajoso feito onça;esperto feito veado....sorratero feito um quati safado...isso tudo porque meu amor por ela me faz assim....um sertanejo danado e totalmente apaixonado;homê da vida,do campo e do mundo...homê que sabe vê na beleza e na força da natureza sua meiguice brejeira;essa sorrateira corruíra que engana enquanto,lá no Guaira,se finge de mulhé difícil...
Na beira do rio revortado essa musa do cerrado me olha com tom de criança...me encanta com essa lambança de beijo trocado de longe;
Com charme danado e safado,aquele corpo molhado levanta as roupa do rio,e num olhar de esguio me convida a sê seu namorado...Ah! que delícia da vida namorá sem censura aquela doce candura que é ser seu par abraçado...
Sem muito ter vergonha olho no vestido de algodão a água indiscreta e risonha que abre um sorriso de permeio...e sem qualquer jeito faceiro ilumia os seio indiscreto dessa mulher natureza;
E sem contá a beleza que a gente já sabe tanta...quanta beleza se agiganta a cada tocá das verdade que o olhar matreiro que procura,sorrateiro,vê além do que se mostra...
Cabelos felizes...seios despertos e lábios de matizes que nem pricisa de cor...seus próprios amores o tingem de desejo e paixão solicitas e únicas...
Minha cabocla pequena...minha pequena certeza de que o amor que começa pode sê o dom de uma vida...
Sô apenas um pobre e tolo pescador apaixonado...forçado pelo amor a uma guerra deliciosamente perdida...sô muito pequeno para tanta beleza vivida!!!
Ricardo
Inda agora sinto o coração apertado feito creme que a gente soca,soca...inté que vira manteiga...
Se ela soubesse,e mal sabe iscrevê...poderia intendê tudo isso; e intendê o que esse meu coraçâo mardiçoado de paixão procura dizê..mas as palavra não vem...
Ah!cê eu pudesse dizê que quando vejo ela parece que o Sol lumina tudo que é sombreado...tudo que no meio do mato fechado eu pricuro sem vê...apenas o sabê que o que tá lá me deixa corajoso feito onça;esperto feito veado....sorratero feito um quati safado...isso tudo porque meu amor por ela me faz assim....um sertanejo danado e totalmente apaixonado;homê da vida,do campo e do mundo...homê que sabe vê na beleza e na força da natureza sua meiguice brejeira;essa sorrateira corruíra que engana enquanto,lá no Guaira,se finge de mulhé difícil...
Na beira do rio revortado essa musa do cerrado me olha com tom de criança...me encanta com essa lambança de beijo trocado de longe;
Com charme danado e safado,aquele corpo molhado levanta as roupa do rio,e num olhar de esguio me convida a sê seu namorado...Ah! que delícia da vida namorá sem censura aquela doce candura que é ser seu par abraçado...
Sem muito ter vergonha olho no vestido de algodão a água indiscreta e risonha que abre um sorriso de permeio...e sem qualquer jeito faceiro ilumia os seio indiscreto dessa mulher natureza;
E sem contá a beleza que a gente já sabe tanta...quanta beleza se agiganta a cada tocá das verdade que o olhar matreiro que procura,sorrateiro,vê além do que se mostra...
Cabelos felizes...seios despertos e lábios de matizes que nem pricisa de cor...seus próprios amores o tingem de desejo e paixão solicitas e únicas...
Minha cabocla pequena...minha pequena certeza de que o amor que começa pode sê o dom de uma vida...
Sô apenas um pobre e tolo pescador apaixonado...forçado pelo amor a uma guerra deliciosamente perdida...sô muito pequeno para tanta beleza vivida!!!
Ricardo
04 julho 2010
esse foi um dos textos mais importantes que escrevi.quem me conhece,me reconhece...
AS FLORES ...EU AS SINTO PLENAS...
O vento ,intenso e frio,cessou sem aviso,exatamente como veio.
Os caules trêmulos recobraram o sentido,abriram suas folhas ao céu
e temerosamente ,como é típico dos caules,respiraram o doce carbono
que emanava das correntes e dos assobios por entre as mudas novas.
Felizes e ternas ,elas estavam lá.Flores gigantes,coloridas e ávidas,
como o que pretendiam ser ,e acima de tudo ,viver...
Eram duas e ,sem que antes percebessem,macho e fêmea,amantes e
distantes,verdade física e poética ...milenar constância...
Sem aviso ou consentimento ,uma estranha canção bioquímica ecoa
por entre as árvores, anuncia mudanças e chega ao íntimo das flores ,
que se olham e vagarosamente,se permitem a embriaguez do desejo.
Corolas se tocam sem que tenham consciência da magia.Estames
atrevidos tocam sépalas tímidas e delicadamente,exploram a nudez de
um gineceu pulsante...temerosamente amante...
O toque das pétalas se intensifica e os elementos claros da flor que
se abre mulher tornam-se mais amenos à invasão,mais ardentes ao toque.
Os estames ,agora libertos ,transcendem sua função e ,misteriosamente,
amam.Invadem os pistilos sedentos e mergulham,floemas à flor da casca,
e repetindo o doce mistério da flora,executam o ato máximo da vida e o
ritual do todo e do sempre.Nesse momento mágico,androceu e gineceu
tornam-se um só,e a Flora comemora o Amor mais uma vez.
O pólen ,solto no ar como semente ao vento,tinge as pétalas sedosas
e anuvia o ar .As flores,ainda absortas,encolhem sem pressa esperando o
fim do dia e de seus momentos.O pólen ,levado à revelia pela brisa calma ,
voa em tolos devaneios e se aventura,criança,no mundo do Amor e do
contínuo da existência.
Na flor amada,nada mais será como antes.Antes visitada,jamais desse
modo, e só agora plenamente acariciada,a verdade da vida surge clara como
o dia ,forte como a terra,terna como o mais doce orvalho.
Na flor amante,o sol é um mero lume,a paixão é agora um sentido,e a
vida é nova como quando ela acreditava no amanhã...
A flor amante,estomatos sonados,respirou mais fundo e se preparou
para mais uma metamorfose.Respiraria oxigenio até de manhã e sempre
sentia nessa transição um mal estar desafeito,como se o que é não devesse
ser assim.A flor amada,também envolta nessa transformação,recolhe-se
tímida,como deve ser às flores perfeitas.Estas sim,prudentes,olham os
jardins com cautela,se colocam com exatidão,e principalmente,jamais
se dão a quem não as quer.São flores,perfumadas e certas...absolutas...
RICARDO
13/06/98
O vento ,intenso e frio,cessou sem aviso,exatamente como veio.
Os caules trêmulos recobraram o sentido,abriram suas folhas ao céu
e temerosamente ,como é típico dos caules,respiraram o doce carbono
que emanava das correntes e dos assobios por entre as mudas novas.
Felizes e ternas ,elas estavam lá.Flores gigantes,coloridas e ávidas,
como o que pretendiam ser ,e acima de tudo ,viver...
Eram duas e ,sem que antes percebessem,macho e fêmea,amantes e
distantes,verdade física e poética ...milenar constância...
Sem aviso ou consentimento ,uma estranha canção bioquímica ecoa
por entre as árvores, anuncia mudanças e chega ao íntimo das flores ,
que se olham e vagarosamente,se permitem a embriaguez do desejo.
Corolas se tocam sem que tenham consciência da magia.Estames
atrevidos tocam sépalas tímidas e delicadamente,exploram a nudez de
um gineceu pulsante...temerosamente amante...
O toque das pétalas se intensifica e os elementos claros da flor que
se abre mulher tornam-se mais amenos à invasão,mais ardentes ao toque.
Os estames ,agora libertos ,transcendem sua função e ,misteriosamente,
amam.Invadem os pistilos sedentos e mergulham,floemas à flor da casca,
e repetindo o doce mistério da flora,executam o ato máximo da vida e o
ritual do todo e do sempre.Nesse momento mágico,androceu e gineceu
tornam-se um só,e a Flora comemora o Amor mais uma vez.
O pólen ,solto no ar como semente ao vento,tinge as pétalas sedosas
e anuvia o ar .As flores,ainda absortas,encolhem sem pressa esperando o
fim do dia e de seus momentos.O pólen ,levado à revelia pela brisa calma ,
voa em tolos devaneios e se aventura,criança,no mundo do Amor e do
contínuo da existência.
Na flor amada,nada mais será como antes.Antes visitada,jamais desse
modo, e só agora plenamente acariciada,a verdade da vida surge clara como
o dia ,forte como a terra,terna como o mais doce orvalho.
Na flor amante,o sol é um mero lume,a paixão é agora um sentido,e a
vida é nova como quando ela acreditava no amanhã...
A flor amante,estomatos sonados,respirou mais fundo e se preparou
para mais uma metamorfose.Respiraria oxigenio até de manhã e sempre
sentia nessa transição um mal estar desafeito,como se o que é não devesse
ser assim.A flor amada,também envolta nessa transformação,recolhe-se
tímida,como deve ser às flores perfeitas.Estas sim,prudentes,olham os
jardins com cautela,se colocam com exatidão,e principalmente,jamais
se dão a quem não as quer.São flores,perfumadas e certas...absolutas...
RICARDO
13/06/98
MEMÓRIAS DA LIBERDADE – Ciclo Infinito
O ciclo da vida só viaja num sentido. E percebe-nos como juncos à beira de um regato,frágeis e efêmeros,fitando a correnteza sem poder detê-la.
Às vezes perguntamos qual a causa de tantas coisas ,de tantos momentos e pessoas que já passaram.Frequentemente sonhamos com a capacidade mágica de reverter esse ciclo infinito para que,mesmo sem poder mudar os acontecimentos,ao menos pudéssemos entendê-los,compreender o porquê das coisas.
Outras vezes,remetemos nossa mente ao futuro, e às incontáveis possibilidades dessa viagem imaginária. Fazemos planos sobre a próxima curva,a próxima cascata...mas as águas não são só nossas,e na miscelânea da correnteza às vezes diluímos nossos sonhos.
O ciclo está lá,e com num rio,suas águas jamais retornam .
O ciclo da vida é soberano.
A correnteza,tenaz e imutável.
Nós,os juncos,esperamos...e só torcemos por um pouco mais de sol...
Ricardo
O ciclo da vida só viaja num sentido. E percebe-nos como juncos à beira de um regato,frágeis e efêmeros,fitando a correnteza sem poder detê-la.
Às vezes perguntamos qual a causa de tantas coisas ,de tantos momentos e pessoas que já passaram.Frequentemente sonhamos com a capacidade mágica de reverter esse ciclo infinito para que,mesmo sem poder mudar os acontecimentos,ao menos pudéssemos entendê-los,compreender o porquê das coisas.
Outras vezes,remetemos nossa mente ao futuro, e às incontáveis possibilidades dessa viagem imaginária. Fazemos planos sobre a próxima curva,a próxima cascata...mas as águas não são só nossas,e na miscelânea da correnteza às vezes diluímos nossos sonhos.
O ciclo está lá,e com num rio,suas águas jamais retornam .
O ciclo da vida é soberano.
A correnteza,tenaz e imutável.
Nós,os juncos,esperamos...e só torcemos por um pouco mais de sol...
Ricardo
Esse texto não é totalmente meu.Eu adaptei-o e inseri alguns elementos meus.Mas eu gostei do resultado!
À PROCURA DO AMOR
Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca.
Buscamos o amor nos bares;buscamos o amor na Internet;buscamos o amor na parada de ônibus,no dia-a-dia e nas multidões...
Como num jogo de esconde-esconde,procuramos pelo amor que supomos oculto dentro dos bares,nas salas de aula,nas platéias dos cinemas...
Ele certamente está por aí,e voce quase pode sentir seu cheiro.
Precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível.
Afinal ,lhe ensinaram que só o amor constrói,só o amor salva,só o amor traz felicidade...só o amor isso...só o amor aquilo...
AMOR não é medicamento,nem tábua de salvação.
Se voce estiver deprimido,amargo ou desesperado,o amor não se aproximará e,caso o faça,vai frustrar suas expectativas.O amor quer ser recebido com saúde e leveza;ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.
Voce já deve ter ouvido alguém dizer:
_Quando eu menos esperava,o amor apareceu...
É claro;o amor não é bobo. Escolhe as pessoas que,antes de tudo,tratam bem de si mesmas.E as pessoas que não apenas usufruem do amor,mas cuidam dele como o bem precioso que é.
(Ser amado....como as pessoas não percebem que tesouro isto representa!)
O amor,ao contrário do que se pensa,não tem de vir “antes” de tudo!
Ele jamais será uma garantia que,a partir de seu surgimento,tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso em outros setores da vida quando,na verdade,o amor espera primeiro que voce seja feliz para então aparecer sem máscaras ou promessas fantasiosas.
É esta a condição.E aí sim,é pegar ou largar.
Pra quem julga que isso é chantagem,arrisco sair em defesa do amor:ser feliz é uma tendência razoável,não um estado de euforia.A verdadeira felicidade é sensata!
E felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos,que aceitam suas oscilações de humor;que fazem o melhor que podem e não se auto-flagelam por seus erros.E o mais importante:quando necessitam de ajuda,possuem a humildade de procurá-la!
A Felicidade é serena.Não tem carnaval,nem ópio,nem pompa.
É reconhecer-se sem modelos nem estereótipos.
Realmente,não tem nada a ver com fortunas,piscinas ou príncipes encantados.Nem tampouco casamentos,nem tampouco separações.Não é ter filhos,ou de repente não tê-los.
O que vale é que é impossível amar e ser amado sob tensão,ansiedade ou culpa.
E o amor...o amor é simplesmente o prêmio para quem relaxa diante da própria vida.
Ricardo
(adaptado de um texto anônimo)
“AS PESSOAS FICAM PROCURANDO O AMOR COMO SOLUÇÃO PARA OS SEUS PROBLEMAS QUANDO, NA VERDADE, O AMOR É A RECOMPENSA POR VOCE TÊ-LOS RESOLVIDO.”
Norman Mailer
escritor
Temos a mania de achar que o amor é algo que se busca.
Buscamos o amor nos bares;buscamos o amor na Internet;buscamos o amor na parada de ônibus,no dia-a-dia e nas multidões...
Como num jogo de esconde-esconde,procuramos pelo amor que supomos oculto dentro dos bares,nas salas de aula,nas platéias dos cinemas...
Ele certamente está por aí,e voce quase pode sentir seu cheiro.
Precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível.
Afinal ,lhe ensinaram que só o amor constrói,só o amor salva,só o amor traz felicidade...só o amor isso...só o amor aquilo...
AMOR não é medicamento,nem tábua de salvação.
Se voce estiver deprimido,amargo ou desesperado,o amor não se aproximará e,caso o faça,vai frustrar suas expectativas.O amor quer ser recebido com saúde e leveza;ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima.
Voce já deve ter ouvido alguém dizer:
_Quando eu menos esperava,o amor apareceu...
É claro;o amor não é bobo. Escolhe as pessoas que,antes de tudo,tratam bem de si mesmas.E as pessoas que não apenas usufruem do amor,mas cuidam dele como o bem precioso que é.
(Ser amado....como as pessoas não percebem que tesouro isto representa!)
O amor,ao contrário do que se pensa,não tem de vir “antes” de tudo!
Ele jamais será uma garantia que,a partir de seu surgimento,tudo o mais dará certo.
Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso em outros setores da vida quando,na verdade,o amor espera primeiro que voce seja feliz para então aparecer sem máscaras ou promessas fantasiosas.
É esta a condição.E aí sim,é pegar ou largar.
Pra quem julga que isso é chantagem,arrisco sair em defesa do amor:ser feliz é uma tendência razoável,não um estado de euforia.A verdadeira felicidade é sensata!
E felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos,que aceitam suas oscilações de humor;que fazem o melhor que podem e não se auto-flagelam por seus erros.E o mais importante:quando necessitam de ajuda,possuem a humildade de procurá-la!
A Felicidade é serena.Não tem carnaval,nem ópio,nem pompa.
É reconhecer-se sem modelos nem estereótipos.
Realmente,não tem nada a ver com fortunas,piscinas ou príncipes encantados.Nem tampouco casamentos,nem tampouco separações.Não é ter filhos,ou de repente não tê-los.
O que vale é que é impossível amar e ser amado sob tensão,ansiedade ou culpa.
E o amor...o amor é simplesmente o prêmio para quem relaxa diante da própria vida.
Ricardo
(adaptado de um texto anônimo)
“AS PESSOAS FICAM PROCURANDO O AMOR COMO SOLUÇÃO PARA OS SEUS PROBLEMAS QUANDO, NA VERDADE, O AMOR É A RECOMPENSA POR VOCE TÊ-LOS RESOLVIDO.”
Norman Mailer
escritor
03 julho 2010
Outro dia me perguntaram porque gosto de escrever.Já disse algumas vezes que escrever é minha relação intimista,como se diante das palavras seja a única condição em que me sinto livre.E me lembrei de um texto que escrevi a tempos,cujo título responde a pergunta que me foi feita de forma clara e profundamente verdadeira.E eu posso dizer,tranquilamente,que se algo espelha esse desconhecido e mediocre escritor são essas próximas linhas...
Escrever é minha prece favorita...
A escrita; a maneira pela qual a palavra adquire forma,torna-se tangível.
Poder-se-ia dizer que a escrita é o corpo físico da palavra,conquanto sua alma se dilui entre significado e som.
Adoro escrever.
Agora mesmo vejo a chuva caindo lenta pela janela de minha prisão sem grades.
Sei que não tenho muito a dizer.Tudo já foi dito,em algum tempo,em algum lugar.
Sei também que tudo tem de ser repetido,geração após geração,pois uma das coisas que o homem faz pior é escutar.
Fico pensando na solicitude do papel,e isso me comove.
Fico pensando em mim...
Me deixo um pouco solto e relembro das promessas.Quantas houveram,quantas já nem existem.
Quando jovem,me prometeram mil coisas;promessas de felicidade,de realizações
inúmeras,promessas de uma vida sob controle...
Fico pensando na solicitude do coração jovem.
Nem imaginava que as promessas teriam um preço alto,e que todo uma vida sonhada já saia da prancheta recheada de sublimações e servilismo a um sistema que parecia perfeito,mas é canibal e destrutivo .
Como todo jovem, mergulhei de cabeça na certeza do que me ensinaram e ,no auge da minha vontade de ser,comecei a perceber as reais dimensões dessas promessas.
Abri sem muito critério capítulos estranhos do processo da vida e suas inesperadas recorrências.
Comecei a pensar que o mundo talvez não fosse justo,e que não seria fácil crer sem duvidar,ter sem vontade de possuir,amar sem a certeza do para sempre.
Essas considerações confundem e parecem tolas,mas não são quando defrontadas com o mundo real e suas contradições inevitáveis.
Agora já não tão jovem,lembro-me de ter perguntado,afinal,o que seria realmente bom no mundo..
Sem resposta ,tentei enquadrar minhas expectativas ao que me era simples.Nesse dia,me lembro,as tais promessas me estremeceram como um choque sísmico,e quase perdi a pouca fé que ainda tinha.
Perdi-me sem pauta numa realidade desalinhada.
Da minha fé das promessas,não restou muita coisa.
Meus deuses, há muito encapsulados,perspassavam ao longe da minha realidade e
das minhas certezas.
Sem perceber,fui adentrando ao mundo frustante da desesperança.
No espelho,olhos fitos em olhos,buscava expressões vagas,meio respostas,meio teoremas simples para grandes perguntas. Me vi alguém tanto perene quanto transitório,um nada com casca...centro sem distancia.
Passo a mão na pele de hoje e sinto,entre um e outro desvio epidérmico,um suspiro sem muita voz,uma ferida invisível...um instante de paz conquistada.
Das minhas promessas,restam apenas instintos.
No homem,resta a certeza de que uma realidade plausível parece mais confortável,
embora nem sempre poética.
Do poeta ,resta a esperança não mais num mundo melhor,mas numa melhor absorbância do possível.
E o possível...nem sei ; o possível parece ser,ao chegar,ainda insuficiente...
RICARDO
Escrever é minha prece favorita...
A escrita; a maneira pela qual a palavra adquire forma,torna-se tangível.
Poder-se-ia dizer que a escrita é o corpo físico da palavra,conquanto sua alma se dilui entre significado e som.
Adoro escrever.
Agora mesmo vejo a chuva caindo lenta pela janela de minha prisão sem grades.
Sei que não tenho muito a dizer.Tudo já foi dito,em algum tempo,em algum lugar.
Sei também que tudo tem de ser repetido,geração após geração,pois uma das coisas que o homem faz pior é escutar.
Fico pensando na solicitude do papel,e isso me comove.
Fico pensando em mim...
Me deixo um pouco solto e relembro das promessas.Quantas houveram,quantas já nem existem.
Quando jovem,me prometeram mil coisas;promessas de felicidade,de realizações
inúmeras,promessas de uma vida sob controle...
Fico pensando na solicitude do coração jovem.
Nem imaginava que as promessas teriam um preço alto,e que todo uma vida sonhada já saia da prancheta recheada de sublimações e servilismo a um sistema que parecia perfeito,mas é canibal e destrutivo .
Como todo jovem, mergulhei de cabeça na certeza do que me ensinaram e ,no auge da minha vontade de ser,comecei a perceber as reais dimensões dessas promessas.
Abri sem muito critério capítulos estranhos do processo da vida e suas inesperadas recorrências.
Comecei a pensar que o mundo talvez não fosse justo,e que não seria fácil crer sem duvidar,ter sem vontade de possuir,amar sem a certeza do para sempre.
Essas considerações confundem e parecem tolas,mas não são quando defrontadas com o mundo real e suas contradições inevitáveis.
Agora já não tão jovem,lembro-me de ter perguntado,afinal,o que seria realmente bom no mundo..
Sem resposta ,tentei enquadrar minhas expectativas ao que me era simples.Nesse dia,me lembro,as tais promessas me estremeceram como um choque sísmico,e quase perdi a pouca fé que ainda tinha.
Perdi-me sem pauta numa realidade desalinhada.
Da minha fé das promessas,não restou muita coisa.
Meus deuses, há muito encapsulados,perspassavam ao longe da minha realidade e
das minhas certezas.
Sem perceber,fui adentrando ao mundo frustante da desesperança.
No espelho,olhos fitos em olhos,buscava expressões vagas,meio respostas,meio teoremas simples para grandes perguntas. Me vi alguém tanto perene quanto transitório,um nada com casca...centro sem distancia.
Passo a mão na pele de hoje e sinto,entre um e outro desvio epidérmico,um suspiro sem muita voz,uma ferida invisível...um instante de paz conquistada.
Das minhas promessas,restam apenas instintos.
No homem,resta a certeza de que uma realidade plausível parece mais confortável,
embora nem sempre poética.
Do poeta ,resta a esperança não mais num mundo melhor,mas numa melhor absorbância do possível.
E o possível...nem sei ; o possível parece ser,ao chegar,ainda insuficiente...
RICARDO
Cês tão lembrados que outro dia eu postei dois textos rápidos?Pois é,eles fazem parte de uma punhado de outros que eu escrevi chamados "Pérolas da vida".Vou mandar mais uns dois,só prá perturbar!!
Na banca de jornal...
_Bom dia!
_Bom dia.Deseja alguma coisa?
_Não...quer dizer,sim! Tô só olhando...
_À vontade.Se precisar de ajuda...
20 minutos depois
_Não achou nada que lhe interesse? Uma revista,jornal...tem o jornal de esportes.Jogão ontem ,hein!? Puta golaço!
_Não,não...na verdade,eu nem gosto de futebol.Eu queria...bem...tipo...sei lá,não sei como explicar.
_Tudo bem,tem vezes que o pessoal chega aqui e nem imagina o que quer levar.Semana passada veio uma freirinha que queria revistas de receitas e acabou levando um manual de escotismo.Pode?
Outro dia veio um senhor com umas costeletas esquisitas e me pediu um filme “pornozão”.Só que ele insistia que os atores deviam ser...como é mesmo? Ah! lembrei: circunvizados! Eu ainda respondi: Olha moço,eu sei que tem uns gostos estranhos por aí,mas essa coisa de “circunvizado” eu nunca vi!
E olha que tem DVD e revista com tudo que é porquice.O mundo tá doido!
O senhor não acha?
_Bem,na verdade...já que o senhor citou...Eu queria um desses filmes,sabe...esses...
_Esses quais?
_Esses...como o senhor se referiu? ”Pornozão”!
_Mas porque não disse antes,homem? Tem uma caixa cheia aqui em baixo do balcão.Escolhe aí!
20 minutos depois
_E aí ,senhor? Encontrou alguma coisa?
_Bem...sim e não.
_Mas o que o senhor quer,afinal? Desculpe,mas...o senhor é...sei lá...boiola? Porque tem uma porrada de filmes gay aí na prateleira.E não se acanhe porque eu vendo isso todo dia.Nem ligo!
_Não,de jeito nenhum.Eu quero um filme sobre...bem...sexo com vegetais.
_Como é qui é?
_Com vegetais.O senhor nunca viu?
_Moço,vou te dizer uma coisa.Eu nem imagino como se faz isso,e também não quero nem saber.Com vegetais? Qui qui é isso?
_É...pode ser qualquer um.Por exemplo,uma melancia!
_Melancia?
-É.Voce escolhe uma bela melancia,faz um furo nela e depois;bem,o senhor sabe...
_Cê tá doido,homem? Que idéia!
_Pense bem...melancia não tem doenças,não fica grávida;não reclama de nada e você só gasta o preço da mesma,que é baratinho.E se ela for de bom tamanho,dá para fazer vários furos!
_Eu acho que você é meio doente!
_Pode até ser,mas eu me divirto com pouco,não preciso levar a melancia para jantar nem me preocupar com crise de ciúmes.Melancias não te pressionam para casar nem gastam seu dinheiro com roupas e cabeleireiros.Ah! Abóbora moranga também é interessante!
Bom,se o senhor não tem o que procuro,já vou indo.Obrigado assim mesmo.Até logo!
_Até mais...seu doido.Essa foi mesmo da hora.Melancias!
Hummm! Pensando bem...não fica grávida,não pede para jantar fora...
20 minutos depois
_É...não tem doença,não quer casar...
20 minutos depois
_Quanto será que custa uma melancia??
==========================================
CORRESPONDIDO
_Sabe que eu amo você?
_Humm...sei...
_E você...me ama?
_Lógico!
_E porque não diz: Eu teamootambémmm...?
_Porque? Voce já sabe disso!!
_Mas é diferente se você diz.Vindo da sua boca é mais verdade!
_Ah!Pára com isso.Lá vem você de novo com esse papo “melado”.Gosto sim,ou não estaria com você!!
_Voce pode estar comigo sem amar;só gostando.E isso implica que só eu amo você,o que transforma nossa relação em um amor com uma estrada só de ida,sem volta.Isso significa que eu faria qualquer coisa por você,mas você não faria por mim.Gostar você pode gostar do seu cão,do seu carro,dos seus CD’S...o que me coloca na categoria dessas coisas.
Sim,isso mesmo – uma “coisa”, é o que eu sou pra você! Ou,na melhor das hipóteses ,um animal que você descarta quando ele rói os seu móveis caros e rasga suas calças de marca.
Resumindo isso também implica que eu posso ser trocada como você troca de carro,de roupa,de óculos,de cão...
_Ops! Eu jamais trocaria o Bóris!!
Na banca de jornal...
_Bom dia!
_Bom dia.Deseja alguma coisa?
_Não...quer dizer,sim! Tô só olhando...
_À vontade.Se precisar de ajuda...
20 minutos depois
_Não achou nada que lhe interesse? Uma revista,jornal...tem o jornal de esportes.Jogão ontem ,hein!? Puta golaço!
_Não,não...na verdade,eu nem gosto de futebol.Eu queria...bem...tipo...sei lá,não sei como explicar.
_Tudo bem,tem vezes que o pessoal chega aqui e nem imagina o que quer levar.Semana passada veio uma freirinha que queria revistas de receitas e acabou levando um manual de escotismo.Pode?
Outro dia veio um senhor com umas costeletas esquisitas e me pediu um filme “pornozão”.Só que ele insistia que os atores deviam ser...como é mesmo? Ah! lembrei: circunvizados! Eu ainda respondi: Olha moço,eu sei que tem uns gostos estranhos por aí,mas essa coisa de “circunvizado” eu nunca vi!
E olha que tem DVD e revista com tudo que é porquice.O mundo tá doido!
O senhor não acha?
_Bem,na verdade...já que o senhor citou...Eu queria um desses filmes,sabe...esses...
_Esses quais?
_Esses...como o senhor se referiu? ”Pornozão”!
_Mas porque não disse antes,homem? Tem uma caixa cheia aqui em baixo do balcão.Escolhe aí!
20 minutos depois
_E aí ,senhor? Encontrou alguma coisa?
_Bem...sim e não.
_Mas o que o senhor quer,afinal? Desculpe,mas...o senhor é...sei lá...boiola? Porque tem uma porrada de filmes gay aí na prateleira.E não se acanhe porque eu vendo isso todo dia.Nem ligo!
_Não,de jeito nenhum.Eu quero um filme sobre...bem...sexo com vegetais.
_Como é qui é?
_Com vegetais.O senhor nunca viu?
_Moço,vou te dizer uma coisa.Eu nem imagino como se faz isso,e também não quero nem saber.Com vegetais? Qui qui é isso?
_É...pode ser qualquer um.Por exemplo,uma melancia!
_Melancia?
-É.Voce escolhe uma bela melancia,faz um furo nela e depois;bem,o senhor sabe...
_Cê tá doido,homem? Que idéia!
_Pense bem...melancia não tem doenças,não fica grávida;não reclama de nada e você só gasta o preço da mesma,que é baratinho.E se ela for de bom tamanho,dá para fazer vários furos!
_Eu acho que você é meio doente!
_Pode até ser,mas eu me divirto com pouco,não preciso levar a melancia para jantar nem me preocupar com crise de ciúmes.Melancias não te pressionam para casar nem gastam seu dinheiro com roupas e cabeleireiros.Ah! Abóbora moranga também é interessante!
Bom,se o senhor não tem o que procuro,já vou indo.Obrigado assim mesmo.Até logo!
_Até mais...seu doido.Essa foi mesmo da hora.Melancias!
Hummm! Pensando bem...não fica grávida,não pede para jantar fora...
20 minutos depois
_É...não tem doença,não quer casar...
20 minutos depois
_Quanto será que custa uma melancia??
==========================================
CORRESPONDIDO
_Sabe que eu amo você?
_Humm...sei...
_E você...me ama?
_Lógico!
_E porque não diz: Eu teamootambémmm...?
_Porque? Voce já sabe disso!!
_Mas é diferente se você diz.Vindo da sua boca é mais verdade!
_Ah!Pára com isso.Lá vem você de novo com esse papo “melado”.Gosto sim,ou não estaria com você!!
_Voce pode estar comigo sem amar;só gostando.E isso implica que só eu amo você,o que transforma nossa relação em um amor com uma estrada só de ida,sem volta.Isso significa que eu faria qualquer coisa por você,mas você não faria por mim.Gostar você pode gostar do seu cão,do seu carro,dos seus CD’S...o que me coloca na categoria dessas coisas.
Sim,isso mesmo – uma “coisa”, é o que eu sou pra você! Ou,na melhor das hipóteses ,um animal que você descarta quando ele rói os seu móveis caros e rasga suas calças de marca.
Resumindo isso também implica que eu posso ser trocada como você troca de carro,de roupa,de óculos,de cão...
_Ops! Eu jamais trocaria o Bóris!!
01 julho 2010
Prá quem viu a Lua recentemente...
SELENE... 01/07/10
Pensando na Lua e observando seu brilho roubado galantemente do Sol não posso me furtar a imaginar de onde teria surgido tanta magnitude,poesia e beleza.Impossível o encanto da Lua Cheia,aparentemente pendurada por fios mágicos na abóbada celeste,não nos fazer imaginar uma linda lanterna chinesa iluminando uma planície do tamanho do mundo!
E isso me remete a uma estória...
Selene era irmã de Hélios,filhos do Titã Hiperion e de Theia.
Selene era o nome grego da ...Lua.Hélios,o nome grego do ...Sol!
No início dos tempos,os outros Titãs,enciumados da beleza do Sol,atiraram-no num Rio Mágico que corria em Gaia,a mãe-terra.E lá ele supostamente sucumbiu.
Selene,desesperada com a perda do fulgurante irmão,suicidou-se;e sua mãe,Theia,mergulhou em profunda tristeza.
Em sonhos,porém,Hélios revelou à mãe que os dois,Sol e Lua,não haviam morrido.Estavam no Olimpo,e de lá sairiam para uma Eternidade gloriosa.
Ao despertar,Theia viu no Céu o filho perdido.Fulgurante,poderoso,lá estava o Sol,em toda sua grandeza.Ao fim do dia,sua outra filha,Aurora,apareceu e disse-lhe para continuar fitando o Céu.Tão logo Aurora se foi,eis que surge sua filha perdida,a Lua, e lá ela ficou até que seu irmão retornasse no dia seguinte.
E até hoje a mesma cena se repete – Hélios domina o dia,e sua irmã Selene,a noite.E entre a passagem dos dois,sua irmã caçula,Aurora,anuncia o espetáculo titânico.
Para a Astronomia, a Lua teria se originado por ocasião de um choque cataclísmico entre um antigo planeta e a Terra do distante passado.O choque teria deslocado uma grande massa da Terra e formado nosso maravilhoso satélite natural.O nome desse planeta? Theia!
Mas para nós,mortais e tripulantes dessa astronave itinerante,a Lua simplesmente encanta,embala romances e transforma a noite em poesia.
Para nós,meros adereços vivos dessa mundo luxuriante,basta deixar-mo-nos embalar pelo balé mágico que já dura bilhões de anos;Terra e Lua,eternos namorados que bailam um ao redor do outro,incansávelmente;a gravidade inerente fazendo as vezes de uma ardente paixão.
E como num amor proibido,amantes que não se tocam também jamais se afastam,pois o poder que os une também os separa!
Fico aqui,olhando a beleza desse astro –poesia,imaginando marés e partos,cios e lobos apaixonados uivando solitários para uma Lua distante e um amor ainda desconhecido.Tudo ali,dependendo e miscigenado com a Lua e seus caprichos,arroubos telúricos e suspiros selenitas se completando e,por que não,se amando! Para sempre!!!
Esse pequeno texto é dedicado a todos que nos últimos dias se encantaram com a esplendorosa Lua que vestiu esse Céu de inverno.E em especial a algumas pessoas que se emocionaram como eu e me inspiraram a escrevê-lo.
R
Pensando na Lua e observando seu brilho roubado galantemente do Sol não posso me furtar a imaginar de onde teria surgido tanta magnitude,poesia e beleza.Impossível o encanto da Lua Cheia,aparentemente pendurada por fios mágicos na abóbada celeste,não nos fazer imaginar uma linda lanterna chinesa iluminando uma planície do tamanho do mundo!
E isso me remete a uma estória...
Selene era irmã de Hélios,filhos do Titã Hiperion e de Theia.
Selene era o nome grego da ...Lua.Hélios,o nome grego do ...Sol!
No início dos tempos,os outros Titãs,enciumados da beleza do Sol,atiraram-no num Rio Mágico que corria em Gaia,a mãe-terra.E lá ele supostamente sucumbiu.
Selene,desesperada com a perda do fulgurante irmão,suicidou-se;e sua mãe,Theia,mergulhou em profunda tristeza.
Em sonhos,porém,Hélios revelou à mãe que os dois,Sol e Lua,não haviam morrido.Estavam no Olimpo,e de lá sairiam para uma Eternidade gloriosa.
Ao despertar,Theia viu no Céu o filho perdido.Fulgurante,poderoso,lá estava o Sol,em toda sua grandeza.Ao fim do dia,sua outra filha,Aurora,apareceu e disse-lhe para continuar fitando o Céu.Tão logo Aurora se foi,eis que surge sua filha perdida,a Lua, e lá ela ficou até que seu irmão retornasse no dia seguinte.
E até hoje a mesma cena se repete – Hélios domina o dia,e sua irmã Selene,a noite.E entre a passagem dos dois,sua irmã caçula,Aurora,anuncia o espetáculo titânico.
Para a Astronomia, a Lua teria se originado por ocasião de um choque cataclísmico entre um antigo planeta e a Terra do distante passado.O choque teria deslocado uma grande massa da Terra e formado nosso maravilhoso satélite natural.O nome desse planeta? Theia!
Mas para nós,mortais e tripulantes dessa astronave itinerante,a Lua simplesmente encanta,embala romances e transforma a noite em poesia.
Para nós,meros adereços vivos dessa mundo luxuriante,basta deixar-mo-nos embalar pelo balé mágico que já dura bilhões de anos;Terra e Lua,eternos namorados que bailam um ao redor do outro,incansávelmente;a gravidade inerente fazendo as vezes de uma ardente paixão.
E como num amor proibido,amantes que não se tocam também jamais se afastam,pois o poder que os une também os separa!
Fico aqui,olhando a beleza desse astro –poesia,imaginando marés e partos,cios e lobos apaixonados uivando solitários para uma Lua distante e um amor ainda desconhecido.Tudo ali,dependendo e miscigenado com a Lua e seus caprichos,arroubos telúricos e suspiros selenitas se completando e,por que não,se amando! Para sempre!!!
Esse pequeno texto é dedicado a todos que nos últimos dias se encantaram com a esplendorosa Lua que vestiu esse Céu de inverno.E em especial a algumas pessoas que se emocionaram como eu e me inspiraram a escrevê-lo.
R
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